Temos Louis Creed que é um médico de Chicago que conseguiu emprego em uma universidade na cidade do Maine. Ele se muda com sua esposa Rachel, sua filha Ellie de 5 anos e seu caçula Gage de quase 2 anos de idade. Temos também o gato da família, Church.
A casa que ele comprou fica bem próxima de uma estrada bastante movimentada.
Do outro lado dessa estrada temos um casal, o Sr. Jud e Sra. Norma. São um casal já com idade avançada, Jud passa dos 80 anos.
Logo que eles chegam já se apresentam e Jud ajuda a tirar um ferra de abelha de uma das crianças.
Louis fica bem próximo de Jud, sempre tomando umas cervejas em sua varanda no final do dia. Próximo a casa de Louis tem um caminho que leva a um bosque, Ellie pergunta e Jud explica que o caminho leva a um “simitério” dos bichos, onde as crianças iam para enterrar seus bichinhos e combina de leva-los até lá um dia desses.
Alguns dias se passam, a família está em casa o Jud propões irem até lá. A família toda gosta da ideia e vão. Chegam ao “simitério” depois de uma longa caminhada e encontram diversas sepulturas de bichinhos enterrados. Jud explica e conta um pouco sobre a história do local.
Louis começa a trabalhar e tem uma experiência traumática durante a primeira semana quando Victor Pascow, um estudante que foi fatalmente ferido ao ser atropelado por um carro faz com que Louis tenha uma nova visão sobre a morte. Louis e os demais médicos e enfermeiros fazem todo o possível, mas o rapaz morre. Porém antes morrer, fala algumas coisas para Louis que ele não entende muito bem. Na noite seguinte, Louis tem uma experiência que inicialmente achava se tratar de um sonho, mas depois percebeu não foi. Pascow aparece para Louis e o leva ao sombrio “simitério” e se refere especialmente ao “vale da morte”, ou seja, uma perigosa pilha atrás das árvores que forma uma barreira atrás do “simitério”. Pascow avisa Louis para ele não ir além, não importa o quanto ache que precise, nunca deve ultrapassar aqueles limites. Louis acorda no dia seguinte, convencido de que tudo foi apenas um sonho, até reparar na coberta e nos seus pés e vê-los sujos de terra. Inicialmente tem certeza de que teve um pesadelo pelo trauma da morte de Pascow e que a sujeira trata-se apenas do seu sonambulismo.
Louis conversa com sua esposa sobre a morte e percebe que ela trata isso com muita dor, sofrimento e que não é do tipo que aceita isso com naturalidade. Rachel revela uma situação que passou na infância, quando sua irmão mais velha ficou doente e foi definhando até morrer e como isso foi traumático e por isso não consegue lidar com a morte com naturalidade.
No dia das bruxas as crianças vão pedir doces e Louis esta na casa de Jud com Ellie. Norma tem um mal estar, Louis a ajuda até a ambulância chegar. Ela teve um infarto mais logo estaria bem. Jud se sente em dívida com Louis por ele ter ajudado.
Chega o dia de Ação de Graças. Rachel e as crianças vão para Chicago passar com seus pais. Louis não vai, porque não quer e tem um conflito antigo com o pai de Rachel.
Louis passa o dia com Jud e Normal.
No final daquele dia, Jud chama Louis e o avisa que tem um gato morto no seu gramado, Louis vai ver e é Church. Aparentemente nada ferido, mas um carro deve tê-lo acertado na estrada e arremessado para o gramado de Jud. Louis fica triste porque não sabe como contará para a filha sobre a morte do gato. Sua esposa com relação a morte é bastante sensível então ele fica aflito em relação a isso.
Jud conversa com Louis sobre o “simitério” e diz que por estar em dívida com Louis o levará até lá. Eles vão, Louis não entende muito bem, mas leva Church. É um longo caminho, o enterra e depois retornam.
No dia seguinte Church reaparece vivo, com um cheiro forte de terra, com um olhar esquisito, parecendo meio que um zumbi, mas vivo. Louis conversa com Jud e ele lhe explica sobre o “simitério” indígena micman, fala sobre alguns casos de animais que retornaram, inclusive de ele mesmo ter feito isso com o seu cão quando era criança, que se trata de algo muito antigo que quem vive na região sabe. Diz ainda que a maioria dos animais fica em “meia fase”, mais tranquilos e que não chegam a fazer mau algum. Louis pergunta se pessoas já foram enterradas lá e voltaram e Jud fica meio nervoso mas diz que não.
Rachel e as crianças retornam, estranham um pouco o gato mas tudo bem, acham que ele esta diferente porque ele foi castrado recentemente. A única diferença que o gato passa a apresentar é que começa a matar passarinhos, camundongos e afins, coisa que não fazia antes.
Um dia a família no jardim aproveitando o dia, Gage saí correndo, Louis o segue, mas ele vai para estrada e o pior acontece... Gage é arrastado por mais de 100 metros e morre. Todos ficam muito abalados.
Os pais de Rachel vem para o velório, o garoto é enterrado.
Jud desconfia que Louis esta pensando em levar o garoto ao “simitério”. Ele lhe conta sobre um caso onde depois da segunda guerra um pai inconformado pela perda do seu único filho levou o filho lá e ele retornou. Diz que o rapaz ficou estranho e parecia possuído por algo ruim.
O livro pode ser dividido em três momento:
- A contextualização do cenário e dos personagens;
- A tristeza que se apodera devido ao ocorrido e;
- O "simitério" como o grande acontecimento.
O livro pode ser dividido em três momento:
- A contextualização do cenário e dos personagens;
- A tristeza que se apodera devido ao ocorrido e;
- O "simitério" como o grande acontecimento.
Bom, as últimas 50 páginas do livro revelam o desenrolar da história que eu não vou contar para não estragar a surpresa.
Gostei do livro, mas achei o final não tão bom, explico: o livro todo te faz pensar sobre a morte, sobre perda de um ente querido, ou um bichinho de estimação, te faz pensar sobre como isso deve ser encarado como algo natural por fazer parte da vida. A gente sabe que perder alguém nunca é fácil, a gente sabe também que falar para quem perde que a morte faz parte da vida é muito fácil. Mas quem já perdeu alguém próximo, ou um bichinho de estimação que amava muito sabe que é doloroso, triste e a saudade sempre vai existir. O que eu posso dizer é que a gente nunca se esquece, seja da pessoa ou do bichinho. A gente sempre vai lembrar e com o tempo isso tende a ficar menos doloroso. A ausência torna-se uma saudade que aperta, mas que logo, ou com o passar do tempo você entende que é passado. Quem falece não deve ser esquecido, mas a vida continua no final das contas e a morte faz parte da vida, não podemos esquecer isso. Devemos encarar isso não como “dane-se, todo mundo morre”, mas como algo natural, como a única certeza que temos.
Quando uma criança morre é chocante porque poxa, teria a vida todo ainda pela frente.
Quando um adulto morre, dependendo das circunstancias, também é chocante e prematuro.
Quando uma pessoa idosa morre a aceitação é mais “tranquila” por assim dizer, porque nesse caso, muitas vezes a pessoa teve uma vida linda: casou, trabalhou, teve filhos, educou-os, teve netos, bisnetos e partiu porque chegou a sua hora.
Tudo é questão de perspectiva. A gente precisa sofrer com as coisas mas também devemos seguir em frente acima de tudo.
Acho que é isso.
Esse livro já queria ler fazia um tempo.
Até lembrando do filme, que eu já havia assistido, conversando com meu noivo hoje ele disse que é exatamente igual o final, eu confesso que não lembro muito do filme e achei que era diferente.
Sobre o final do livro que é igual ao filme: eu achei que terminaria melhor, porque deu a entender que o Louis não aprendeu nada com tudo o que acontece nessas últimas 50 páginas. É claro que também temos que levar em conta que havia uma força no local que parecia dominar o Louis. Em muitos momentos ele conversa com ele mesmo e ele sabe que não deve, mas ele faz porque parece estar dominando por algo mais forte, por um mau que faz ele meio que enlouquecer.
Outra coisa que evidencia isso, essa força do mau, é que o motorista do caminhão que ocasiona a tragédia, diz que quando chegou naquela estrada sentiu uma vontade tremenda de acelerar e não era de fazer isso. Inclusive depois deu no rádio que ele havia tentado se matar por se sentir muito culpado
Bom, mas de modo geral, refletindo sobre a coisa em si: Louis que era médico que tratava a questão da morte com naturalidade, nos mostra que quando a coisa atingiu a sua família, tudo mudou. Porque entendemos que é fácil ser racional quando não é com a gente e dar conselhos para os outros, mas que quando a coisa é pessoal, quando é com a nossa família daí a gente tem a emoção falando mais alto e nos afetando de um modo totalmente diferente de tudo o que a gente dizia acreditar até então.
Outra coisa que evidencia isso, essa força do mau, é que o motorista do caminhão que ocasiona a tragédia, diz que quando chegou naquela estrada sentiu uma vontade tremenda de acelerar e não era de fazer isso. Inclusive depois deu no rádio que ele havia tentado se matar por se sentir muito culpado
Bom, mas de modo geral, refletindo sobre a coisa em si: Louis que era médico que tratava a questão da morte com naturalidade, nos mostra que quando a coisa atingiu a sua família, tudo mudou. Porque entendemos que é fácil ser racional quando não é com a gente e dar conselhos para os outros, mas que quando a coisa é pessoal, quando é com a nossa família daí a gente tem a emoção falando mais alto e nos afetando de um modo totalmente diferente de tudo o que a gente dizia acreditar até então.
Enfim, é isso.
Bom feriado, bom final de semana J
Nenhum comentário:
Postar um comentário