sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O Dilema do Porco Espinho – Leandro Karnal


Terminei a leitura e terminei muito feliz e me sentindo muito bem!

Uma mistura de:
"Caramba! Que livro foi esse que me fez passar por tantos sentimentos e me fez pensar e refletir sobre tantas coisas e que quando chega ao fim me faz ter um estalo que acho que nunca tive na minha vida?" 
Estou imensamente satisfeita com o final e acho que não poderia terminar de um jeito mais genial. 
Se você gosta aprecia a ler, você precisa ler este livro!

Por que?
Porque no final das contas Karnal nos mostra a diferença entre a solidão e a solitude e que você ser solitude pode ser algo muito bom.
Descobri nas últimas páginas de leitura que faço parte dessa parcela de pessoas e me sinto aliviada porque a solidão (angustia, tristeza, desanimo) que eu disse estar sentindo a alguns dias atrás agora, ao termino da leitura, me mostra que a solidão que eu sinto é solitude, porque na verdade eu gosto da minha companhia e conversar com “o meu outro eu” é algo que me traz imenso prazer!
Pode acontecer lendo um livro, pensando, refletindo, escrevendo aqui como faço neste momento.
Acho que a solidão com qualidade, ou como Karnal chama solitude é algo libertador e te torna uma pessoa muito mais agradável e melhor em todos os aspectos da sua vida.
E termino com a pergunta que ele faz de forma tão brilhantes após toda a construção desse lindo livro: “Se você não se suporta, quem conseguirá fazê-lo?”

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

E aí como estamos?


 Depois de alguns dias estranho acho que sinto-me mais animada.
Estava pensando e refletindo sobre algumas coisas, agora quase finalizando a leitura do livro O dilema do Porco Espinho, e começo a ver as coisas de outra perspectiva.
O livro é muito bom, aborda a questão da solidão e traz tantos exemplos e referencias históricas que não tem como você não ir pesquisar e desejar querer ler tudo o que o Karnal menciona no livro. Eu com formação em filosofia me senti familiarizada com vários autores e tive vontade de ler e estudar mais sobre vários que são mencionados.
Bom, são tantos exemplos colocados que você fica pensando que a solidão ela faz parte do ser humano, mas ao mesmo tempo não totalmente. Karnal menciona que as maiores obras seja de livros, obras de arte quase que normalmente são concretizadas em momentos de solidão de seus autores e artistas. É claro que somos seres sociáveis por natureza, mas não significa que tudo tem que ser feito de modo coletivo. Ideias podem e surgem de forma coletiva, mas quase sempre é naquele seu momento sozinho e de solidão que você vai refletir, organizar suas ideias, pensar e escrever, pintar ou desejar tudo aquilo que pode ter surgido de modo coletivo. Igual eu aqui agora, estou sentada sozinha e pensando sobre o livro e escrevendo em um momento de solidão com as minhas ideias e reflexões.
Karnal da exemplos maravilhosos: seja de Adão e Eva, ele como sendo o primeiro grande solitário da historia da humanidade e quem por não saber disso não se sentia solitário; de escritores famosos que escreveram obras icónicas; do relacionamento dentro de um casamento e de como isso não significado o fim do sentimento e da situação de solidão; das gerações que foram mudando de perspectivas conforme o avanço natural da sociedade mediante o avanço das tecnologias; traz ainda como as redes sociais podem e provocam o afastamento das pessoas porque temos o mundo em nossas mãos (literalmente), podemos acessar e saber de qualquer coisa a qualquer momento. Karnal vai nos mostrar que isso pode e é algo muito bom, visto que conecta as pessoas, facilita o acesso ao conhecimento, porém que as pessoas não sabem usar essa ferramenta, ou ainda, que a forma como seu uso é conduzido só nos faz mau, causando depressão visto que a vida das outras pessoas parece tão mais interessante que a sua, visto que lá você mostra somente aquilo que você quer mostrar, ou seja, os momentos felizes, o que te possibilita construir uma imagem sua que não necessariamente vai condizer com a pessoal que você realmente é; um outro exemplo, que gostei muito, foi o das penitenciarias e da forma como as pessoas era condenadas antigamente e como isso foi sendo modificado e surge o isolamento, ou ainda, a solitária dentro dos presídios como uma forma de punição e que isso pode ocasionar problemas mentais, depressão e até levar ao suicídio.
Enfim, acho que a solidão/isolamento pode ser bom para algumas pessoas que se sentem bem com isso, mas ruim para muitas outras que odeiam esse sentimento. Você pode produzir coisas maravilhosas estando sozinho com as suas ideias, mas estar com outras pessoas também pode te proporcionar coisas boas e te fazer muito bem.
Acho que todos temos dias que queremos ficar mais na nossa e outros dias que queremos conversar, falar sobre nossa vida e compartilhar nossa existência. Faz parte do ser humano, não podemos nos deixar conduzir integralmente pela solidão porque isso acarreta tristeza extrema, falta de sentido na vida, depressão e podemos até nos fazer enlouquecer ao ponto de querermos dar fim a nossa vida.
Solidão na medida certa – o que somente você pode saber qual seja a sua medida – pode e faz bem, mas vivemos em sociedade e conversar, interagir faz nossa mente se ampliar e isso expande nossos horizonte e como isso pode ser ruim?
Claro que nem toda interação com outros seres humanos te traz algo de bom ou relevante, mas faz parte do pacote de se socializar. Ler um livro muitas vezes é bem mais interessante, mas não podemos esquecer de equilibrar as coisas, certo?
Bom, era isso que gostaria de compartilhar hoje.
Dias ruins sempre vão surgir, mas a gente nunca pode esquecer de respirar fundo e lembrar que a vida é passageira, logo dias ruins passam, assim como dias bons, assim como a chuva e um lindo dia de sol também. A vida sempre segue e a gente vai levando um dia de cada vez.
Lembre-se que viver não é fácil, já dizia Rocky Balboa:
"Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha". 
Lembre-se que muita coisa depende de você, que ideias sem ações não significam nada e não se tornam realidade.
Lembre-se que o planejamento deve fazer parte da sua vida em tudo e aproveitar cada momento desse processo é fundamental!
Lembre-se que o dinheiro não é tudo, ele é sim muito necessário, mas ele vem e vai... 
Lembre-se que a única coisa que não tem solução na vida é a morte e que para todo o resto TUDO se resolve!
Viva plenamente, não trate ninguém como você não gostaria de ser tratado, seja educado, seja respeitoso com todos que lhe chegam, seja sensível com a dor dos outros, não tenha medo, a vida é um sopro! Saiba aproveitar! 

Bom final de semana! J

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Um dia triste ou uma vida triste?


Os últimos dias foram corridos, no final de semana eu me mudei e ainda estou na fase de organizar tudo, limpar e todas essas coisas que após uma mudança são demandas. Para além da organização da casa nova, ainda preciso organizar a ex moradia, ou seja, pintar, limpar e entregar do mesmo jeito que peguei.
Apesar desses dias corridos e cheios de cansaço o que eu quero falar hoje é sobre uma tristeza que tem tomado conta de mim. Sabe quando você se sente triste, sozinha e quer chorar, mas não sabe de onde vem esse sentimento? É uma angustia meio sem sentido porque está tudo bem de modo geral. Tecnicamente não haveria motivos para que eu me sentisse desanimada como tenho estado esses últimos dias.
Comecei a lei o livro “O dilema do porco espinho” do Leandro Karnal e acho que um pouco desse sentimento veio com a leitura deste livro. Estou na metade, gostando muito e refletindo sobre ele. Acho que constatei que sou uma pessoa bastante solitária. Ainda não terminei o livro, mas já pude notar isso e tenho a impressão de que é esse um dos motivos de me sentir triste e desanimada. Engraçado isso, porque antes de eu me dar conta disso estava tudo ok, mas por que será que isso se tornou ruim agora, ao ponto de fazer com que eu me sinta tão triste com isso?
Quanto mais eu penso no mundo que me rodeia, em como as pessoas são tão egoístas, interesseiras, vazias, maldosas, mesquinhas e ruins esse sentimento de angustia e tristeza cresce em proporção. É claro que existem pessoas muito bacanas, mas ultimamente elas tem aparecido tão em conta gota na minha vida que faz com que eu me sinta mais deprimida. Não quero dizer com isso que é somente as pessoas a minha volta que me afetam e definem estar bem ou não, pelo contrário eu acho que sou alto suficiente em diversos momentos ou em quase todos, mas as vezes começo a perder a fé na humanidade mesmo...
Eu gosto de ficar sozinha (quase sempre, mas nem sempre), gosto de ler, assistir alguma série, refletir, estar com meus cachorros... Essas coisas me fazem muito bem.
Acho que eu sinto falta de estar perto de pessoas que possam agregar algo para além de falar delas mesmas, ou sobre seus filhos, ou sobre como sua vida é muito melhor que a de qualquer outra pessoa, ou sobre o tempo – “Nossa! Tá frio hoje né?” “Nossa! Como choveu ontem né?” –, pessoas que só falam de suas vidas ou mau de outras pessoas, ou de novela e coisas absolutamente banais que não trazem absolutamente nenhum valor.
Acho que essa forma de ser das pessoas é carência – ou não, porque na verdade essas pessoas nem se sente sozinha para se dar conta, refletir sobre as coisas ou a vida, nem nada do tipo... –, porque essas pessoas precisam falar e falar e falar para acreditar nas afirmações que faz, para se iludir com a sua verdade e com a sua vida maravilhosa.
Não quero dizer com isso que essas pessoas não sejam felizes ou algo do tipo, estou pressupondo e não é regra nenhum nada do que eu falo...
As vezes me sinto um monstro por não me importar com o que as pessoas me falam porque simplesmente não me interessa.
Claro que tem dias que ahhh, tudo bem, a gente escuta, conversa e até se sente bem, mas no geral me sinto irritada com essas conversinhas causais bobas. Mas ao mesmo tempo, sobre o que se falaria?
Acho que o que mais me irrita fora isso é aquele tipo de pessoa que TUDO o que você fala, conta, comente ou qualquer coisa NÃO supera o que a pessoa já passou na vida dela... Tipo, nem tudo é sobre você... Tem pessoas muito sem noção.
Por que as pessoas são assim?
Por que algumas pessoas são assim?
Na real as pessoas adoram ser bajuladas, isso é fato!
Acho que outra coisa que contribui para a minha tristeza é perceber que algumas poucas amizades que me restam, algumas bem próximas são completamente vazias. Quando eu gosto de uma pessoa eu faço de tudo pela pessoa, demoro muito para desistir e largar, mas quando isso acontece é um caminho meio que sem volta porque já dei tudo de mim e cansei e passo a não querer mais saber... Acho que isso pesa muito porque sabe quando você fala fala fala fala fala fala fala fala e a pessoa não absorve nada? Não estou falando de uma conversa séria, mas de inúmeras, diversas e nenhum retorno positivo.
Acho que quanto mais velha a gente vai ficando mais difícil se torna criar novos vínculos. A gente quer preservar os que têm, mas cansa perceber que tem algumas coisas que simplesmente nunca vão mudar. Sou bastante otimista e acho que todo ser humano pode mudar, entendo que nada é eterno, absoluto e acabado. Eu mesma já afirmei muitas coisas com total certeza e a vida me fez entender que você é passageiro e que tudo, absolutamente tudo está sujeito a mudar, a se transformar de uma hora para outra. Você ser resistente a isso não te traz nada de bom, pelo contrário te torna um ser humano teimoso, chato, arrogante, egoísta e burro, porque ser ignorante é a ausência de conhecimento, agora ser burro é saber que a coisa não é assim e instituir que o modo como você faz ou quer as coisas é melhor, ser burro é errar com propriedade.
Enfim, a vida sempre tem a ensinar, você pode se transformar em diversas coisas e o primeiro passo é reconhecer suas deficiências e correr atrás do que você quer alcançar.
Esse texto esta cheio de “achos” mas é isso mesmo. A minha tristeza está comigo e “acho”, mais uma vez, que logo ela vai ocupar um papel menos central na minha existência.
Triste é perceber que você não pode confiar em quase ninguém, que tem gente babaca a rodo no mundo e o pior de tudo é não saber bem ao certo o que as pessoas ganham sendo dessa maneira.
Falando nisso, está aí outra coisa que eu fico pensando e não faz sentido: todos nos somos passageiros, daqui a 80 anos ninguém que tem 20 anos hoje vai estar vivo, certo? Então por que ser um babaca? Por que agredir as pessoas física ou verbalmente? Por que ser grosseiro ou indelicado com a ignorância ou com a ingenuidade de algumas pessoas?
Sério... por que?
Por isso que por mais que as pessoas não tenha muito a agregar a você, você precisa ouvir elas falarem de suas vidas, do seu dia a dia, dos seus filhos excepcionalmente inteligentes e super dotados, do dia frio, da chuva, do calor e blá blá blá.
Uma coisa é você achar que isso não te agrega nada – assim como eu estou falando aqui –, mas é necessário que você ouça porque você vive em comunidade então é meio que uma convenção social e você precisa pela boa convivência.
As vezes não é que eu ou você não se importe, mas você só não está afim todo dia, porque tem gente que todo dia fala as mesmas coisas... Claro que você não vai ser um grosso babaca com essas pessoas, você ouve e sorri porque é assim que tem que ser, mas lá no seu íntimo você esta longe pensando noutras coisas e no seu mundinho.
Tem coisas que quanto mais eu penso menos sentido vejo.
A gente precisa saber ponderar, nem tudo são flores, mas dentro do que a gente tem precisamos fazer o melhor possível.
Ninguém merece ser mau tratado por ninguém, nada justifica isso, por mais irritado que você esteja não seja esse tipo de ser humano.
Eu estou aqui reclamando que as pessoas não tem o que agregar a minha vida, mas ao mesmo tempo eu tenho consciência de que preciso entender as limitações dessa pessoa que me fala. Cada um é cada um, a minha babaquice por estar relatando tudo isso hoje não justifica ser babaca com ninguém, pelo contrario, é preciso ter respeito pelo próximo, porque ser um babaca não justificada e não te traz nada de bom.
Por fim, me cabe torcer para que isso passe, para que eu continue a ter leveza no trato com as pessoas. Muitas vezes eu quero me importar, mas lá no fundo só estou querendo ficar no meu mundinho sem ninguém para me encher o saco e quer saber? Tá tudo bem, porque precisamos viver um dia de cada vez e a vida não é feita apenas de bons momentos. Para que possamos e consigamos valorizar os bons precisamos muito passar pelos dias tristes, chatos e pelas dificuldades da vida. É isso que nos torna pessoas melhores, que sabem se colocar no lugar do outro, que entendem os limites dos outros e que cada um sabe a dor e a delícia de ser quem é.
Para se ter bons frutos é preciso planta-los, é assim que é!

Boa terça feira!