Que leitura incrível! Amei esse livro. É um lançamento 2020 e logo que saiu eu já fiquei empolgada e querendo muito ler!
Ken Follett trás o período de 997 a 1007 onde temos ataques vikings e personagens incríveis.
Esse livro faz parte da trilogia, por assim dizer, de: Os Pilates da Terra, Mundo Sem Fim e Coluna de Fogo. Na verdade essa história de passa antes desses três livros, temos o processo de surgimento da cidade de Kingsbridge.
Temos três personagens principais que são:
Edgar que é um jovem construtor de barcos que vive com a sua família em Combe, que é um povoado que pertence a Shiring. Edgar é impedido de viver o tão sonhado amor com sua amada Sunni que foi morta durante uma invação na região de Combe pelos vikings. A cidade é devastada e muitas pessoas são assassinadas e então Edgar e sua família se mudam para o povoado: Travessia de Dreng.
Ragna é filha de um nobre da Normandia. Jovem, bonita, determinada, destemida e com habilidades para solucionar conflitos se apaixona pelo Senhor de Shiring: Wilwulf, mas logo percebe que entrou em um ninho de cobras, pois após o casamento ela descobre que seus meio irmãos, Wynstan (bispo) e Wigelm (vassalo), impõe as leis de forma como bem querem, visando seus próprios interesses. Ragna se depara com injustiças e com muitas coisas erradas.
Aldred que é um monge idealista, ansioso por formar uma biblioteca em sua abadia, luta para tornar o seu povoado um lugar próspero e livre de opressão dos senhores feudais.
Temos uma grande tensão entre Igreja, nobreza e os servos que perpassa toda a história.
A história é bem construída, bem contextualizada e tudo se encaixa sem nenhuma brecha ou ponta solta.
Além de ler uma história muito boa, como é de praxe, você aprende história com Ken Follett.
Eu já li Pilares da Terra a alguns meses, e ver o processo de construção da cidade de Kingsbridge que antecede esse livro é bem interessante porque te ajuda a entender melhor os períodos.
Acho que o que mais impressiona nessas narrativas é ver como os julgamentos aconteciam no período, era o senhor feudal que julgava e as formas de punição eram as mais absurda e em alguns casos muito injustas. O jogo de interesse é enorme, ler isso gera um desconforto, imagina para quem de fato viveu no período!
Temos muito presente também a questão da submissão das mulheres. Haviam escravas/os, haviam senhores com mais de uma esposa, o que não era permitido, mas acontecia e fazia-se vista grossa em relação a isso. Para além disso também temos muito presente os clérigos terem família, viverem frequentado os bordéis e "tudo bem" porque quem mandava eram que tinha poder.
Gostei muito, recomendo e a cada leitura eu gosto mais de Ken Follett.
Estou lendo no momento: Mundo Sem Fim e estou gostando muito :)
Boa semana!!
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