terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Retrospectiva 2018


Bom dia!

Venho meio atrasada falar disso, mas não consegui fazer isso antes.
Pois bem, 2018 foi um ano meio mais ou menos para mim. Muitas coisas aconteceram, algumas decepções, frustrações e coisa boas também. Posso dizer que o saldo foi positivo em alguns fatores e bastante negativo em outros. Enfim, depois que você chega a uma certa idade, com isso quero dizer o salto que você dá, no meu caso com 30 anos, mas para algumas pessoas isso acontece antes e para outras depois. Esse processo de “vida adulta” eu quero dizer, saída de casa, quando você passa a ter sua própria vida, se organizar, pagar suas contas e sobreviver sem o aporte de ninguém de modo geral. Esse processo é difícil, mas hoje, depois de quase dois anos de toda essa mudança e “vida adulta” posso dizer que estou totalmente adaptada a isso. Hoje quando saio da minha rotina e vou visitar minha mãe e outros familiares depois de uns dias já sinto falta da minha casa.
Como demora não é mesmo?
Esse processo de adaptação eu acho que foi o mais positivo de todos para mim em 2018. Hoje já não me vejo mais retornado a morar com a minha mãe, mesmo se morássemos na mesma cidade eu gostaria muito de ter meu próprio canto, não por falta de amor ou nada do tipo, mas simplesmente porque agora tenho minhas manias e rotina, o que já não se encaixa mais com a rotina dela. Isso é natural, todo mundo que saí da casa dos pais passa por isso. É algo saldável e esse amadurecimento faz bem para todo mundo. Sou grata por ter por ter podido aproveitar isso por tanto tempo. Fica a dica: fique na casa dos seus pais o máximo de tempo que você puder! Pela minha mãe eu nunca sairia, mas a conquista da independência é algo que não têm preço, só passando mesmo para perceber o quanto isso é satisfatório. Apesar de minha mãe desejar que eu sempre ficasse com ela, ela sabe que quando você tem filhos você deve cria-los para o mundo e não para si mesma. Vejo pais sendo super protetores, com mede de seus filhos caírem, se machucarem, não deixando que eles durmam sozinhos em seus próprios quartos, não tendo pulso firme para dizer não e educa-los. Eu não consigo imaginar como seja educar um filho, acho que é por isso que tenho tanto medo de ter um. Claro que nesse sentido ainda entra o fato de não estar preparada psicologicamente, financeiramente e por simplesmente ainda não querer. Não posso julgar, mas imagino que é um desafio enorme vendo como as coisas estão hoje. Mas, mesmo não tento filhos eu tenho em mente uma coisa: que é melhor você ser duro com eles em casa e educa-los “como se deve” (por assim dizer), do que os mimar e depois eles sofrerem pelo resto da vida com as frustrações do mundo real.
Bom, seguindo: em 2018 consegui ler 8 livros e fiquei bastante feliz com isso.
Decidi que sempre que terminar um vou postar algo sobre ele para compartilhar e quem sabe inspirar alguém a ler ele também.
Na vida profissional sigo trabalhando na empresa do meu marido, por hora me mantenho assim. Fizemos alguns planos e tudo pode mudar ainda este ano ou mais tardar em 2020. Não quero adiantar nada sobre isso, mas preciso de boas energias!
Sobre amizades: algo que o tempo vem mostrando e afirmando o que eu já sabia, é que tem algumas pessoas que passam e bem poucas que permanecem, bem poucas realmente se importam e é assim que é. Cada um segue sua vida, engolido pela rotina louca que é a vida e faz parte é assim mesmo, (in)felizmente. Sou grata por conseguir preservar algumas amizades e espero poder mantê-las por muitos e muitos anos.

Para 2019 eu espero me manter mais positiva, o que por hora estou firme. A época entre natal e ano novo, eu não sei vocês, mas eu fico bastante depressiva, pensativa, refletindo sobre minhas escolhas, sobre minha vida, sobre o que quero para o futuro. Claro que não faço isso apenas nessa época, faço quase o tempo todo, acho que é por isso que vivo quase a maior parte do tempo em crises existenciais. Hoje menos, mas ainda acontece. Enfim, sobre isso o que mais me irrita é o consumismo excessivo, são as promessas vazias das pessoas. Quase todo mundo fica falando “ahhh, a partir do ano que vem vou começar academia, vou fazer dieta, vou ler mais, vou estudar mais, vou ser uma pessoa melhor, mais gentil, mas sensível e blá blá blá”. Quando ouço isso só penso: poxa, tem que mudar o ano para as pessoas se conscientizarem de que estão errando e é hora de mudar, o que provavelmente vai durar apenas duas semanas, ou menos... não quero dizer que isso é errado, mas na maioria dos casos são realmente promessas vazias. Na minha opinião você não precisa de um novo ano para decidir fazer algo diferente, isso pode acontecer a qualquer momento! As pessoas se iludem nessa época e na empolgação apenas prometem coisas que no fundo saber que não vão fazer. Dou parabéns para quem leva isso a sério e realmente cria metas e concretiza essas metas numa mudança de não, mas para todo o resto eu só sinto pena da ilusão vazia e da auto sabotagem que as pessoas se colocam.
Sobre isso, tenho um livro para indicar: O ladrão de si mesmo (Moacir Jorge Rauber).
Quem escreveu foi meu “meio irmão”. Eu tenho ele, mas confesso que só li algumas passagens, mas recomendo!

Enfim, foram apenas algumas reflexões por hoje.

Espero que 2019 seja um ano bom para todos!
Sigamos em frente, viva bem cada dia, esse é o real significado da vida.

Um abraço!

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