sexta-feira, 17 de julho de 2015

Democracia?

O que eu acho de mais imprescindível na sociedade em que vivemos é a tal da democracia, porque é através dela, ou melhor, porque é ela quem garante a liberdade de expressão de cada um de nós que vivemos nesta sociedade. Do mesmo modo que quem é preconceituoso não deve agir desse modo, aquele que não pensa da forma como eu penso deve ser respeitado. Esse método coercitivo que percebo de algumas partes por aí é um tanto quanto equivocado, visto que a democracia nós “assegura”, mesmo que de modo um tanto quanto abstrato, o direito de pensar e se quiser se expressar de acordo com suas ideias e perspectivas.

Lembrando que estávamos em constante movimento, ou seja, todos nós estamos sujeitos a mudar de opinião conforme vivemos e percebemos o mundo à nossa volta. As relações que nos cercam, os conhecimentos que adquirimos nos afetam e nos transformam a cada momento. Por isso é importante não julgar as pessoas, mas sim dialogar. Cada um é de certa medida fruto do ambiente em que se encontra, isso significa que diante dessa condição muitas vezes somos levados a pensar de determinado modo ou de outro. É difícil obrigar uma pessoa preconceituosa a mudar de ideia quanto a isso, quando ela não está aberta a isto, ou quando ela cresceu com essa perspectiva enraizada. Você pode explicar, mas nem todos entendem e lembrando lá do início, da nossa condição democrática, cada um pode permanecer com seu preconceito, ou não, ou mudar... As pessoas são uma incógnita!

O que não acho coerente é as pessoas que amadureceram suas perspectivas quererem impor aos outros o que elas acreditam ser o certo. Como disse na última postagem, se cada um vivesse sua vida e parasse de se importar com a vida dos outros, o mundo seria muito melhor!

Cada um é livre para pensar e se quiser expressar esse pensamento ou não. Brigar para impor o que penso é sim um absurdo, diria que uma forma de ditadura oculta. Quem julga o que é o certo? Quem sou eu para impor o que penso acima dos valores e crenças dos outros? O que faz o que eu penso ser correto e não o que o outro pensa não?

Respeito é a chave. Calar-se quando necessário também, mas como estamos em uma democracia, cada um que faça o que melhor lhe faz sentir-se bem.


E assim é o mundo, suportando pessoas barulhentas, que querem se impor acima dos outros. Essas mesmas pessoas que esquecem, que um dia também foram ignorantes e que agora deixam o conhecimento levemente aprofundado subir a cabeça, achando serem as super bem entendidas. Enfim, a democracia é isso ai. 

sábado, 27 de junho de 2015

Vida alheia

É difícil não palpitar sobre as atitudes das pessoas, ainda mais quando a gente não compartilha do mesmo ponto de vista. Julgar, opinar, achar, falar, reclamar e principalmente criticar as pessoas é o que existe de mais fácil no mundo!

Vejo muita coisa que não concordo, mas antes de falar qualquer coisa eu tento antes refletir sobre de onde vem determinada atitude ou opinião, cada um é fruto, em grande parte, do local/ambiente em que está inserido, ou seja, dependendo do local onde me encontro tenho algumas inclinações a pensar de um jeito ou de outro jeito. Não me cabe julgar, por exemplo, o estilo, o jeito, os gostos das pessoas, pois cada um é o que é, não gosto da necessidade que vejo muito frequentemente nas redes sociais das pessoas de rotular isso como certo, bacana, coisa de gente legal e por outro lado aquilo como brega, feio, coisa de gente pobre ou coisa do tipo... Se cada um se preocupasse um pouco mais com a sua própria vida, eu acho que poluiríamos muito menos as redes sociais, enfim, é a minha opinião, respeito a liberdade e a necessidade que as pessoas tem de se expor e mencionar a todo momento suas ideias, pensamentos e tudo mais, cada um é livre para fazer isso ou não.

As pessoas mais velhas, em grande parte a maioria, quando veem algo diferente olham com um olhar de reprovação, como se ser diferente do jeito como sempre foi ou é até este momento fosse errado ou inconcebível. Percebo nitidamente isso quando ouço as discussões sobre os homossexuais.

Gosto muito da temática sobre a questão da religiosidade humana. Isso no âmbito não do catolicismo, budismo, judaísmo ou qualquer religião específica, mas na religiosidade como algo necessário, inato ou não ao gênero humano.

Costumo pensar que devemos fazer aquilo que nos faz bem, que nos traz felicidade.... Ouço as pessoas dizerem que só porque a televisão mostra casais homossexuais em novelas, só por isso, haverá maior índice de pessoas homossexuais na sociedade. Poxa vida, isso faz algum sentido? Eu penso que se a televisão mostra, ela pode sim afetar, mas em um sentido positivo, porque tratar isso como normal faz com que a pessoa se descubra como tal muito antes, fazendo com que ela possa aceitar isso nela, buscando ser feliz assim muito mais cedo e que desse modo ela não busque reprimir isso nela porque a sociedade e/ou a família não a aceitará.

Sei de homens que se casaram, tiveram filhos e depois de anos “saíram do armário” e hoje são felizes por isso. Se o homossexualismo fosse encarado com naturalidade as pessoas não teriam medo de se assumirem, de sofrer represália, agressões etc.

Diante disso, penso: por que o que as pessoas fazem afeta tanto, ou ainda, incomoda tanto algumas pessoas? Acho que cada um deve buscar o que lhe faz bem, ser feliz acima de tudo. O problema é que o que os outros irão pensar sempre acaba pesando muito mais nas atitudes das pessoas, por isso ocorre o medo... ninguém gosta de ser o assunto, mas se cada um vivesse a sua vida, se preocupasse com os seus problemas, tenho absoluta certeza de que todos viveriam muito melhor. 
Quem se diz tão contrário a essas pessoas que buscam ser felizes é na verdade uma pessoa frustrada, porque se incomoda com a felicidade do outro, porque não conseguiu alcançar a sua própria felicidade!

É preciso que haja humildade para aceitar que cada um pode encontrar a felicidade de um jeito diferente, que não existe só o meu jeito ou só o seu jeito que é certo. As culturas são muito diversas, os costumes, os hábitos... A vida é uma só, aproveite-a, viva sua vida, de o melhor de si e acima de tudo seja feliz! Quem fala que Deus é contrário ao homossexualismo é porque interpreta a bíblia ou tudo referente ao assunto de modo totalmente equivocado, pois se realmente existe um Deus, para quem acredita, penso eu que ele quer ver seus “filhos” felizes, seja do modo como for. 
Se você se sente bem, tem vontade disso ou daquilo, faça! Se surge em você e te faz bem é porque Deus permitiu isso. Se é que ele existe mesmo, para quem acredita, ele quer o melhor aos seus filhos e não lhes possibilitaria ter inclinações se não fosse para que você pudesse senti-las e agir em prol delas!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Desapegando para viver melhor?

Em algumas fases da nossa vida vivemos momentos de angustia, de desespero, tristeza, pressa, porque queremos que as coisas aconteçam logo... Sei e acredito que tudo tem sua hora, seu momento, mas esperar é tão ruim, ou melhor, chato e desconfortável. Idealizamos um futuro incerto, apostamos todas as nossas fichas nele e vivemos essa fase de angustia e sofrimento, esperando que aquele momento planejado enfim chegue. Mas, será que optar por viver dessa forma é o melhor caminho? O tempo passa, independentemente de você ter feito aquela dieta que disse que começaria na segunda feira e que toda sexta feira repete que a partir de segunda não vai mais comer isso ou aquilo. Até que ponto cumprimos e executamos nossos objetivos, nossos planos? Estacionar, se acomodar é tão fácil que nos limitamos sem perceber que temos muito mais força do que pensamos.

Essa fase de angustia, apesar de ser desconfortável, deve ser encarrada, vivida e na melhor das hipóteses pensada pelo lado positivo, afinal ela vai passar como tantas coisas e o futuro idealizado sempre será idealizado. Reclamamos tanto de tudo, nunca estamos totalmente satisfeitos, sempre ouço as pessoas dizerem que “quem é criança quer ser adulto e quem é adulto quer voltar a ser criança”, por que isso acontece? Porque sempre fazemos um recorte, só lembramos da infância o que foi bom, e quando somos crianças só reclamamos do que não podemos ter naquele momento, por isso desejamos ser “grandes” logo.


Eu acho que se pensarmos muito no futuro não vamos aproveitar o nosso presente. As fases como um todo devem ser aproveitadas, curtidas, pois nunca nada é de todo ruim, como nunca nada é de todo bom. O futuro é incerto, a gente muda, amadurece, conhece novos caminhos possíveis. Por que se prender a algo idealizado se as coisas podem mudar da noite para o dia e você pode passar a desejar outras coisas? Já faz um tempo que eu parei de planejar tanto tudo, é preciso viver o agora, o agora do futuro virá e quando ele chegar você pensa. Perder o controle, ou ainda, perceber que você não tem o controle é necessário e te faz bem para viver melhor! Claro que algumas coisas você precisa ter em mente desde sempre, mas não cada detalhe, cada lugarzinho onde você irá guardar cada coisa na sua casa quando você se casar ou quando tiver filhos. O melhor da vida, por mais que soe estranho é essa incerteza do que virá, é poder construir um ideal de futuro e poder desconstruí-lo e reconstruí-lo infinitamente. Esse processo é um eterno movimento, se pararmos de desejar algo melhor para que vamos viver? Ou, qual será o motivo de nossa existência?  

sábado, 25 de abril de 2015

Inquietudes

Somos insatisfeitos por natureza, caso não fosse assim não teríamos avançado e mudado tanto no decorrer da história da humanidade. Descobrimos coisas, criamos coisas, desenvolvemos novas necessidades e acabamos nos tornando reféns dessa situação, quase sempre sem entender muito bem a lógica que nos faz chegar a isso. Afastamo-nos da nossa essência, da nossa origem de forma tão sutil que quando a gente para pra pensar sobre isso parece que o passado não tem nenhuma relação com o presente.

A maioria das coisas é imposta a nós, como por exemplo: Você precisa trabalhar, estudar, se formar, comprar um carro, uma casa, você precisa ter isso e aquilo, se casa, constituir família... Grande parte das pessoas não sabe que nem sempre foi assim, e é interessando quando menciono que um dia foi diferente a admiração e a incredulidade das pessoas perante mim. Pois é, são construções históricas, ou melhor, imposições sociais, que nos tornam parte do processo, que faz com que a gente se sinta mal caso não compartilhe dessa mesma lógica cruel e perversa. Afinal, se você não trabalhar você é um folgado, preguiçoso, vagabundo que não quer nada com nada... Quem dera todas as pessoas soubessem da lógica perversa que é a do capitalismo, que em sua gênese possui a condição do “exercito industrial de reserva”. Quem fala que quem não quer trabalhar é vagabundo, fala isso porque não possui essa dimensão da realidade. Diante disso eu dou os parabéns para o sistema capitalista, que recrutou e alienou muito bem seus trabalhadores, a tal ponto de eles defenderem a concordarem com essa lógica, sem perceber que somos todos animais racionais, da mesma espécie, não? O que percebo em grande parte das pessoas é que elas só se preocupam com elas mesmas, vejo pouquíssimos elogios e muitas criticas perante os outros. Pensa dessa forma só pode e é fruto dessa “bagagem cultural” tão bem estruturada, para que? Para a manutenção e permanência dessa estrutura.

Às vezes menciono que a “ignorância é uma benção”, falo isso porque quando mais eu estudo, descubro e enxergo a realidade social, mais eu fico desanimada, desanima no sentido de tentar ver uma solução, porque a ordem social é tão bem estruturada e ela se rearranja tão rapidamente após suas crises cíclicas de forma tão sacana e perversa que não consigo ainda ver uma saída. Mudar e fazer as pessoas entenderem é tão difícil, porque o pensamento está muito enraizado e construído pelo sistema.


Só sei que quero fazer o melhor possível, não podemos acabar com a pobreza, miséria, desigualdade, mas podemos tornar a vida de algumas pessoas melhor, isso já é mais do que o suficiente e muito melhor do que não fazer nada, então vale a pena. Os problemas sociais gerados pelo sistema nunca vão se esgotar, mas a luta deve ser continua, nadar contra a mare é parte da situação e mesmo desanimando as vezes a esperança de algo melhor permanece. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Mudanças imperceptíveis

O movimento dialético da vida, do mundo, das pessoas, das relações, do nosso dia a dia... Tudo isso faz com que a gente mude de modo tão imperceptível que quando a gente para pra pensar a respeito disso, acabamos nos assustando, positivamente ou não.

Na minha vida eu já tive medo, já senti vergonha, já quis morrer, já me arrependi e depois entendi que foi a melhor escolha, já viajei sozinha, já quis ser fotografa, já quis ser veterinária, passei no vestibular pra pedagogia (mas não quis cursar), já tive um namorado otário, já me enganei com as pessoas (tanto para o bem quanto para o mau), já fiz fofoca, já cai de bicicleta, já achei que poderia voar, já quase apanhei de alguém que não gostava de mim, já me iludi por quem não merecia, já tomei dois sorvetes enormes no mesmo dia, já foi grossa com quem não merecia, já dei tantas chances para algumas pessoas que não souberam valorizar, já me afastei de pessoas prepotentes, já me arrependi disso e depois voltei a achar que era o melhor, já assisti um seriado inteiro num final de semana, já me imaginei casada e com filhos, já senti muita raiva e soube me controlar, já chorei de raiva e desespero, já entendi que a vida deve ser vivida um dia de cada vez, sem que se façam muitos planos para que o presente seja vivido plenamente e para não deixar a ansiedade do incerto que está por vir se sobressair e me impedir de viver o meu presente.

Pode ser que o dia seja um porre porque você está de tpm ou, simplesmente, desanimada, triste, de mau humor, mas pense... Cada dia é único! É preciso aprecia-lo, as coisas são passageiras, se você esteve estressada ou não ontem ou hoje que diferença fará amanhã? O hoje e o ontem faram parte do passado, logo, só restará a lembrança, então, não é melhor apreciar seu dia da melhor forma possível? Tenho meus dias ruins, mas quando eles surgem tento pensar nisso, ultimamente tem funcionado muito bem! Não vale a pena, bom ou mau vai passar, então viva um dia de cada vez, assim como uma caminhada que você começa, mas que para chegar ao último passo você precisou fazer todo o caminho, sem isso, o último passo não seria possível.  

Cada um sabe a dificuldade que passa e ela pode ser encarada de muitas formas. Tudo depende da forma como você aborda o seu problema, parece que quando é com a gente tudo é mais complicado, resolver os problemas dos outros é sempre tão simples, mas quando é com você, daí a coisa muda de figura. Também sou assim, mas tento encarar minhas dificuldades pensando em tudo o que existe de bom em minha vida, é preciso valorizar a “metade do copo que está cheia” e não só ter a percepção da metade vazia.


Tudo é possível, não deixe a escuridão tomar conta e lembre-se que a luz, por menor que ela seja, sempre ilumina e acaba com a escuridão, a luz sempre é mais forte! 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sentido no Inalcançável?

Me pergunto muitas vezes, por que algumas pessoas optam por sofrer ou por ir pelo caminho mais difícil? Ou ainda, por que fazem “tempestade em copo da água” por qualquer coisa insignificante? Quando falo isso não me refiro a pessoas que realmente não tem o conhecimento do todo, mas sim daquelas pessoas que literalmente gostam de complicar as coisas, sempre pensam pelo lado negativo, não confiam em si mesmas, gostam de se vitimizar... Conheço algumas pessoas assim, só sabem se colocar para baixo, quando aconselho elas até escutam e me levam a crer que ouviram e consideram o que disse a elas, mas quando vejo suas ações vejo que o que eu disse não serviu para nada, ou sim, só para ocupar aquele espaço de tempo, mas que foi uma conversa à toa, jogada fora.

Sei que algumas situações nos levam onde estamos, as vezes a gente nem entende como chegou onde está, mais chegou... Mas outras vezes a gente tem que fazer acontecer, não é para todos que a coisa flui, o contexto importa mas um pouco está em essência.

Acredito que é preciso equilibrar as coisas, a relação com as pessoas. Ninguém é perfeito, alguns tem defeitos que te irritam mais outro menos. Queria que algumas pessoas entendessem e aprendessem a dar valor aos que se importam, não entendo, por exemplo, como ser ignorada por um cara, humilhada, deixada de escanteio pode fazer algumas mulheres ainda preferir este cara, a aquele que dá atenção, se importa, retorna suas ligações e mensagens... Enfim, a mente humana é uma incógnita.

Igual uma criança que quer sempre aquele brinquedo que você pegou na mão à aquele que está a seu alcance. As pessoas crescem, mas algumas não mudam seu interesse pelo que não podem ter, pelo simples fato de idealizarem o que está distante. Por que fazemos isso? Porque colocamos mais importância no movimento da conquista do que na conquista em si e efetivamente. Igual quando mencionei sobre a minha colação de grau, foram quatro anos esperando aquele momento, pra quando ele chegou eu estar triste, porque o curso havia acabado, porque achei que aquele momento seria muito mais glamoroso, faz sentido? É preciso que faça?

O que importa é que foi feito. Passamos muito tempo idealizando as coisas e muitas vezes nos frustramos. Já passei tanto por isso que agora tento não colocar tanta expectativa, porque sei que nunca é tão “glamoroso” como imaginamos em nossa mente. A vida é assim, o movimento dela é que deve ser apreciado a cada instante, nós é que construímos situações e colocamos prazo nas coisas, e mais, nós é que colocamos creiamos expectativas, porque na nossa cabeça tudo acontece exatamente como imaginamos, de forma perfeita e harmônica,  e esquecemos de considerar neste momento as coisas que não dependem de nós. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Adolescência

Sempre gostei muito de escrever, tanto é que desde meus dez anos, quando ganhei meu primeiro diário da minha mãe, tenho este hábito. Quando o ganhei na verdade não sabia bem o que fazer com ele, nos primeiros dois anos escrevia só quando me lembrava, ou quando algo importante havia acontecido, algo que me inspirasse e me fizesse ter vontade de escrever. Depois destes dois anos comecei a escrever diariamente, ou seja, desde meus doze anos. Há alguns anos atrás me livrei de alguns, os mais velhos, porque eram coisas bobas, coisas que passaram e não vi mais a necessidade de tê-los. Nesta última semana, depois de dois anos pensando sobre as agendas e diários que ainda possuía numa caixa grande em cima do meu guarda roupa, resolvi pegar e ler algumas coisas, diários de onze anos para cá... Sempre achei que um dia isso tudo poderia virar livro, como a gente é boba! Relendo percebi que adolescentes são chatos e dramáticos de mais! Tinha a necessidade de escrever, de expor o que estava sentido no papel, isso foi ótimo porque hoje vejo como isso me ajudou a ter mais facilidade de escrever sobre qualquer coisa, mas tudo tem seu tempo, acabei me desfazendo de tudo.

Queria saber, por que as pessoas tem esse costume? De achar tudo idiota depois de um tempo... Claro, a gente amadurece, muda, percebe o quão ingênua e infantil éramos, mas tudo isso nos torna o que somos hoje!

Tenho alguns conhecidos/as, que hoje já não chamo mais de amigos/as, porque com o tempo as pessoas mudam, os caminhos seguem rumo diferente, as ideias passam a não bater mais, o que leva ao afastamento, tornando essas pessoas apenas “conhecidas”. Essas pessoas, com que passava muito tempo, hoje sentem vergonha, das fotos, do que eram, de como usavam o cabelo e por aí vai. Não sei por que mais eu sinto falta de alguns momentos, de como eu era, de como tudo era mais simples. Não voltaria no tempo nem trocaria meu presente pelo passado, mas aprecio ele, gosto das lembranças pelo momento em que elas aconteceram e de como isso me nostalgia hoje. Somos serem insatisfeito, sempre achamos que estamos no nosso auge, mas devido ao movimento dialético a cada dia nos achamos melhor, nos afastamos devido ao tempo que se esvai naturalmente e devido a isto acharmos que hoje é o nosso auge novamente e criticamos o que éramos.

O movimento da vida não é interessante?
Tem coisas que não se explicam, elas acontecem e pronto.
Já dizia o bom e velho Raul:

“Eu prefiro seeeeeeer, esta metamorfose ambulante... Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...”