Bom dia!
Venho meio atrasada
falar disso, mas não consegui fazer isso antes.
Pois bem, 2018 foi
um ano meio mais ou menos para mim. Muitas coisas aconteceram, algumas
decepções, frustrações e coisa boas também. Posso dizer que o saldo foi
positivo em alguns fatores e bastante negativo em outros. Enfim, depois que
você chega a uma certa idade, com isso quero dizer o salto que você dá, no meu
caso com 30 anos, mas para algumas pessoas isso acontece antes e para outras
depois. Esse processo de “vida adulta” eu quero dizer, saída de casa, quando
você passa a ter sua própria vida, se organizar, pagar suas contas e sobreviver
sem o aporte de ninguém de modo geral. Esse processo é difícil, mas hoje,
depois de quase dois anos de toda essa mudança e “vida adulta” posso dizer que
estou totalmente adaptada a isso. Hoje quando saio da minha rotina e vou
visitar minha mãe e outros familiares depois de uns dias já sinto falta da
minha casa.
Como demora não é
mesmo?
Esse processo de
adaptação eu acho que foi o mais positivo de todos para mim em 2018. Hoje já
não me vejo mais retornado a morar com a minha mãe, mesmo se morássemos na
mesma cidade eu gostaria muito de ter meu próprio canto, não por falta de amor
ou nada do tipo, mas simplesmente porque agora tenho minhas manias e rotina, o
que já não se encaixa mais com a rotina dela. Isso é natural, todo mundo que
saí da casa dos pais passa por isso. É algo saldável e esse amadurecimento faz
bem para todo mundo. Sou grata por ter por ter podido aproveitar isso por tanto
tempo. Fica a dica: fique na casa dos seus pais o máximo de tempo que você
puder! Pela minha mãe eu nunca sairia, mas a conquista da independência é algo
que não têm preço, só passando mesmo para perceber o quanto isso é satisfatório.
Apesar de minha mãe desejar que eu sempre ficasse com ela, ela sabe que quando
você tem filhos você deve cria-los para o mundo e não para si mesma. Vejo pais
sendo super protetores, com mede de seus filhos caírem, se machucarem, não
deixando que eles durmam sozinhos em seus próprios quartos, não tendo pulso firme
para dizer não e educa-los. Eu não consigo imaginar como seja educar um filho,
acho que é por isso que tenho tanto medo de ter um. Claro que nesse sentido
ainda entra o fato de não estar preparada psicologicamente, financeiramente e
por simplesmente ainda não querer. Não posso julgar, mas imagino que é um
desafio enorme vendo como as coisas estão hoje. Mas, mesmo não tento filhos eu
tenho em mente uma coisa: que é melhor você ser duro com eles em casa e
educa-los “como se deve” (por assim dizer), do que os mimar e depois eles
sofrerem pelo resto da vida com as frustrações do mundo real.
Bom, seguindo: em
2018 consegui ler 8 livros e fiquei bastante feliz com isso.
Decidi que sempre
que terminar um vou postar algo sobre ele para compartilhar e quem sabe
inspirar alguém a ler ele também.
Na vida profissional
sigo trabalhando na empresa do meu marido, por hora me mantenho assim. Fizemos
alguns planos e tudo pode mudar ainda este ano ou mais tardar em 2020. Não quero
adiantar nada sobre isso, mas preciso de boas energias!
Sobre amizades: algo
que o tempo vem mostrando e afirmando o que eu já sabia, é que tem algumas
pessoas que passam e bem poucas que permanecem, bem poucas realmente se
importam e é assim que é. Cada um segue sua vida, engolido pela rotina louca
que é a vida e faz parte é assim mesmo, (in)felizmente. Sou grata por conseguir
preservar algumas amizades e espero poder mantê-las por muitos e muitos anos.
Para 2019 eu espero
me manter mais positiva, o que por hora estou firme. A época entre natal e ano
novo, eu não sei vocês, mas eu fico bastante depressiva, pensativa, refletindo
sobre minhas escolhas, sobre minha vida, sobre o que quero para o futuro. Claro
que não faço isso apenas nessa época, faço quase o tempo todo, acho que é por
isso que vivo quase a maior parte do tempo em crises existenciais. Hoje menos,
mas ainda acontece. Enfim, sobre isso o que mais me irrita é o consumismo excessivo,
são as promessas vazias das pessoas. Quase todo mundo fica falando “ahhh, a
partir do ano que vem vou começar academia, vou fazer dieta, vou ler mais, vou
estudar mais, vou ser uma pessoa melhor, mais gentil, mas sensível e blá blá
blá”. Quando ouço isso só penso: poxa, tem que mudar o ano para as pessoas se
conscientizarem de que estão errando e é hora de mudar, o que provavelmente vai
durar apenas duas semanas, ou menos... não quero dizer que isso é errado, mas
na maioria dos casos são realmente promessas vazias. Na minha opinião você não precisa
de um novo ano para decidir fazer algo diferente, isso pode acontecer a
qualquer momento! As pessoas se iludem nessa época e na empolgação apenas
prometem coisas que no fundo saber que não vão fazer. Dou parabéns para quem
leva isso a sério e realmente cria metas e concretiza essas metas numa mudança
de não, mas para todo o resto eu só sinto pena da ilusão vazia e da auto
sabotagem que as pessoas se colocam.
Sobre isso, tenho um
livro para indicar: O ladrão de si mesmo (Moacir Jorge Rauber).
Quem escreveu foi
meu “meio irmão”. Eu tenho ele, mas confesso que só li algumas passagens, mas
recomendo!
Enfim, foram apenas algumas
reflexões por hoje.
Espero que 2019 seja
um ano bom para todos!
Sigamos em frente,
viva bem cada dia, esse é o real significado da vida.
Um abraço!
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