quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

O Velho e o Mar – Ernest Hemingway


Trata-se de um livro bem curto, de umas 120 páginas mais ou menos.
Alguns chamam de conto, outros de novela.
É um livro curto e bastante triste que te faz fica remoendo a história depois que você termina.
A história se passa em Havana, Cuba.
Temos, como o título já nos traz, o relacionamento de um velho pescador com o mar.
Esse velho ele tem muitos anos de experiência como pescador, mas ele é bem velhinho, então tem um menino que vai com ele no barco e o ajuda a pescar.
O nome do velho é Santigo, faz mais de 80 dias que ele não consegue mais pescar nenhum peixe e por conta disso os pais do menino o proíbem de ir junto com o Santigo pescar, mandam ele ir com outros pescadores e o menino tem que obedecer.
O garoto obedece aos pais, mas fica sempre atendo ao velho e o ajuda sempre no retorno do mar, a carregar o equipamento, vai até a cabana dele sempre, leva comida, café e fica lá conversando com ele. Essa cabana é bem simples, bem pobrezinha, o Santigo vive de modo muito precário e sozinho, sua cama é feita de jornais velhos.
Os diálogos do velho com o menino são bem tocantes, trata-se de uma relação linda de amizade, pois o menino realmente se importa com o velho e sente por não poder ir mais pescar com ele, mas tenta ajuda-lo sempre de alguma forma. O velho vê a sua situação de miserabilidade com total tranquilidade, ou seja, para ele é assim e tudo bem. Ele perdeu sua esposa já a algum tempo, tanto que existe na cabana um lugar onde a sua fotografia ficava pendurada. Ele gosta de ler jornais velhos e é muito fã de beisebol americano então ele sempre pergunta para o menino sobre os campeonatos e pede jornais para poder acompanhar os campeonatos.
Santiago parte para o mar, depois de mais de 80 dias sem ter pescado nada. Ele acredita que depois de 85 dias ele vai voltar a pescar devido a uma superstição.
Assim, a história principal do livro começa nesse dia 85 em que ele esta no mar sozinho.
Ele consegue fisgar um peixe, depois de um dia inteiro ali tentando e esperando, e quando isso acontece o peixe fisgado é muito grande. Ele não consegue puxa-lo para dentro da embarcação. Assim, ele fica uns 3 dias com o peixe preso, sem conseguir puxa-lo, até que enfim o peixe se cansa e ele consegue atingi-lo com o seu arpão. Depois disso, ele amarra o peixe na embarcação, porque ele não consegue coloca-lo dentro do barco porque o peixe é maior do que seu barquinho.
Diante disso, tudo estava indo muito bem, mas aquele ferimento que ele provocou no peixe com o arpão fez jorrar muito sangue e como ele não trouxe o peixe para dentro, isso acabou atraindo tubarões. Pois é, é aí que a histórica fica tensa e mais triste ainda!

O desfecho da história é a parte mais importante porque a gente tem um velhinho lutando contra essa entidade que é o mar e esse peixe enorme. 
O velho tentando sobreviver e não desistindo de pescar esse peixe, assim como o peixe também não desiste de tentar se soltar. 
Normalmente a gente tem essa figura de uma pessoa idosa, velhinha limitada, triste, sem motivação e o livro nos trás esse personagem forte, firme, sem pena de si mesmo e que não desiste, pelo contrário, depois de 85 dias sem pescar peixe nenhum, sendo essa a única forma de subsistência
 que ele tem, ele vai firme, tentando e não desiste de jeito nenhum. 

No final, depois que ele tá com o peixe amarrado ao seu barco vem um tubarão, ele luta com o tubarão, porque não pretende de jeito nenhum entregar esse peixe de bandeja, visto toda a sua dificuldade de conseguir pegar esse peixe depois de tantos dias sem sucesso. O tubarão consegue morder seu peixe e levar um pedaço, ele luta contra o tubarão, depois vem outros tubarões e no final ele consegue retornar a terra apenas com uma carcaça do que sobrou do grande peixe que ele havia fisgado.
Quando ele pisa em terra firme,  ele está cansado, sozinho e machucado. Não consegue ficar em pé diante de tudo o que passou. Lhe restou uma carcaça, com muita dificuldade ele deixa seu barco e retornou até sua cabana. Lá desmaia de tanta exaustam em sua cama feita de jornais. 
Não tarda para o menino ali aparecer. Visto seu estado fica muito preocupado, o ajuda, leva remédios e comida. Quando o velho acorda eles conversam, o garoto vê a carcaça na praia e fica impressionado, assim como o grupo de pessoas que lá estava. 

Um livro curto e cheio de pequenas coisas que te fazem pensar. 
Triste e emocionante!

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