quarta-feira, 16 de junho de 2021

Sumida

Pois é, acabei passando a fazer minhas resenhas de livros no skoob e abandonei o blog.

Estou com algumas ideias a respeito de leituras, tudo a ser executado quando conseguir definir algumas coisas na minha vida.

Tudo está uma correria, mudanças estão acontecendo e estou em meio a uma turbilhão de coisas. 

Daqui a poucos dias algo importante vai se concretizar e depois disso tem muitos outros detalhes em vista.

Enfim, é isso.

Se alguém ler isso, me desejem sorte, estou animada com tudo o que virá :) 

domingo, 14 de fevereiro de 2021

A Menina da Montanha - Tara Westover

 Leitura incrível!

Temos a trajetória de Tara Westover que nasceu e viveu até seus 16 anos na montanha com seus pais e irmãos. Tara era a mais nova dos sete irmãos. Sua família era mormon. 

Em essência é essa a narrativa apresentada.

Tara narra sua vida desde crianças, nos apresenta diversas situações. Seu pai era contra seus filhos irem para a escola, tinha um ferro velho e obrigava seus filhos a trabalharem para ele de forma pouco segura e num nível alto de exploração. 

Seu pai era muito religioso, achava que o simples fato de mandar seus filhos para escola faria com que eles passassem por uma lavagem cerebral e iriam contra a vontade de Deus. Era contra ir ao médico ou hospital. Em diversas situações de acidentes e familiares feridos não podiam ir ao hospital e eram tratados pela mãe de Tara que tornou-se parteira e mexia com ervas. 

Dos 7 irmãos de Tara, ela e mais dois adentraram a universidades e se afastaram da família.

Falando um pouco de algumas passagens que acho importante mencionar porque me fizeram refletir acerca do livro:

Consegui sentir as angustias de Tara, o ambiente hostil em que ela vivia e o processo de entendimento da sua saída da montanha e da compreensão de que o modo de vida que seus pais lhe proporcionaram não era o ideal. O nível de loucura do pai de Tara é assustador, ele era muito devoto, achava que todas as tragédias que ocorreram com ele e com a família eram provações necessárias porque Deus fez tudo acontecer por eles serem especiais. 

Os conflitos internos de Tara para compreender sua existência antes e depois de sua saída da montanha. Ela se questiona, coloca em cheque tudo e fica sem saber lidar com isso até compreender e de fato de afastar de sua família por entender melhor as coisas. 

É muito interessante pensar que a estrutura da família afeta diretamente a nossa forma de ser e agir no mundo. Muitas vezes a gente não consegue ter a dimensão do quanto isso pode afetar e definir a nossa vida. 

Conhecer a trajetória de Tara nos faz refletir sobre muitas coisas. Gostei muito de um diálogo entra Tara e um professor, quando ele pergunta a ela que escola ela frequentou e ela diz "nunca fui a escola", seu professor responde: "que maravilhoso!". É importante se questionar: Até que ponto somos moldados pelo sistema educacional? Tara queria frequentar a escola, mas seu pai era contra. Numa outra passagem, quando ela consegue a vaga em Cambridge, e dá uma entrevista na universidade em que estava frequentado, por ser uma aluna de destaque e ter alcançado algo tão seletivo ela não fala que nunca foi a escola, depois seu pai a questiona sobre isso, porque na concepção dele ela fora educada em casa e deve a ele sua conquista. 

A alienação do pai de Tara é algo chocante, ele distorce as coisas e tem a sua própria forma de pensar e uma mentalidade fechada sobre tudo.

Em outro momento seu pai alega sentir o mau no apartamento de Tara, diz que ela deve pedir perdão e voltar a acreditar no caminho de Deus. 

Tara sofre muito, passa por diversos conflitos internos, esse processo de emancipação, de libertar-se a si mesma foi lento e dolorido até que ela conseguisse ficar em paz consigo mesma. 

Famílias são complicadas, algumas mais outras menos.

Gostei muito dessa leitura, a trajetória de Tara é dura, cheia de desafios e muito bonita. 


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O Misterioso Caso Styles - Agatha Christie

Leitura rápida, fácil e gostosa.


Temos Mr. Hasting que é convidado por seu amigo John Cavendish para passar um tempo em sua casa de campo que fica em Styles. 
Quando ele chega é apresentado a todos. 
Temos uma conflito no ar, que Mr. Hasting logo percebe.
Mrs. Emily Inglethorp, que é a madrastra de John, se casou com Aldred Inglethorp, que é vinte anos mais novo do que ela e esse clima se agrava quando Mrs. Emily é encontrada nos últimos momentos de sua vida em seu quarto. Aparentemente tratava-se de um ataque, mas logo algumas suspeitas de que pode ter ocorrido alguma outra coisa que não a morte natural da Mrs. Emily vem a tona. Teria sido mesmo de causa natural ou ela poderia ter sido envenenada? Os familiares aceitam que o detetive belga Hercules Poirot, velho amigo de Mr. Hastings, iniciei uma investigação.  

Esse é o cenário da narrativa. Temos Hastings que conta a história em primeira pessoa, narrado sua perspectiva na mansão de Styles. A linguagem é simples e fluída. Hastings caracteriza todos os personagens e vai dialogando com Poirot diante dos acontecimentos e os dois vão desvendando os fatos juntos. 

Neste livro, que trata-se do primeiro escrito por Agatha Christie, temos o primeiro caso de Hercules Poirot e já conseguimos identificar a forma de pensar da autora ao introduzir seu mais famoso detetive. Para quem já leu outros livros da autora é possível perceber sua forma de escrita e como ela segue sempre a mesma metodologia, o que não deixa sempre de nos surpreender. 

Poirot utiliza algumas técnicas que foram aprimoradas nos anos seguintes e que podemos notar na leitura de outros livros da autora. 

A trama em si é muito boa, tem suas reviravoltas e tenta descobrir quem foi o responsável pela envenenamento da Mrs. Emily. Temos alguns mistérios e atitudes suspeitas que ampliam a curiosidade e a tensão no desenrolar da trama.

Foi uma ótima leitura. (AL; EH). 

Boa semana!!

domingo, 17 de janeiro de 2021

O Duque e eu - Júlia Quinn

Olá!!

Vim falar de forma breve dessa leitura que concluí.

Trata-se de um romance um tanto quanto clichê e com diversas situações que só aconteceriam em conto de fadas, porque sabemos que pessoas perfeitas e situações perfeitas como as que o livro nos apresenta só existem na ficção (na minha humilde opinião). 

Temos a família Bridgerton que são em 8 irmãos e a mãe.

Os três primeiros filhos são homens e esse livro vai trazer a história da Daphne Bridgerton que é a primeira filha mulher que chega a idade de se casar. 

A série de livros, que são 8 e tem um nono que seria um extra pelo que pesquisei, trás a história de cada irmão. Achei interessante a proposta, ainda mais depois de ver muitas pessoas falando da série que estreiou recentemente na Netflix. 

Resolvi ler o primeiro livro para saber se é bom mesmo para depois ver a série. 

Bom, neste livro então temos a Daphne que se apresenta a sociedade como uma jovem em busca de um casamento. Assim como ela, temos diversas outras jovens, mães desesperadas em busca de pretendentes adequados. 

Achei isso interessante, não sei se de fato seria ou foi assim. O romance se passa em 1813, é preciso pontuar que nesse período muitas coisas era bem diferentes no que se refere ao papel da mulher na sociedade, ainda mais considerando a tradição inglesa, pois trata-se de um romance britânico. 

Temos a presença de Simon Basset que nos é apresentado logo no prólogo, onde temos de forma bem breve sua história para justificar suas motivações que são desenroladas no livro. Simon é filho de um duque e eles tiveram problemas no relacionamento dele e por isso Simon é meio turrão e cheio de marra. Com a leitura do prólogo você entende seus traumas. Simon retorna a sociedade depois de um longo período em viagem e também porque seu pai faleceu e ele deve assumir a posição de novo duque.

Simon é o melhor amigo de Anthony que é o mais velho dos irmãos Bridgerton.

Simon vai se encontrar com Daphne de uma maneira inusitadas, ele sente uma atração por ela e fica nisso até saber que trata-se da irmã de Anthony. 

Simon começa a ser bajulado por todas as mães das moças que buscam pretendentes, assim como passa a ser apresentado para todas moças. Simon não tem interesse em se casar e nem em ter filhos. 

Simon e Daphne fazem um acordo, de fingirem estarem comprometidos um com o outro, para que as mães parem de persegui-lo afim de empurrar alguma filha para que ele se casar e também para que Violet Bridgerton, mãe de Daphne, pare de lhe apresentar inúmeros pretendentes. 

Isso gera um atrito com Anthony, porque entre amigos existe uma regra que é "não cortejar a irmã de seu melhor amigo". 

Diversas coisas acontecem, principalmente o óbvio que é: Daphne e Simon se apaixonam. 

Temos um acontecimento que leva Anthony e convocar Simon para um duelo. Daphne vai evitar esse duelo. Simon explica a Daphne que não quer se casar e que não pode ter filhos. Daphne aceita essa condições e quer se casar mesmo assim, apesar de ter o sonho de casar e ser mãe.

Eles se casam.

Uma passagem interessante que eu preciso pontuar é a conversa que a Violet vai ter com sua filha na noite que antecede o casamento. Daphne tem diversas dúvidas e não sabe absolutamente nada sobre a noite de núpcias. Até aí eu acho que tudo bem, considerando a época e tudo mais. Violet fala algumas coisas mas não deixa bem claro e deixa Daphne bem perdida. Nesse ponto eu acho que devia ser mais ou menos assim mesmo, porque não havia muito diálogo nessa época, tudo era meio subentendido e também eu acho que nessa época existia muito a visão de submissão da mulher, ou seja, você vai se casar e seu marido vai te conduzir e pronto.

Enfim, eles se casam. Daphne fica em dúvida sobre a capacidade de Simon de ter filhos porque ela acha que seria uma incapacidade de realizar o ato em si, mas depois ela vai entender que na verdade é ele que não quer ter filhos por escolha dele. No prólogo temos as motivações que levam ele a tomar essa decisão. 

 Eles brigam, ficam afastados um tempo e depois fica tudo bem.

Acho importante mencionar que a Daphne faz o Simon entender que as motivações dele são infundadas, no sentido de que ele não querer ter filhos só dá mais palco para o sofrimento que ele passou com seu pai e é necessário superar isso e viver a vida dele.

Bom, de modo geral trata-se de uma leitura fluída e rápida, clichê sim, mas ok, é um estilo de livro. 

Outra coisa, que cabe mencionar, é que temos algumas cenas bem picantes, tem uma narrativa em específico, mais para as últimas 50 páginas do livro, que eu achei bem pesada e controvérsia com a fruição do livro, achei um pouco errado, forçado, justificado até certo ponto (pensando na época em que se passa), mas sei lá, não sei se posso julgar muito porque eu entender, mas se fosse uma situação contrária, será que seria tudo bem? Enfim, acho que é preciso que você leia e julgue por si mesmo/a. 

Finalizando: não sei se lerei os próximos livros, talvez quem sabe, mas não será neste momento. Foi uma leitura rápida, depois de ler uma sequencia tão grande de livros de Ken Follett, que são livros mais densos, estava precisando de um leitura mais tranquila para me distrair. 

Assisti um episódio da série, gostei, mas achei um pouco clichê, como já disse: é um estilo, você pode gostar ou não e tudo bem. Eu acho que eu passo por algumas fases que gosto de assistir esse tipo de coisa, não sempre, mas às vezes é bom para se distrair. 

Bom domingo, boa semana!! :)




terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Coluna de Fogo - Ken Follett

Olá!!!

Livro cheio de tensão, trás o conflito entre o catolicismo e o protestantismo que começava a surgir no período em que se passa o livro: 1558 a 1620.

Os personagens são muito bem construídos, temos romance, imposição devido aos títulos importantes da época. 

Trata-se de uma leitura gostosa e fluída.

Temos um jogo de interesse constante que perpassa toda a história do conflito entre católicos conservadores e protestantes que vinham com uma nova forma de interpretar a questão religiosa. 

O livro é dividido em 6 partes:

1. 1558;

2. 1559 a 1563;

3. 1566 a 1573;

4. 1583 a 1589;

5. 1602 a 1606;

6. 1602 a 1606.

É uma leitura que fecha a trilogia de: Pilares da Terra e Mundo Sem Fim. 

Gostei muito e aprendi bastante como sempre acontece com as leituras de Ken Follett.

Vale muito a pena essa leitura.

Acho que cansei um poucos dos livros deste autor, porque li uma sequencia deles em 2020 e iniciei 2021 concluindo mais um dele. Pretendo, agora, dar um tempo e a oportunidade para outros autores. 

O que posso dizer é que o que mais Ken Follett me ensinou foi que: nada na vida dura para sempre; precisamos ser fortes para seguir sempre em frente independente do que tenhamos passado; a vida sempre continua; tudo pode mudar em um piscar de olhos; tenha calma, dê o seu melhor sempre, na hora certa as coisas acontecem. 

É isso!!

Boa semana :)