quinta-feira, 17 de outubro de 2019

E aí como estamos?


 Depois de alguns dias estranho acho que sinto-me mais animada.
Estava pensando e refletindo sobre algumas coisas, agora quase finalizando a leitura do livro O dilema do Porco Espinho, e começo a ver as coisas de outra perspectiva.
O livro é muito bom, aborda a questão da solidão e traz tantos exemplos e referencias históricas que não tem como você não ir pesquisar e desejar querer ler tudo o que o Karnal menciona no livro. Eu com formação em filosofia me senti familiarizada com vários autores e tive vontade de ler e estudar mais sobre vários que são mencionados.
Bom, são tantos exemplos colocados que você fica pensando que a solidão ela faz parte do ser humano, mas ao mesmo tempo não totalmente. Karnal menciona que as maiores obras seja de livros, obras de arte quase que normalmente são concretizadas em momentos de solidão de seus autores e artistas. É claro que somos seres sociáveis por natureza, mas não significa que tudo tem que ser feito de modo coletivo. Ideias podem e surgem de forma coletiva, mas quase sempre é naquele seu momento sozinho e de solidão que você vai refletir, organizar suas ideias, pensar e escrever, pintar ou desejar tudo aquilo que pode ter surgido de modo coletivo. Igual eu aqui agora, estou sentada sozinha e pensando sobre o livro e escrevendo em um momento de solidão com as minhas ideias e reflexões.
Karnal da exemplos maravilhosos: seja de Adão e Eva, ele como sendo o primeiro grande solitário da historia da humanidade e quem por não saber disso não se sentia solitário; de escritores famosos que escreveram obras icónicas; do relacionamento dentro de um casamento e de como isso não significado o fim do sentimento e da situação de solidão; das gerações que foram mudando de perspectivas conforme o avanço natural da sociedade mediante o avanço das tecnologias; traz ainda como as redes sociais podem e provocam o afastamento das pessoas porque temos o mundo em nossas mãos (literalmente), podemos acessar e saber de qualquer coisa a qualquer momento. Karnal vai nos mostrar que isso pode e é algo muito bom, visto que conecta as pessoas, facilita o acesso ao conhecimento, porém que as pessoas não sabem usar essa ferramenta, ou ainda, que a forma como seu uso é conduzido só nos faz mau, causando depressão visto que a vida das outras pessoas parece tão mais interessante que a sua, visto que lá você mostra somente aquilo que você quer mostrar, ou seja, os momentos felizes, o que te possibilita construir uma imagem sua que não necessariamente vai condizer com a pessoal que você realmente é; um outro exemplo, que gostei muito, foi o das penitenciarias e da forma como as pessoas era condenadas antigamente e como isso foi sendo modificado e surge o isolamento, ou ainda, a solitária dentro dos presídios como uma forma de punição e que isso pode ocasionar problemas mentais, depressão e até levar ao suicídio.
Enfim, acho que a solidão/isolamento pode ser bom para algumas pessoas que se sentem bem com isso, mas ruim para muitas outras que odeiam esse sentimento. Você pode produzir coisas maravilhosas estando sozinho com as suas ideias, mas estar com outras pessoas também pode te proporcionar coisas boas e te fazer muito bem.
Acho que todos temos dias que queremos ficar mais na nossa e outros dias que queremos conversar, falar sobre nossa vida e compartilhar nossa existência. Faz parte do ser humano, não podemos nos deixar conduzir integralmente pela solidão porque isso acarreta tristeza extrema, falta de sentido na vida, depressão e podemos até nos fazer enlouquecer ao ponto de querermos dar fim a nossa vida.
Solidão na medida certa – o que somente você pode saber qual seja a sua medida – pode e faz bem, mas vivemos em sociedade e conversar, interagir faz nossa mente se ampliar e isso expande nossos horizonte e como isso pode ser ruim?
Claro que nem toda interação com outros seres humanos te traz algo de bom ou relevante, mas faz parte do pacote de se socializar. Ler um livro muitas vezes é bem mais interessante, mas não podemos esquecer de equilibrar as coisas, certo?
Bom, era isso que gostaria de compartilhar hoje.
Dias ruins sempre vão surgir, mas a gente nunca pode esquecer de respirar fundo e lembrar que a vida é passageira, logo dias ruins passam, assim como dias bons, assim como a chuva e um lindo dia de sol também. A vida sempre segue e a gente vai levando um dia de cada vez.
Lembre-se que viver não é fácil, já dizia Rocky Balboa:
"Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha". 
Lembre-se que muita coisa depende de você, que ideias sem ações não significam nada e não se tornam realidade.
Lembre-se que o planejamento deve fazer parte da sua vida em tudo e aproveitar cada momento desse processo é fundamental!
Lembre-se que o dinheiro não é tudo, ele é sim muito necessário, mas ele vem e vai... 
Lembre-se que a única coisa que não tem solução na vida é a morte e que para todo o resto TUDO se resolve!
Viva plenamente, não trate ninguém como você não gostaria de ser tratado, seja educado, seja respeitoso com todos que lhe chegam, seja sensível com a dor dos outros, não tenha medo, a vida é um sopro! Saiba aproveitar! 

Bom final de semana! J

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