segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O Tatuador de Auschwitz – Heather Morris


O livro conta a história de Lale Sokolov que foi mandado para Auschwitz-Birkenau e lá permaneceu por quase três anos. Nesse ambiente de sofrimento ele conhece Gita, uma moça linda por quem se apaixona e o faz ter um motivo a mais para desejar sair vivo desse inferno ao qual estava vivendo.
Ele torna-se o ajudando do Tatowierer (Tatuador) e depois de um tempo o Tatowiere oficial.
No período em que Lale esteve nesse lugar, ele passa por diversas situações e tem sorte por ser um poliglota e os guardas sempre o usarem por possuir tal conhecimento/habilidade.
O livro mostra a “sorte” que Lale teve, por ser esperto e alcançar certos privilégios que o ajudaram a se manter vivo. Ele sempre tentou ajudar as pessoas conseguindo comida extra sempre que possível.
Não tem muito mais o que falar do livro, é uma história real, cheia de momentos tensos em que você fica um pouco desconfortável por saber de tantas crueldades que aconteceram naquele período com tantas pessoas inocentes que tiveram a falta de sorte de serem judeus naquele momento.
A melhor parte do livro é quanto acaba e você percebe que ele sobreviveu e que ele teve a coragem e a oportunidade de fazer esse relato para que o mundo pudesse saber um pouco mais sobre como as coisas realmente aconteceram neste período.
Fico pensando pelo que tantas pessoas passaram, quanto sofrimento e dor... Quantas morreram, quantas sobreviveram mas ficaram tão traumatizadas que morreram sem fala sobre tudo o que passaram. Enfim, é uma história muito triste, mas real e que as pessoas precisam saber para que nunca mais aconteça nada parecido.
Hoje vivemos em um mundo mais “livre” – coloco aspas porque a liberdade é algo variável em meio a tantos condicionamentos e imposições veladas que todos nós passamos a cada momento de nossas vidas mas enfim –, porém as formas de violência hoje mudaram, mas o sofrimento, a violência velada e a dor ainda estão muito presentes. Não sejamos ingênuos.
Não podemos apenas lembrar desse holocausto e se surpreender com tudo o que aconteceu sem olharmos o mundo a nossa volta e perceber as inúmeras injustiças.
Muitas pessoas vivem em um ambiente em que a rotina não as faz ter contato com a pobreza, a miséria, a violência e todas essas coisas terríveis que acontecem diariamente. Porém elas acontecem, o tempo todo. Vivemos anestesiados, achando que tudo está bem, que nada de ruim acontece, mas quando você anda pelas ruas de Curitiba (por exemplo), o que você mais vê são pessoas em situação de rua, são pessoas dormindo em frente aos prédios, pedindo comida, dinheiro, vendendo balinha ou qualquer coisa.
Onde será que está o problema?
Será que todo mundo que está nessa situação está porque quer? Por que gosta?
Você que está lendo isso acha que uma pessoa sente vontade e quer estar dormindo no chão, sujeito a passar frio, pedindo dinheiro ou comida, sem ter uma cama para dormir, uma casa pra voltar, um banheiro minimamente para usar?
Faz algum sentido?
Quando me depara com essas pessoas na rua me passam mil coisas pela cabeça, fico pensando em suas histórias, como chegaram a isso e sinceramente eu não consigo culpar essa pessoa, porque como acabei de escrever, faz sentido uma pessoa em sã consciência desejar estar nessa situação se ela tivesse alguma (ou qualquer) outra opção minimamente melhor?
Na minha opinião não faz nenhum sentido, mas pense nisso!

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