sábado, 26 de dezembro de 2020

Mundo Sem Fim - Ken Follett

 Olá!!

Terminei esse livro faz quase duas semanas.

Acho que devo chamar os livros de Ken Follett de "novelões" porque pensando bem em todos os que eu já li e neste leitura vejo que dá para caracterizar seus livros além de romances históricos como "nevelões"!!!

Esse livro é a continuação de Pilates da Terra. Ocorre em Kingsbridge e temos a cidade de Shiring também sempre presente nessa sequência de livros. 

O livro é dividido em sete partes:
1.   1 de novembro de 1327;
2.   8 a 14 de junho de 1337;
3.   Junho a dezembro de 1337;
4.   Junho de 1338 a maio de 1339;
5.   Março de 1346 a dezembro de 1348;
6.   Janeiro de 1349 a janeiro de 1351;
7.   Março a novembro de 1361.


O livros nos trás personagens descendentes da primeira história, temos conflitos entre a 

igreja e nobreza que são mostrados novamente, além de eventos históricos como a Peste 

Negra que quase devastou a humanidade e a Guerra dos 100 anos.

Na Inglaterra no século XIV, quatro crianças - Gwenda de 8 anos, Merthin de 11 anos,

Ralph irão mais novo de Marthin e Caris que não me recordo sua idade - se esgueiram da 

multidão que saí da catedral de Kingsbridge e vão para a floresta. Lá, elas presenciam a    

morte de dois homens e o surgimento de um segredo que só será revelado nas últimas

páginas dessa leitura. 


Alguns anos se passam e quando adultas suas vidas se unem numa trama feita de         

determinação, desejo, cobiça e retaliação. Elas verão a prosperidade e a fome, a peste e a 

guerra. Apesar disso, viverão sempre à sombra do inexplicável assassinato ocorrido 

naquele dia fatídico. 


Ken Follett nos faz embarcar numa história que ocorre dois séculos depois de Pilares da    

Terra, quando homens, mulheres e crianças da cidade mais uma vez se digladiam com 

mudanças devastadoras no rumo da história. 


O livro nos trás muita violência, crueldade, estupros e injustiças de forma muito detalhada. 

Nos trás a vida e cada personagem como se fosse mesmo uma novela porque não existe 

uma coisa central que move tudo, mas sim vidas e coisas que vão acontecendo como, 

interesses que se cruzam, manipulações, romances e por aí vai. 

Gosto muito desse tipo de leitura apesar de que tenho que confessar que nesse livro fiquei 

um pouco cansada do formato que Ken Follett escreve. Acho que é bom dar um tempo, de 

algum autor que você gosta muito, para evitar enjoar da escrita. 

Apesar disso me surpreendi com o romance de Caris e Merthin que foge a regra nessa 

leitura e me encantou muito.

O desenrolar do mistério do início do livro eu não gostei tanto, pois não achei nada de 

mais ao que se referia todo o mistério que passou a ser bastante mencionado na reta final 

dessa leitura. Ou seja, é revelado e ok, não era nada absurdamente revelador.

Por se tratar de um livro de 1.131 páginas há muita história e detalhamento da vida dos 

personagens.

O que eu mais gostei nessa leitura foi o desenrolar da Peste Negra.

Nunca havia lido nada a respeito dela e o livro trás isso de uma forma muito sútil, triste e 

arrebatadora. 

Recomendo a leitura, recomendo ela sem pressa, para que você aprecie a história porque

vale a pena.

Ken Follett é um autor que sempre faz você aprender muita coisa, isso é o que eu mais 

gosto nos seus livros.


Outra coisa que é importante mencionar é que o título desse livro, conforme vc vai lendo,

faz todo sentido do mundo, porque a Peste Negra de fato devastou a humanidade e a forma 

detalhada como esse livro nos apresenta isso é impressionante... uma mistura de tristeza e 

angustia, você se identifica com tudo e é surpreendente! Tudo faz sentido. 


Enfim, é isso! 

Quero desejar um excelente final de ano, boas festas!

Que 2021 venha cheio de paz, leituras e coisas maravilhosas :) 





terça-feira, 24 de novembro de 2020

O que Alice esqueceu - Liane Moriarty

 Fiz essa leitura no último feriado.

Cheguei a esse livro por influência de alguém que leu e disse ter amado.

Sobre isso, antes de qualquer coisa, quero dizer que essas influências que a gente sofre, às vezes, nos trazem algumas frustrações. Isso nos faz delinear melhor quem a gente acompanha e também analisar melhor nosso perfil e passar a conhecer o seu estilo de leitura.

Por influência cheguei a este livro, li, gostei, mas não achei ele tão excepcional quanto ouvi falar por aí.

Como eu disse: é questão de gosto, você aprende a identificar o que gosta, mas tentar ler algo que alguém indica é importante para você aprender e delinear o seu estilo.

O livro trás a Alice, que tem 39 anos, é casada, tem 3 filhos e encontra-se em crise com seu marido. Alice esta na academia e sofre uma queda, bate a cabeça, é socorrida, desperta do desmaio e não entendo que tá acontecendo, por que esta numa academia? Como foi parar ali? Que roupa era essa que estava usando? ... Inúmeras questão lhe surgem, isso tudo porque com a queda ela perdeu a memória dos seus últimos 10 anos de vida, ou seja, ela acha que tem 29 anos, que está grávida de seu/sua primeira/o filho/a, acha ainda que sua vida está ótima com seu marido. 

O livro começa com Alice se deparando com essa nova realidade. Aos poucos ela vai se inserindo nesse novo contexto que é bem distante do que ela se lembra.

Você vai lendo, entendendo os conflitos familiares, os 10 anos que ela perdeu vão sendo apresentados a Alice e ao leitor, você vai se surpreendendo e entendendo melhor tudo como se apresenta distante das lembranças de Alice. 

Trata temas interessantes, como: a relação de Alice com a sua irmão. Alice teve três filhos, sua irmão sofreu diversos abortos e as duas se distanciaram nesses 10 anos esquecidos e Alice não entende o que houve. Sua relação com o marido mudou muito, ela não entende o distanciamento, os problemas, as brigas... Tem a Gina, uma pessoa que quando mencionada gera um desconforto em todo mundo e Alice não entende o por que disso e aos poucos tudo vai se encaixando. 

Alice mudou muito e se deparou com uma pessoa que ela desconhece totalmente. A ponte que passa a existir entre a Alice de 29 anos e a de 39 passa por um processo que você acompanha junto com a Alice.

De modo geral é esse o enredo do livro. Eu gostei, mas não achei nada excepcional, me pareceu um livro tipo "sessão da tarde". O problema é apresentado, tudo vai acontecendo, tudo vai ficando bem e pronto, acaba... 

Os conflitos familiares são interessantes, de fato te fazem refletir, mas a gente sabe que na vida nem tudo acaba bem e dá tudo certo no final, então a gente precisa saber lidar com isso. A leitura foi fluída e li bem rápido porque estava muito querendo sabe o fim dessa história. Achei muito conto de fadas, e superficial em âmbito geral porque como disse: a vida não é bem assim. 

É claro que a leitura de um livro é algo prazeroso e muita gente vai amar, mas descobri após essa leitura que eu não gosto de história "mamão com açúcar" onde tudo é perfeito (de modo geral) e todo mundo acaba super bem, porque na minha perspectiva a vida não é simples assim. 

O que acho importante pontuar apesar disso é que os temas abordados são muito relevantes, me senti tocada na parte em que a irmã da Alice frequenta um grupo que elas chamam de "as inférteis", pois trata-se de um grupo de mulheres que não conseguem engravidar. O drama dessas mulheres, em especial da irmã da Alice é bem envolvente, passar por diversos abortos, criar uma expectativa imensa e não conseguir segurar o feto... confesso que nessa passagem eu me emocionei porque só quem passa por um problema assim sabe como é e eu pude perceber que deve ser doloroso em um nível que eu não consigo imaginar e que a autora trás de uma forma muito bem desenvolvida. 

Enfim, é isso.

É importante respeitar seu gosto e investir em leituras que vão te proporcionar prazer. Não amei esse livro como algumas pessoas, mas ele me tocou ao seu modo e isso é o que vai ficar quando pensar nele.


Boa semana!!! 

O Crepúsculo e a Aurora - Ken Follett

Que leitura incrível! Amei esse livro. É um lançamento 2020 e logo que saiu eu já fiquei empolgada e querendo muito ler!

Ken Follett trás o período de 997 a 1007 onde temos ataques vikings e personagens incríveis.

Esse livro faz parte da trilogia, por assim dizer, de: Os Pilates da Terra, Mundo Sem Fim e Coluna de Fogo. Na verdade essa história de passa antes desses três livros, temos o processo de surgimento da cidade de Kingsbridge. 

Temos três personagens principais que são: 

Edgar que é um jovem construtor de barcos que vive com a sua família em Combe, que é um povoado que pertence a Shiring. Edgar é impedido de viver o tão sonhado amor com sua amada Sunni que foi morta durante uma invação na região de Combe pelos vikings. A cidade é devastada e muitas pessoas são assassinadas e então Edgar e sua família se mudam para o povoado: Travessia de Dreng. 

Ragna é filha de um nobre da Normandia. Jovem, bonita, determinada, destemida e com habilidades para solucionar conflitos se apaixona pelo Senhor de Shiring: Wilwulf, mas logo percebe que entrou em um ninho de cobras, pois após o casamento ela descobre que seus meio irmãos, Wynstan (bispo) e Wigelm (vassalo), impõe as leis de forma como bem querem, visando seus próprios interesses. Ragna se depara com injustiças e com muitas coisas erradas. 

Aldred que é um monge idealista, ansioso por formar uma biblioteca em sua abadia, luta para tornar o seu povoado um lugar próspero e livre de opressão dos senhores feudais. 

Temos uma grande tensão entre Igreja, nobreza e os servos que perpassa toda a história.

A história é bem construída, bem contextualizada e tudo se encaixa sem nenhuma brecha ou ponta solta. 

Além de ler uma história muito boa, como é de praxe, você aprende história com Ken Follett. 

Eu já li Pilares da Terra a alguns meses, e ver o processo de construção da cidade de Kingsbridge que antecede esse livro é bem interessante porque te ajuda a entender melhor os períodos.

Acho que o que mais impressiona nessas narrativas é ver como os julgamentos aconteciam no período, era o senhor feudal que julgava e as formas de punição eram as mais absurda e em alguns casos muito injustas. O jogo de interesse é enorme, ler isso gera um desconforto, imagina para quem de fato viveu no período! 

Temos muito presente também a questão da submissão das mulheres. Haviam escravas/os, haviam senhores com mais de uma esposa, o que não era permitido, mas acontecia e fazia-se vista grossa em relação a isso. Para além disso também temos muito presente os clérigos terem família, viverem frequentado os bordéis e "tudo bem" porque quem mandava eram que tinha poder.

Gostei muito, recomendo e a cada leitura eu gosto mais de Ken Follett. 

Estou lendo no momento: Mundo Sem Fim e estou gostando muito :)

Boa semana!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Olá!!

Terminei de ler dois livros desde a última postagem do blog até agora, mas confesso que estava desmotivada para vir aqui e contar um pouco sobre essas leituras.

Então hoje eu vim falar um pouco sobre coisas aleatórias.

Bom, 2020 tem sido um ano difícil, será que só pra mim?

Acho que tantos planos e desejos foram adiados devido a pandemia e ao atual cenário que não tem como a gente não se sentir um pouco desmotivada em alguns dias. 

O que posso dizer até agora como um apanhado geral da vida como um todo, é que nos últimos meses tenho percebido que quanto mais a gente amadurece, vive e envelhece mais a gente nota algumas mudanças significativas na vida da gente.

As mudanças quase sempre ocorrem de modo muito sutil e provavelmente você demore para fazer essa alto análise, mas quando faz percebe o quanto você evoluiu (ou não) como ser humano. 

Anda notando que a vida, a nossa rotina afasta muitas pessoas. Um dos motivos de isso acontecer é porque a gente sabe bem no fundo que cada um acaba sendo consumido pela sua própria rotina de trabalho, estudo, família entre outras coisas, o que é muito natural até certo ponto.

Outro motivo é a falta de interesse (ou "tempo"), o egoísmo e o trabalho que dá se importar com as pessoas, nesse caso é sempre muito mais confortável e cômodo ignorar esquecendo de retornar aquela mensagem, esquecendo dos aniversários, falando aquela boa e velha frase de quando você encontra a pessoa na fila do supermercado: "aah sim... vamos marcar algo, vamos marcar!!!" e que fica nisso porque ninguém vai marcar, mas a ilusão dessa frase gera um conforto não é verdade?

A verdade é que você vai cada vez mais restringindo seu circulo de pessoas e se vê em alguns desses momentos sozinha, sem ninguém ou com pouquíssimas pessoas as quais você pode de fato contar na vida. Isso pensando numa boa conversa, ou assistir um filme, tomar um café ou conhecer aquela nova podaria com doces diferentes ou algo do tipo.

Acho que é assim porque a vida torna a gente assim, mas em contra partida fico com uma frase que uma professora me disse uma vez e que sempre levo comigo: 

"Você só esquece o que não tem importância para você, seja de modo consciente ou não".

Deixo essa reflexão para você que esta lendo fazer. 

Enfim, é isso, a gente sobrevive e precisa aprender a valorizar as pessoas que de fato merecem. Não são fotos e declarações públicas que expressam que alguém gosta de você, mas sim o que a pessoa faz por você quando ninguém está olhando. 

Finalizando só posso dizer que estou emotiva hoje, que algumas coisas me frustraram muitos nos últimos meses e confesso estar um pouco tomada de desanimo nesse momento porque tem fases da vida que a gente fica se perguntando: o que quero fazer? estou infeliz hoje, então para onde devo ir? por onde começar uma mudança? pessoas que eu gostava muito se mostraram interesseiras/sacanearam e agora? quem fica disse tudo? o que imposta? o que fazer? para onde vou? quem eu sou? o que quer? e por ai vai.... mas sei que isso passa e tá tudo bem... a gente precisa desses momentos de reflexão para trilhar novos caminhos e seguir em frente.

Só para mencionar ainda que esse desanimo esteja presente, ele é uma parte da minha vida, me vejo num momento de transição e posso afirmar que em sua totalidade, a minha vida, está com um saldo positivo!!

Coisas muito boas aconteceram este ano também e sou muito, muito, muito grata pelas pessoas maravilhosas que tornam a minha vida especial e que estão ao meu lado todos os dias. 

Enfim (de novo), a vida são ciclos, ninguém busca mudar ou se afastar de alguém se está feliz e satisfeito com o que tem. 

Ou seja: a gente aguenta mais do que acha e tudo se supera :)


   

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Villette - Charlotte Bronte

Livro um pouco difícil e com um estilo de narrativa diferente da "normal", por assim dizer. É escrito em primeira pessoa pela Srta. Lucy Snowe.

Lucy é inglesa, o livro começa com ela adolescente contato dos dias passados na casa de sua madrinha.

Depois disso alguns anos se passam, ela sendo órfã decide ir para França na cidade de Villette e é lá que toda a história se passa. Lucy vai chegar a um pensionato, vai torna-se babá das filhas de Madame Beck, depois professora de Inglês. 

O desenvolver do livro trás a vida de Lucy, ela vai contato em primeira pessoa seu dia dia e fala sobre si mesma, seus pensamentos, suas reflexões...

Gostei muito de algumas passagens, me emocionei e me surpreendi com as reviravoltas de alguns personagens, porém em alguns momentos me senti perdida porque a Lucy divaga tanto sobre tantas coisas que isso fazia com que eu não entendesse bem o que estava se passando em alguns pontos da leitura. 

O livro é poético e ao mesmo tempo confuso. A história no geral é muito boa, você acompanha a trajetória da Lucy que passa por diversas situações. Ela tem uma personalidade forte e é encantadora. 

É importante mencionar que o livro foi escrito em 1853, onde o papel das mulheres era bem definido, ou seja, se você fosse mulher poderia trabalhar como: babá, governanta, professora ou doméstica. Existiam essas opções caso você não fosse de uma família nobre, o que no caso era a situação em que Lucy se encontrava. 

Diante disso, Lucy faz muitos questionamentos sobre o amor, a vida... Ela batalhar muito, corre atras de seus objetivos e esse processo de crescimento é muito agradável de se ler. 

Como disse, me senti tocada em muitos momentos. Pode-se dizer que Lucy é uma das primeiras feministas do mundo e fez isso sem se dar conta. Ela não queria depender de ninguém e não demonstra interesse em se casar. Tem até uma passagem que ela recebe uma proposta de ser dama de companhia de uma moça que gosta muito dela, lhe é oferecido receber três vezes mais do que ela ganha como professora de inglês para Madame Beck e ela recusa, porque afirma que dando aulas ela tem chance de crescer e ser mais, e como dama de companhia seu futuro seria incerto e ela não queria correr esse risco. 

Como disse, Lucy é encantadora e sua forma de ser e agir é muito tocante e surpreendente para a época em que ela vivia. 

Para além disso temos também a questão de que Lucy é protestante. Ela vai para França e lá ela se depara com os franceses que em suas maioria são todos católicos e que vêem o fato de ela ser protestante com muito preconceito. Tem uma passagem que a Lucy conversa sobre isso com M. Paul, que é um personagem bem importante na história, professor também na mesma escola, onde conversam abertamente sobre isso e é muito legal o dialogo porque você consegue perceber o amadurecimentos dos dois e como o que cada um deles pensa de fato gera uma reflexão e transforma ambos. Essa foi uma das passagens que mais gostei. 

Tem também outros pontos interessantes, como a falta de auto estima da Lucy, ela se coloca muito pra baixa em diversos momentos, não se acha bonita nem digna de muitas coisas. Ela vê a vida como sofrimento em vários pontos da narrativa, confesso que chegava a ser incomodo, porém é a natureza dela ser assim, ela passa por um processo de mudança e isso é muito legal de acompanhar. 

Enfim, é um livro grandinho, mas que vale a pena apesar de ter algumas passagens densas e confusas.

A Lucy é muito encantadora, como já repeti algumas vezes aqui... 

O final é bem surpreendente, como já disse também, o amadurecimento dos personagens é o que mais fica e marca, pois mostra que estamos sempre em processo de crescimento, sempre podemos aprender e melhorar e a vida é algo que merece ser aproveitado o máximo possível. Nada é eterno, todos estamos sujeitos a sermos afetados pelas coisas e pelas pessoas e eu acho que isso nos torna cada vez melhores enquanto pessoas.

É isso, bom restinho de semana!!! Beijos!


terça-feira, 22 de setembro de 2020

Doutor Sono – Stephen King

Que livro!! 
Gostei muito dessa leitura.
King expande muito a questão dos iluminado no mundo.
Temos Dan Torrence que é o Denny de O Iluminado.
Dan cresceu e diante dessa iluminação, que em diversos momentos mais o atormentou do que lhe trouxe coisas boas, ele tornou-se um alcoólatra.
É interessante notar que essa alternativa não é a melhor, porém é a que lhe traz paz e é por isso que ele caí nesse universo de porres constantes, para tentar reduzir ao máximo esse seu contato com a iluminação. 
Dan chega ao fundo do posso em uma determinada situação, a mesma que vai atormentá-lo até as últimas páginas do livro, quando ele finalmente "coloca pra fora", admitindo o que aconteceu e enfim alcançando a sua tão almejada paz interior. 
Dan, ao chegar ao fundo do posso, resolve procurar ajuda, muda-se de cidade, entra no AA e consegue emprego de faxineiro. Depois de um tempo torna-se enfermeiro de um asilo. Dan passa a ajudar os/as idosos/as a fazer a passagem em seus leitos de morte. Esses momentos da narrativa são muito bonitos (por assim dizer), eu me emocionei com a sensibilidade, com o respeito e com o zelo que Dan tem com cada um dos/as idosos/as e isso é construído de uma forma que eu me senti muito tocada. 
Temos Abra Stone que é uma garotinha que nasce em 2001. Só para constar, no filme Abra e sua família são negros, no livro não. Abra nasce no mesmo ano que em Dan muda-se de cidade e dá inicio a sua nova vida. 
Dan se conecta com Abra. Não a conhece, mas no seu processo no AA, em seu diário, quando ocorre o primeiro contato ele escreve ABRA sem saber por que e nem de onde veio isso.
Outra passagem que eu adorei foi a inquietude de Abra, ainda bebê, nos dias que antecedem o atentado de 11 de setembro. Isso tornasse mais claro depois na narrativa, a ligação de sua agitação com o evento, mas já nesse momento temos a evidencia de sua iluminação com apenas alguns meses de vida, quando ela sente que algo ruim vai acontecer, chora sem parar, nada a acalmava e tudo passa após o atentado. Essa mescla da história com fantasia X realidade é algo que me fascina em King, porque torna tudo muito mais palpável, eu gosto muito disso!
Temos Rose que é uma moça jovem e muito bonita. Rose é líder do Nó que é uma entidade que existe a muitos e muitos anos. Ninguém sabe desde quando existem, nem de onde vieram, eles apenas existem. Vivem em um grupo de umas 70 pessoas. No filme esse grupo é bem reduzido. Sobrevivem através da identificação de crianças iluminadas, capturam elas, matam-nas lentamente e sugam seu vapor, que é o que lhe dá vida e juventude. 
Interessante mencionar que no atentado de 11 de setembro, o Nó sentiu que aconteceria e após ocorrer eles se mantiveram próximos ao local para sugar o vapor das pessoas que havia morrido. 
Rose sente Abra, sente que ela é forte e poderoso, a quer para alimentar o Nó. 
Abras se comunica telepaticamente com Dan desde bebê. A conexão deles é muito forte. 
Temos o pediatras de Abra que é um ex alcoólatra que em um grupo do AA torna-se amigo de Dan. 
Temos a Momo, que é a bisavó de Abra que não existe no filme, o que é uma pena, mas compreensível porque talvez não houvesse tempo para desenvolver da melhor forma essa personagem que é muito interessante e tem papel fundamental na narrativa do livro. 
De modo geral o cenário é esse, não vou entrar muito mais na história porque isso estragaria a surpresa de quem quer ler e vale tanto a pena essa leitura que quero que você que esteja lendo isso queira ler o livro porque é muito bom!

Livro e filme são bem diferentes. 
Como mencionei, no livros temos mais personagens e uma história mais desenvolvida e contextualizada. Não diria que o filme e a adaptação são ruins, foi feito o necessário para caber em um filme e ok. Ele é bom também, mas o livro eu achei muito melhor.
Quase sempre é isso que acontece. Apenas para mencionar, acho que o filme que gostei mais do que o livro do King foi It, A Coisa, porque o final do livro eu achei bem ruim, mas no filme foi adaptado e acaba como eu queria ter lido no livro. Enfim, sobre isso cada caso é um caso, vai muito de gosto e também da forma que as adaptações ocorrem.

Outra coisa que vale mencionar é que a leitura de Doutor Sono não exige a leitura anterior de O Iluminado. Eu acho importante porque eu gosto de ter todo o cenário, porém a leitura apenas dele é possível, você conseguira entender tranquilamente a narrativa sem nenhum problema. 

É isso, leia!
Eu gostei muito, inclusive acho até que gostei mais dessa leitura do que da do Iluminado, confesso que estou em dúvida ainda sobre isso.

Boa semana!!
Beijos :D

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Flora Hen

Uma fábula de amor e esperança

Hwang Sun-mi

 

Trata-se de uma fábula coreana.

Temos a história de uma galinha poedeira que vive numa galinheiro com diversas outras galinhas em uma fazenda que não é muito grande, mas que possuem diversos outros animais para além das galinhas que vivem no galinheiro. A Flora (nome que ela escolheu para si), olhava para fora do galinheiro e via, no quintal, os outros animais: o galo, a galinhas, os patos, o cachorro, tinha também um pato selvagem que chamavam ele de pato real que não se encaixada no quintal, mas que ficava por ali sempre tentando permanecer... Ela via e se perguntava por que ela não podia também viver ali, por que ela não poderia como a galinha solta no quintal ter seus pintinhos a sua volta.

Diante disso, ela passa a ter um sonho, uma meta de vida que é botar um ovo e chocar esse ovo. Porém, isso é impossível porque dentro do galinheiro quando ela colocava um ovo, ele já rolava para ser retirado pela mulher do fazendeiro e ela não conseguia nem ver seu ovo, então ela decide não colocar mais ovos já que ela não podia ficar com eles.

Flora para de comer e vai ficando fraca até o dia que o fazendeiro observa ela e decide “aparta-la” dali, achando que ela encontra-se doente e que não serve mais para botar ovos. Flora fica feliz, porque ela sairá de lá. Depois de alguns dias foi levada com outras galinhas para um buraco que chamava-se: buraco da morte.

Muitas galinhas estava mortas e caíram em cima dela. Flora observa uns olhinhos observado de cima do buraco, era uma doninha. Nesse meio tempo ela viu também o pato real que estava por ali também, a chamou por perceber que ela estava viva, a chamou e a ajudou a sair dali viva.

Flora voltou ao quintal, mas ela não foi aceita pelos animais e então ela vira nômade até que um dia ela ouve um barulhão e encontra um ovo. Como a mãe não voltava, ela decide chocar esse ovo.

 

Bom, depois disso temos o desenrolar da história que é muito legal e por isso recomendo a leitura.

 

Traz muitas lições e de uma forma tão sutil e poética que eu acho que todo mundo deveria ler!

O Iluminado - Stephen King

Terminei essa leitura na última sexta feira.

O livro é muito bom, os personagens são bem construídos (como é de praxe de King).


Temos John Torrance que é um professor de uma escola que tem problemas com álcool. 

Devido a uma situação na escola em que trabalhava, John foi afastado temporariamente e nesse meio tempo faz uma entrevista para trabalhar de zelador no hotel Overlook durante um inverno, quando devido ao inverno e a muita neve todos os acessos ficam fechados e que necessita de uma pessoa para tomar conta da caldeira e manter o hotel em funcionamento. John consegue o emprego e vai para o hotel com sua esposa Wendy e seu filho Danny de 5 anos.


Ao longa da narrativa temos a perspectiva histórica do John, que nos mostra sua infância difícil com um pai violento, com uma mãe submissa e seus irmãos mais velhos. Seu pai também tinha problemas com bebida. 

Temos também a narrativa de como Wendy e John se conheceram, se casaram, tiveram Denny e como foi a relação familiar na época em que ele ainda bebia. 

O detalhamento dos personagens é bem legal, faz você se envolver muito na história e em alguns momentos entender de modo muito mais claro as motivações dos personagens. 


Quando John chega ao hotel com a sua família, Danny conversa com o cozinheiro e ali nasce um vinculo muito forte, pois ambos são iluminados. 


Ao longo dos dias no hotel coisas estranhas vão acontecendo com John que vai consumindo-o aos poucos e manipulado-o, fazendo com que ele faça coisas que não queria (inicialmente). 


Vi o filme a bastante tempo e vou revê-lo agora para as devidas comparações.

Gostei muito da forma como o Danny lida com tudo e fiquei bem tocada com uma e outra passagem.

Danny é uma criança especial e muito esperta. A leitura é fluida e instigante. Em outras passagens fiquei tensa e quase com um pouco de medo devido ao suspense, porque você mergulha tanto na narrativa, ainda mais porque como já vi o filme ficava o tempo todo visualizando os personagens e tudo surgia de uma formar muito mais fácil e natural na minha mente conforme ia lendo.


Uma leitura que vale a pena, é muito difícil terminar qualquer livro de King e não recomendar porque ele é fantástico e arrebenta em qualquer temática que se propõe a escrever.

O apêndice que tem nesse livro, pois trata-se de uma edição mais recente que foi adicionada agora, eu gostei também. Trata-se do antes e depois do hotel.

Faz com que você entenda algumas coisas que na história, não diria que ficam soltas, mas o apêndice contribui para tornar a obra mais bem explicada e completa, achei bem importante trazer essa “explicação”, por assim dizer.


É isso, boa semana!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Antes de Casar - Bárbara Machado

Temos a história de Catarina, uma moça de vinte e poucos anos que se arruma toda para ir jantar com seu namorado, Arthur, para comemorar os três anos de namoro.

Ela acha que ele a pedirá em casamento e está muito animada e empolgada com isso.

Porém, o que realmente acontece é que Arthur termina com Catarina e ela fica destruída.

Depois de algumas semanas na fossa, tendo o apoio de suas amigas, ela começa, aos poucos, a se animas e voltar a sair. 

Para além disso, Cat volta também a sair com os amigos do paintball. Ela sempre gostou, mas havia parado porque Arthur não gostava. 

Cat passa por diversas situações, muitos rapazes, se diverte muito com as suas amigas... 

Ela acha que nunca mais voltará a gostar de um cara novamente, porque sente-se decepcionada e acha que nenhum deles vale a pena e que todos, mais cedo ou mais tarde, vão magoa-la. 

O tempo passa, Cat volta a ser o que ela era antes de Arthur e percebe que o fim do namoro foi algo positivo no final das contas. Percebe ainda que namorado Arthur ela havia se tornado algo que ela não era, que havia de distanciado de si mesma, perdido sua espontaneidade, sua liberdade e que havia se moldado ao que Arthur queria e que não era mais ela mesma. 

Depois de muitas festas e caras dos mais variados tipos a história ruma para um final bem bacana. 

O que você aprende com essa leitura?

Que cada fase precisa ser aproveitada, que o auto conhecimento é fundamental para um bom relacionamento. 

Primeiro você precisa se sentir inteira, se amar, estar feliz consigo mesma, se entender como um ser humano que não depende de ninguém para ser feliz. 

Ter alguém é algo maravilhoso, mas antes disso você também precisa se valorizar, se sentir completa e ser independente. 

Acho que é isso.

Trata-se de uma leitura gostosa, que te faz dar boas risadas. 

Boa semana!!




terça-feira, 18 de agosto de 2020

Último Turno – Stephen King

Leitura gostosa, fácil e empolgante.

O terceiro e último livro da jornada do detetive Bill Hodges.

 

Começa com uma ambulância indo atender ao Massacre do Mercedes.

Temos a narrativa de como foi a chegada ao local e um pouco sobre as vítimas.

O ponto central desse inicio é trazer as consequência do massacre, ou seja, de que modo os sobreviventes seguiram suas vidas após se recuperarem ou como seguiram em frente mediante as sequelas do ocorrido.  

 

Em contra partida temos o Sr. Mercedes, que ao final do primeiro livre estava em coma, que no segundo livro desperta e nesse terceiro livro é apresentado como nosso vilão dando total sentido ao título desse terceiro e último livro.

 

O livro traz questões muito interessantes, não vou adentrar muito na história dessa vez, porque a experiência de saber pouco de uma leitura e ir “desvendando a história” é algo tão maravilhoso que eu peço para que você não tire essa oportunidade de si mesmo.

Tenho percebido que não dá para entregar toda a história para quem vem querer saber sobre um livro, mas sim, que é preciso instigar a pessoa minimamente para que ela se interesse e vá conferir por si só.

Eu faço isso, quando vejo um livro que alguém fala que gostou muito, eu busco ver a temática e se me interessa eu encaro a leitura. Gosto de ir desvendando tudo e me surpreendendo sem saber os mínimos detalhes. 

 

Assim, o que posso mencionar desse livro é que ele traz alguns elementos, tais como:

- a telecine;

- a capacidade de saída do corpo e de assumir o controle de outro ser humano;

- a tendência suicida que existe dentro de cada pessoa, mas mais frequente em adolescentes mas não só;

- o modo como a notícia de um suicídio encoraja e desencadeia outros suicídios (a história de famosos que se mataram nos mostra isso).

 

King traz alguns dados sobre essa questão do suicídio e é impressionante como isso acontece de mais no mundo inteiro, porém é ocultado pelas mídias e pelos noticiários (o máximo possível) para que não haja mais e mais casos.

O livro mostra que a tendência suicida existe cada vez mais e na maioria dos casos é apenas um empurrãozinho que a pessoa precisa para atingir as vias de fato.

O mundo está cada vez mais problemático, as pessoas cada vez mais tem acesso a tudo, porém apesar de isso ser visto como algo bom, traz inúmeros outros problemas. 

O que fazer?

Como pensar sobre isso?

Complicado, não acha?

 

Enfim, o livro é bem interessante, traz essa temática que faz você refletir para além da história em si. 

Só por isso eu já acho que vale muito a pena a leitura dos três livros.

O vinculo entre “a banda” que é como Hodges chama sua equipe é muito bacana. 

A Holly é estranha, problemática, esperta e diferente, tudo ao mesmo tempo. A construção do vínculo com Hodges é muito bonita.

Jerome é um rapaz forte e que sempre esta disposto a ajudar.

 

O final traz elementos já esperados, porém te surpreendem a forma como eles ocorrem.

É aquele livro que você termina querendo saber mais e que aquece seu coração ter lido. 

Trata-se de uma história fechada e muito bem construída.

 

Só posso recomendar que você leia! 

Vale a pena, eu garanto!

 

Obs: dos três livros o que eu mais gostei foi esse terceiro. 

Acredito que seja pelo vínculo que você cria com os personagens e que vai reforçando depois de tantas páginas.

 

Enfim, é isso!!


Boa semana!! J

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Achados e Perdidos - Stephen King

Segundo livro do romance policial onde temos o detetive Bill Hodges como protagonista.

 

O livro começa nos contanto a história de Rothstein um escritor famoso que encontra-se em seus quase 80 anos. Esse escritor publicou romances que ficaram muito famosos na época e o desenrolar do personagem principal, Jimmy Gold, não agradaram a todos os seus fãs.

Rothstein retirou-se da vida pública a alguns anos, escreveu mais algumas coisas, mas a muitos anos não aparece, não dá entrevistas e não pública mais romances.

Sua casa, que é em uma cidadezinha afastada é invadida por 3 homens.

Eles roubam uma quantidade de cadernos/manuscritos, uma quantidade significativa de dinheiro e acabam o matando.

Isso tudo acontece em 1978.

Após isso, um dos três rapazes, Morris Bellamy, mata os outros dois e resolve enterrar dentro de um baú velho o dinheiro e os manuscritos porque apesar de querer muito lê-los, sabe que se aparecer com os manuscritos, ou tentar vendê-los, isso levantaria suspeitas, é muito provável que acabariam chegando até ele.

Morris acaba sendo preso por outro motivo que não o assassinato de Rothstein e é condenado a prisão perpetua.

Muitos anos se passam e em 2010 temos Pete Saubers, um menino de 13 anos que mora na casa em que Morris residia... por acaso, ele acaba por encontra o baú. 

Os pais de Pate passam por dificuldades financeiras. Seu pai foi uma das vítimas do Massacre do Mercedes e encontra-se desempregado, tentando se recuperar. Sua mãe, devido a crise, teve corte na jornada de trabalho e as coisas seguem difíceis, eles brigam muito. Pete tem uma irmã mais nova, Tina.

Pete resolve usar o dinheiro que encontrou no baú mediante um envelope com um valor mensal ao seus pais, de forma anônima para ajuda a amenizar as coisas.

O dinheiro acaba...

Enquanto isso, Morris, já com mais de 70 anos, consegue condicional e saí da prisão.

Pete se mete numa enrascada ao tentar vender os manuscritos e é aí que temos o desenrolar da história.

Morris vai em busca de seu baú, o encontra vazio, investiga e chega a Pete.

 

Nosso detetive Hodges tem papel secundário nessa história, o que me fez não gostar tanto dessa leitura.           

Ele criou uma empresa que se chama “achados e perdidos” e tem Holly como sua sócia/assistente.

 

Hodges entra na história quando Tina, irmã de Pete, por ser amiga de Barbara, irmã de um dos personagens do primeiro livro, procura por ele por achar que Pete pode estar escondendo algo, por desconfiar que o dinheiro que seus pais havia recebido por um período poderia ter vindo dele e porque ele tem estado muito estranho ultimamente.

 

A história se passa de modo intercalado, assim como o primeiro livro.

Temos Morris relatando sua vida, contando seu amor pelos livros de Rothstein, sua infância, o motivo que o levou a se preso, sua vida na prisão...

Em contra partida tempos Pete relatando as brigas constantes de seus pais após o massacre do Mercedes, assim como seu relato de encontrar o baú, seu amor pela literatura e sua rotina.

Os personagens se cruzam e temos o desfecho.

Hodges aparece pouco e de forma bem secundária, como já mencionei.

Gostei do enredo, da proposta e da história desse livro em si, porém ele não me prendeu tanto como o primeiro.

A pegada referente ao amor pela literatura eu achei muito bacana, aborda algo diferente do que a gente costuma ter nas histórias.

De modo geral, por mais tensa que a história tenha sido, tudo o que acontece é um pouco esperado, ou seja, é bom, mas não é surpreendente.

 

É fundamental ler o primeiro livro para ler esse, pois faz muitas referencias e trata-se de uma continuação. 

 

Acho que é isso. Já iniciei o terceiro livro e estou gostando J

 

Se você não leu o primeiro livro peço que não siga a leitura porque vou mencionar algo relacionado a continuidade que traz spoiler.

Vale mencionar que no final do primeiro livro, o Sr. Mercedes leva uma pancada na cabeça dada por Holly. Ele fica em coma durante um período, mas no final temos a deixa que ele desperta... O detetive Hodges visita ele com certa frequência.

Nesse segundo livro, mais no final temos Hodges ainda o visitando, desconfiando que ele esteja fingindo e o livro termina com algo estrado que ocorreu devido a uma enfermeira naquela ala hospitalar ter cometido suicídio.

Mencionar isso é importante porque já iniciei a leitura do terceiro livro e é dentro dessa pegada que o livro segue.  

Já estou em 22% do terceiro livro, que se chama: "último turno" e a presença mais assídua do detetive Hodges e de sua "equipe" é bem empolgante.


É isso!! :)

 

Boa semana!!

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Sr. Mercedes – Stephen King

Trata-se de um romance policial.
É o primeiro livro da trilogia de Bill Hodges.

Hodges é o personagem principal, é um policial que se aposentou faz pouco tempo, coisa de 6 a 8 meses e que está se acostumando com essa nova vida.
Após a aposentadoria, tornou-se sedentário, desanimado e perdeu a vontade de viver porque a sua vida era o trabalho. Ele encontra-se sem muito o que fazer, ele é divorciado, tem uma filha que não tem muito contato e que mora longe.
Hodges se sente muito solitário e entediado.

Até que um dia, ele recebe uma carta do assassino do Mercedes e é nesse momento que o livro começa sua história.
O cara do Mercedes, ou Sr. Mercedes é um homem que roubou um Mercedes e atropelou uma galera, matando 8 pessoas e ferindo muitas outras numa manha chuvosa e com muita neblina. Essas pessoas estavam na Primeira Feira Anual de Empregos da Cidade, ou seja, tratavam-se de pessoas que passaram a madrugada inteira numa fila enorme para participar, esperando a abertura dessa feira na busca de encontrar um emprego.
Esse acontecimento ficou conhecido como: o massacre do Mercedes.
O homem que fez isso não foi capturado e esse caso foi um dos casos em que o detetive Hodges trabalhou e que deixou aberto após a aposentadoria.
Quando ele recebe essa carta, do assassino afirma que o conhece, que sabe onde ele mora, tudo isso na tentativa de motiva-lo a cometer suicídio que foi o que o assassino fez com a Sra. Olivia Trelawney que era a dona do Mercedes que foi usado no massacre.
Hodges acaba entrando no jogo e começa uma investigação na tentativa de descobrir qual a identidade do Sr. Mercedes. Hodges acha que ele pode estar planejando fazer algo pior, então começa investigar.
O autor nos traz uma narrativa intercalada, entre o que se passa com Hodges e também já nos apresenta a perspectiva do assassino. Então você tem essas duas visões e já passa a conhecer também o assassino e ver o quão perturbado ele é, Passa a conhecer a relação esquisita que ele tem com a mãe, com os amigos e os com colegas de trabalho. King nos traz toda a trajetória também do assassino e você passa a entende-lo, mas ao mesmo tempo sente que o cara é mau e um verdadeiro psicótico.

Um problema que surge nesses acontecimentos é que Hodges encontra-se aposentado, o que dificulta bastante sua investigação, porque ele não tem todos os recursos da polícia que ele tinha antes. Porém, contudo, é nesse momento que surgem alguns personagens na vida dele que passam a ajuda-lo muito e fazem a história acontecer. São personagens interessantes e muito bem construídos que tem papel fundamental no desenrolar da história.

O final do livro é bom, mas nada inesperado. Você vai lendo e você já vai entendendo qual vai ser o desfecho e é o que realmente acontece.

Enfim, é um livro gostoso de ler, empolgante, com capítulos curtos e flui muito bem!
Vale a pena, recomendo!

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Os Pilares da Terra – Ken Follett

Que leitura!!!

Leitura fluida, bem escrita, com riqueza de detalhes e com personagens que vão te encantar. Apesar de se tratar de um livro com mais de 900 páginas, trata-se de um livro que não é nada difícil de ler e de acompanhar.

Cenário: início do século XII na Inglaterra.
O prologo se passa em 1123.
Temos logo de início o enforcamento de uma pessoa.
Não dá pra saber quem é essa pessoa e nem quem são as pessoas que estão acusando essa pessoa que será enforcada. Trata-se de um ladrão e é somente essa informação que você tem nesse momento.
O desenrolar deste acontecimento você só vai ter lá na frente, lá pela página 800 mais ou menos.
Diante do enforcamento a gente tem uma plateia que está assistindo e temos ali uma moça, grávida que vai lançar uma maldição sobre aquelas pessoas que estão fazendo isso com aquele rapaz.
Ela lança esse feitiço contra: um cavaleiro, um monge e um sacerdote.
Diante dessa cena toda você começa a suspeitar de algumas coisas, mas ainda não dá para ter certeza:
Seria aquele bebê filho do rapaz que esta sendo enforcado?
A moça seria essa moça uma feiticeira?
Essa moça vai aparecer ao longo da leitura e aos poucos você vai começar a se situar e a entender melhor esse prologo encaixando as devidas peças.

O livro é dividido em seis partes:
1.     1135 – 1136;
2.     1136 – 1137;
3.     1140 – 1142;
4.     1142 – 1145;
5.     1152 – 1155;
6.     1170 – 1174.

Temos como contexto principal a tensão entre o poder dos Reis e da Igreja Católica que encontrava-se em ascensão no período.
O livro é muito bem ambientado e retrata muito bem o dia a dia dos personagens e do modo como tudo deveria realmente ser na época, por exemplo, a narrativa da feira dos comerciantes, um evento em que os personagens fazem pães e doces (confesso que fiquei com água na boca) entre outros detalhes que fazem você mergulhar na história.

Alguns personagens são muito fortes e você simpatiza muito com eles, outros são cruéis e muito maus e fazem coisas terríveis que você fica o tempo todo querendo que algo aconteça e o impeça, mas nem sempre é isso que você vai ter no desenrolar da narrativa.

O jogo de interesses, desse conflito entre reis e Igreja, é muito forte e você fica surpresa e ao mesmo tempo chocada, querendo logo saber como tudo termina e torcendo para que o melhor aconteça.

Você se surpreende quase que o tempo todo, porque não para de acontecer coisas e coisas e quando você acha que vai ficar tudo bem ou que teremos um momento de calmaria, não... Lá vem um novo problema e você não consegue parar de ler.

O proposito central da história é a construção de uma catedral na cidade de Kingsbridge. E olha, para essa construção saiu, vai acontecer tantas e tantas e tantas coisas que você não pode nem imaginar!!

Enfim, é uma leitura gostosa, fluida, que vai ter surpreender até aquele último 1%. Não existem pontas soltas e eu acho que isso é o que mais te instiga a ler Ken Follett, porque esse autor te proporciona isso de uma forma muito natural.

Gostei muito da Aliena, do prior Philip, de Tom e Jack.
Cultivei um ódio ferrenho pelo William Hamleigh, ohhhh personagem dando de ruim!!

Enfim, é isso, a leitura vale MUITO a pena, esse livro tem continuação, eu quero ler, mas não agora porque, confesso, fiquei uma pouco cansada dessa leitura e vou dar um tempinho.

Por último só quero dizer que apesar de ter gostado muito dessa leitura, eu ainda acho que trilogia “o século” de Ken Follett melhor. Não sei explicar, mas essa trilogia me conquistou de um jeito que eu acho que nada vai superar.

É isso, boa semana!!!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Vou me casar e agora? [Parte 4 - Atualizações - ADIAMENTO]

Boa tarde gente!
Faz tempo que não venho falar sobre isso, por que?
Na verdade porque adiei o casamento devido ao status do mundo no momento.
Essa pandemia está mexendo muito comigo e com todo mundo não é mesmo?

Meu casamento estava marcado para 05/09/20. Tudo lindo, tudo perfeito.
Convites em mãos, caixinha dos padrinhos pintada e decorada por mim, vestido, festa, padre, igreja, dia da noiva, roupa do noivo, Dj, Bufê.... e tuuuudo o mais que envolve se casar estava OK.
Mas, mas, mas, mas... Casos de COVID só cresceram de junho para cá, ainda mais nos interiores, que é onde vai acontecer.
A Igreja sinalizou que estava restringindo matrimônios sem previsão de voltar a normalidade, o local de festa avisou que provavelmente não seria possível fazer nenhuma festa em 2020, então o que restou?
Adiar né...
Triste? Sim, muito triste...
Fiquei chateada? Ahhh bastante...
Mas gente, está além do meu controle isso tudo... está além do controle de qualquer um!!! Eu não quero abrir mão do formato de festa que escolhi, então tem que adiar e pronto...
Pensamos em adiar 3 ou 6 meses, pensamos... Mas quem garante que vai melhora nesse tempo? Lá em março quando tudo começou eu pensei “ahhhh não, que isso né gente?, até setembro vai tá tudo bem já, com certeza!!!” e olha a situação em que estamos?
A coisa é séria!
Não dá para brincar com isso.
Bom, estou falando tudo isso porque o adiamento foi para mais de um ano...
É! Quis jogar o mais distante possível e estou na torcida para que até lá seja possível acontecer.
Confesso que não estou com muitas esperanças, mas quero muito acreditar que em 2021 tudo vai ficar menos ruim e espero que possa acontecer a festa e tudo mais do jeito que eu e meu noivo idealizamos.

Bom, a troca da data foi tranquila, penso eu que devido ao tempo que ainda tem até lá. Se quiséssemos para daqui 6 meses acho que seria bem mais difícil conciliar todos porque normalmente os casais programa os casamentos com no mínimo um ano de antecedência, então as agendas dos fornecedores, provavelmente, estejam cheias nesses períodos mais próximos.
Todos os fornecedores foram bem cordiais e abertos entendendo a situação.
O casamento no civil nos já havíamos marcado e vamos manter para setembro desse ano mesmo. O que ficou para setembro do ano que vem foi o matrimonio na Igreja e a festa.
Fazer o que né minha gente...
Apesar de ter ficado chateada também fiquei aliviada, porque eu estava uma pilha com essa incerteza de se haveria ou não casamento, enfim... foi melhor assim, para quem já esperou tanto tempo para casar, o que é mais um ano não é mesmo?
Se tem uma coisa que a idade te proporciona na vida é que você aprende a ter mais paciência, a não se cobrar tanto sobre questões que estão além do seu controle (como é o caso). A gente fica triste, mas nesse caso, não vale a pena, porque né... não tem o que fazer a não ser esperar... 
Vamos tentar ser otimistas, torcer para que tudo passe logo, para que as pessoas se conscientizem e se cuidem.
É uma fase, vai passar, por mais difícil que seja (e olha que é difícil para caramba), vai ficar tudo bem!

Boa semana, se cuidem, fiquem bem, se precisarem conversar estou aqui J

Instagram: 
@uma_leitoraaa
@aliciamallmann

Beijos!!