sábado, 27 de junho de 2015

Vida alheia

É difícil não palpitar sobre as atitudes das pessoas, ainda mais quando a gente não compartilha do mesmo ponto de vista. Julgar, opinar, achar, falar, reclamar e principalmente criticar as pessoas é o que existe de mais fácil no mundo!

Vejo muita coisa que não concordo, mas antes de falar qualquer coisa eu tento antes refletir sobre de onde vem determinada atitude ou opinião, cada um é fruto, em grande parte, do local/ambiente em que está inserido, ou seja, dependendo do local onde me encontro tenho algumas inclinações a pensar de um jeito ou de outro jeito. Não me cabe julgar, por exemplo, o estilo, o jeito, os gostos das pessoas, pois cada um é o que é, não gosto da necessidade que vejo muito frequentemente nas redes sociais das pessoas de rotular isso como certo, bacana, coisa de gente legal e por outro lado aquilo como brega, feio, coisa de gente pobre ou coisa do tipo... Se cada um se preocupasse um pouco mais com a sua própria vida, eu acho que poluiríamos muito menos as redes sociais, enfim, é a minha opinião, respeito a liberdade e a necessidade que as pessoas tem de se expor e mencionar a todo momento suas ideias, pensamentos e tudo mais, cada um é livre para fazer isso ou não.

As pessoas mais velhas, em grande parte a maioria, quando veem algo diferente olham com um olhar de reprovação, como se ser diferente do jeito como sempre foi ou é até este momento fosse errado ou inconcebível. Percebo nitidamente isso quando ouço as discussões sobre os homossexuais.

Gosto muito da temática sobre a questão da religiosidade humana. Isso no âmbito não do catolicismo, budismo, judaísmo ou qualquer religião específica, mas na religiosidade como algo necessário, inato ou não ao gênero humano.

Costumo pensar que devemos fazer aquilo que nos faz bem, que nos traz felicidade.... Ouço as pessoas dizerem que só porque a televisão mostra casais homossexuais em novelas, só por isso, haverá maior índice de pessoas homossexuais na sociedade. Poxa vida, isso faz algum sentido? Eu penso que se a televisão mostra, ela pode sim afetar, mas em um sentido positivo, porque tratar isso como normal faz com que a pessoa se descubra como tal muito antes, fazendo com que ela possa aceitar isso nela, buscando ser feliz assim muito mais cedo e que desse modo ela não busque reprimir isso nela porque a sociedade e/ou a família não a aceitará.

Sei de homens que se casaram, tiveram filhos e depois de anos “saíram do armário” e hoje são felizes por isso. Se o homossexualismo fosse encarado com naturalidade as pessoas não teriam medo de se assumirem, de sofrer represália, agressões etc.

Diante disso, penso: por que o que as pessoas fazem afeta tanto, ou ainda, incomoda tanto algumas pessoas? Acho que cada um deve buscar o que lhe faz bem, ser feliz acima de tudo. O problema é que o que os outros irão pensar sempre acaba pesando muito mais nas atitudes das pessoas, por isso ocorre o medo... ninguém gosta de ser o assunto, mas se cada um vivesse a sua vida, se preocupasse com os seus problemas, tenho absoluta certeza de que todos viveriam muito melhor. 
Quem se diz tão contrário a essas pessoas que buscam ser felizes é na verdade uma pessoa frustrada, porque se incomoda com a felicidade do outro, porque não conseguiu alcançar a sua própria felicidade!

É preciso que haja humildade para aceitar que cada um pode encontrar a felicidade de um jeito diferente, que não existe só o meu jeito ou só o seu jeito que é certo. As culturas são muito diversas, os costumes, os hábitos... A vida é uma só, aproveite-a, viva sua vida, de o melhor de si e acima de tudo seja feliz! Quem fala que Deus é contrário ao homossexualismo é porque interpreta a bíblia ou tudo referente ao assunto de modo totalmente equivocado, pois se realmente existe um Deus, para quem acredita, penso eu que ele quer ver seus “filhos” felizes, seja do modo como for. 
Se você se sente bem, tem vontade disso ou daquilo, faça! Se surge em você e te faz bem é porque Deus permitiu isso. Se é que ele existe mesmo, para quem acredita, ele quer o melhor aos seus filhos e não lhes possibilitaria ter inclinações se não fosse para que você pudesse senti-las e agir em prol delas!

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