domingo, 26 de abril de 2020

O Voô da Vespa – Ken Follett

A história central se passa na Dinamarca, no período da Segunda Guerra Mundial.
Temos como pano de fundo o conflito de Hitler contra a Inglaterra e o resto do mundo.
Os nazistas criam uma ferramenta que consegue detectar todos os aviões advindos da Inglaterra e com isso eles estão conseguindo derrubar todos antes de serem atacados. A Inglaterra então precisa descobrir como os nazistas estão conseguindo prever os ataques para que com isso eles possam pensar em uma forma de romper com isso e alcançar o sucesso em seus ataques. 
Temos vários personagens, que ao longo da história se cruzam e fecham a história de um modo muito bem elaborado. 
A personagem principal é a Hermia Mount que é uma inglesa, noiva de Arne Olufsen, um piloto dinamarquês. Em virtude da guerra faz mais de um ano que eles não se vêem e nem se falam. Isso porque ela voltou para Inglaterra e trabalha para o MI6. 
Hermia é responsável pela criação de uma rede de espiões na Dinamarca, visto que eles se renderam muito rapidamente a Hitler, mas nem todos concordam com essa rendição. O objetivo é buscar informações e ajudar os britânicos. 
Temos o Harald que é o irmão mais novo de Arne, ele estuda em tempo integral numa escola e vai para casa em finais de semana alternados. Em um dia desses qualquer quando Harald está indo para casa, resolver cortar caminho por uma base militar nazista e fazendo isso vê um equipamento que parece ser de rádio, que pode ser ou não, o que os britânicos estão querendo descobrir, mas nesse momento ele ainda não sabe disse e não faz ideia do que acabou de descobrir. 
A história vai girar em torno desse equipamento escondido nessa base, ou seja, os espiões de Hermia tentam descobrir, o que vai se cruzar com o Harnad ter passado pela base militar e desenhar o que viu. 
Temos o detetive Peter Flemming. Seu pai tem uma rixa com a família do Harold e Arne, é bem inescrupuloso e estranho ao mesmo tempo. O Peter faz tudo o que acha necessários para cair nas graças dos nazistas com o intuito de subir de cargo. Não liga para nada nem para ninguém. Descobre alguns espiões, dificulta bastante a vida de Harnad e Hermia. 
Temos a Karen que é irmã gêmea de um amigo de Harald, a qual terá também um papel importante no sequencia final da história. 

Uma história intensa, linda e bem amarrada. Os personagens se cruzam e te levam ao final da história de modo sutil e empolgante.
Alguns personagens morrem, você fica chocada porque não espera que isso aconteça e do modo como acontece.
Apesar do final ser bom, é um pouco clichê, mas diante da história, não teria como terminar de outra forma, na minha opinião. 
Ken Follett é o meu autor favorito na vida, é o quarto livro que leio, dos quatro o que eu menos gostei, mas sigo achando ele brilhante!
Vale a pena, trata-se de um romance histórico, ou seja, encontra uma trama de espionagem muito bem articulada e amarrada. Aprende história e é uma leitura maravilhosa.
Sempre digo, depois da leitura de um de seus livros, que vale muito a pena!

É isso, bom domingo! J

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Bettle Royale – Koushun Takami

Terminei ontem esse livro e ele foi indicação do meu noivo que por saber que gostei da trilogia Jogos Vorazes, que li faz bastante tempo, achou que eu iria gostar.
Pois bem: o livro é um thriller que trata sobre a violência juvenil em um mundo distópico. Trata-se de um programa organizado e administrado pelo governo totalitário em que aquela sociedade vive. Os alunos do nono ano, 42 estudantes: sendo 21 meninos e 21 meninas, são levados para uma pequena ilha isolada, cada um recebe um mapa, comida e armas aleatórias.
São colocadas coleiras especiais em cada um, a qual monitora o localização de cada um, ouve-se tudo o que é dito, se algum deles tentar tirá-la explode, assim como no decorrer do jogo se algum estudante permanecer num quadrate definido como “proibido” ela também explode.
A cada 6h é dado um relatório das últimas 6h, onde é informado quais estudantes foram mortos. Se em 24h não houver nenhuma morte suas coleiras explodem e todos morrem.
Os estudantes devem lutar entre si e o último sobrevivente vende o jogo. Semelhante com a trilogia de Jogos Vorazes não? A autora diz que não se baseou no livro para escrever os seus, mas vai saber né? Que é muito parecido ninguém pode negar. Esse livro foi escrito em 1997 e os Jogos Vorazes são de 2012.

Entrado na história: o livro começa com os estudantes indo para uma suposta excursão. Estão todos dentro de um ônibus conversando e alegres com o passeio e um gás faz todos adormecerem. Quando eles despertam estão numa sala, com as coleiras já em seus pescoços. Uma pessoa explica as regras gerais e eles são liberados para sair da escola da ilha a cada 2 min. Saí um rapaz depois uma moça, cada um tem um número de 1 a 21. Quando eles saem recebem um “kit de sobrevivência”, o qual possui água, comida e uma arma aleatória. As armas variam de: metralhadoras, machadinhos, facas, até colete a prova de balas entre outras coisas.
Os estudantes saem e o jogo tem inicio.
No começo alguns estudante acham que não devem jogar o jogo, que devem tentar se unir e não matar uns aos outros, mas isso não dá muito certo porque o ser humano não é tão bom assim por natureza, o instinto de sobrevivência fala mais alto e a matança é desenfreada.
A história foca em alguns personagens que são mais importantes e que chegam até o fim.
A narrativa também narra o que se passa com outros personagens com o intuito só de situar o leitor e quase sempre o que acontece é a morte desse personagem. Vi algumas críticas e alguns leitores reclamaram disso, dizendo que: “ah, o autor traz personagens, descreve sua história e tal, você se apega e daí ele morre... que sacanagem!” Bom, quanto a isso eu não vejo como um problema, porque são 42 estudantes, você matar sem contextualizar a vida ou as relações entre os próprios estudantes tornaria a história um tanto quando vaga e vazia, eu achei essa forma de apresentar os personagens e leva-los a morte “ok”, é assim que um livro deve ser, ao meu ver!
Enfim, você vai lendo morte atrás de morte, traições e sabendo mais sobre os personagens. Não dá para se apegar.
O final eu gostei também, achei clichê quando cheguei em 95% da leitura, depois nos últimos 5% achei mais clichê ainda a invertida que a história tem, mas “ok”, é um bom livro e eu recomendo apesar disso.

Só uma coisa: o livro é MUITO violento, traz muito detalhes de cenas bem fortes de sangue, de morte e coisa e tal. Se você não gosta, não curti esse tipo de coisa é bobagem ler essa história e para você não vai valer a pena.

Eu já tinha lido Jogos Vorazes e achei a história bem parecida. É claro que o contexto é um pouco diferente, mas em essência seguem os mesmo princípios.

Será que um dia o mundo pode ter um jogo como esse? As vezes me pego pensando nisso, porque muita gente acha absurdo, mas a gente já vê tanta crueldade por aí, eu, sinceramente já não duvido de mais nada!

Bom final de semana gente!! J

segunda-feira, 6 de abril de 2020

E não sobrou nenhum – Agatha Christie

Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;
Um deles se engasgou, e então sobraram nove;
Nove soldadinhos acordados até tarde, mas nenhum está afoito;
Um deles dormiu demais, e então sobraram oito;
Oito soldadinhos vão a Devon passear e comprar chicletes;
Um não quis mais voltar, e então sobraram sete;
Sete soldadinhos vão rachar lenha, mas eis que um dles cortou-se ao meio, e então sobraram seis;
Seis soldadinhos com a colmeia, brincando com afinco;
A abelha pica um, e então sobraram cinco;
Cinco soldadinhos vão ao tribunal, ver julgar o fato;
Um ficou em apuros, e então sobraram quatro;
Quatro soldadinhos vão ao mar;
Um não teve vez, foi engolido pelo arenque defumado, e então sobraram três;
Três soldadinhos passando no zoo, vendo leões e bois, o urso abraçou um, e então sobraram dois;
Dois soldadinhos brincando no sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então sobrou só um;
Um soldadinho ficou sozinho, só resta um;
Ele se enforcou,
E não sobrou nenhum.

Terminei de ler ontem e gostei!
O livro trás dez personagens que são apresentados e estão indo para uma ilha: a ilha do Soldado. Essa ilha foi comprada por alguém, mas ninguém sabe quem: um tal de U. N. Owen. Cada um desses dez personagens recebeu um recado acerca do convite que o levou a ir até a ilha: de um amigo que não via a muito tempo, de um parente distante ou algo assim. Todos eles seguem as instruções e pegam o trem para se dirigir até a ilha sem saber muito bem o motivo do convite.
Chegando a ilha eles se comunicam entre eles brevemente. Começam a se questionar o por que de estarem ali e vão conversando e se conhecendo. Um megafone antes do jantar anuncia o motivo de cada um estar ali. Cada um deles é culpado pela morte de alguém.

Os senhores e as senhoras são acusados dos seguintes crimes:
- Edward George Armstrong, de ter causado, em 14 de março de 1925, a morte de Louise Mary Cless.
- Emily Caroline Brent, de ter sido responsável pela morte de Beatrice  Taylor, em 5 de novembro de 1931.
- Willian Hanry Blore, de ter levado à morte James Stephen Landon, em 10 de outubro de 1928.
- Vera Elizabeth Claythorne, de ter assassinado, em 11 de agosto de 1935, Cyril Ogilvie Hamilton.
- Philip Lombard, de ter sido culpado, em certa data de fevereiro de 1932, pela morte de vinte e um homens membros de uma tribo da África Oriental.
- John Gordon Macarthur, de ter, em 14 de janeiro de 1917, enviado deliberadamente para a morte o amante de sua mulher, Richmond.
- Anthony James Marston, de ter sido, no dia 14 de novembro último, culpado pelo assinassinato de John e Lucy Combes.
- Thomas Rogers e Ethel Rogers, de terem sido, em 6 de maio de 1929, os causadores da morte de Jannifer Brady.
- Lawrence John Wargrave, de ter sido, em 10 de junho de 1930, responsável pelo assassinato de Edward Seton.
Acusados presentes no tribunal, têm alguma coisa a alegar em sua defesa?

Depois disso, cada um tenta se justificar acerca de sua acusação.
Conjecturam sobre como ir embora e se há mais alguém além deles na ilha.
Antes do fim do jantar um dos dez morre ao beber sua bebida, o mistério se inicia! Todos desconfiam, ninguém sabe exatamente o que se passa ou por que estão ali, quem é Owen? O que estará acontecendo?
Cada um vai para seu quarto.
Nos quartos temos o poema escrito no começo do poste.

Cada um dos dez personagens vai morrendo até que: não sobrou nenhum.

A trama é construída e você fica desconfiada e observando os diálogos para tentar adivinhar quem é o/a assassino/a. A história termina, todos morrem de alguma forma, dando sentido ao poema que havia em cada um dos quartos.
A polícia vai ao local depois de muitos dias e tenta pensar como tudo ocorreu, mas não chega a nenhuma conclusão.
O epilogo do livro traz a explicação e a história termina muito bem justificada pelo/a responsável por todo o ocorrido.
É claro que não vou revelar, mas posso dizer que desconfiava dessa pessoa, mas ao mesmo tempo também suspeitava de outras. Excelente a explicação final.

Gostei muito!