Terminei ontem esse livro e ele foi indicação do meu noivo que por saber que gostei da trilogia Jogos Vorazes, que li faz bastante tempo, achou que eu iria gostar.
Pois bem: o livro é um thriller que trata sobre a violência juvenil em um mundo distópico. Trata-se de um programa organizado e administrado pelo governo totalitário em que aquela sociedade vive. Os alunos do nono ano, 42 estudantes: sendo 21 meninos e 21 meninas, são levados para uma pequena ilha isolada, cada um recebe um mapa, comida e armas aleatórias.
São colocadas coleiras especiais em cada um, a qual monitora o localização de cada um, ouve-se tudo o que é dito, se algum deles tentar tirá-la explode, assim como no decorrer do jogo se algum estudante permanecer num quadrate definido como “proibido” ela também explode.
A cada 6h é dado um relatório das últimas 6h, onde é informado quais estudantes foram mortos. Se em 24h não houver nenhuma morte suas coleiras explodem e todos morrem.
Os estudantes devem lutar entre si e o último sobrevivente vende o jogo. Semelhante com a trilogia de Jogos Vorazes não? A autora diz que não se baseou no livro para escrever os seus, mas vai saber né? Que é muito parecido ninguém pode negar. Esse livro foi escrito em 1997 e os Jogos Vorazes são de 2012.
Entrado na história: o livro começa com os estudantes indo para uma suposta excursão. Estão todos dentro de um ônibus conversando e alegres com o passeio e um gás faz todos adormecerem. Quando eles despertam estão numa sala, com as coleiras já em seus pescoços. Uma pessoa explica as regras gerais e eles são liberados para sair da escola da ilha a cada 2 min. Saí um rapaz depois uma moça, cada um tem um número de 1 a 21. Quando eles saem recebem um “kit de sobrevivência”, o qual possui água, comida e uma arma aleatória. As armas variam de: metralhadoras, machadinhos, facas, até colete a prova de balas entre outras coisas.
Os estudantes saem e o jogo tem inicio.
No começo alguns estudante acham que não devem jogar o jogo, que devem tentar se unir e não matar uns aos outros, mas isso não dá muito certo porque o ser humano não é tão bom assim por natureza, o instinto de sobrevivência fala mais alto e a matança é desenfreada.
A história foca em alguns personagens que são mais importantes e que chegam até o fim.
A narrativa também narra o que se passa com outros personagens com o intuito só de situar o leitor e quase sempre o que acontece é a morte desse personagem. Vi algumas críticas e alguns leitores reclamaram disso, dizendo que: “ah, o autor traz personagens, descreve sua história e tal, você se apega e daí ele morre... que sacanagem!” Bom, quanto a isso eu não vejo como um problema, porque são 42 estudantes, você matar sem contextualizar a vida ou as relações entre os próprios estudantes tornaria a história um tanto quando vaga e vazia, eu achei essa forma de apresentar os personagens e leva-los a morte “ok”, é assim que um livro deve ser, ao meu ver!
Enfim, você vai lendo morte atrás de morte, traições e sabendo mais sobre os personagens. Não dá para se apegar.
O final eu gostei também, achei clichê quando cheguei em 95% da leitura, depois nos últimos 5% achei mais clichê ainda a invertida que a história tem, mas “ok”, é um bom livro e eu recomendo apesar disso.
Só uma coisa: o livro é MUITO violento, traz muito detalhes de cenas bem fortes de sangue, de morte e coisa e tal. Se você não gosta, não curti esse tipo de coisa é bobagem ler essa história e para você não vai valer a pena.
Eu já tinha lido Jogos Vorazes e achei a história bem parecida. É claro que o contexto é um pouco diferente, mas em essência seguem os mesmo princípios.
Será que um dia o mundo pode ter um jogo como esse? As vezes me pego pensando nisso, porque muita gente acha absurdo, mas a gente já vê tanta crueldade por aí, eu, sinceramente já não duvido de mais nada!
Bom final de semana gente!! J
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