quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O Misterioso Caso Styles - Agatha Christie

Leitura rápida, fácil e gostosa.


Temos Mr. Hasting que é convidado por seu amigo John Cavendish para passar um tempo em sua casa de campo que fica em Styles. 
Quando ele chega é apresentado a todos. 
Temos uma conflito no ar, que Mr. Hasting logo percebe.
Mrs. Emily Inglethorp, que é a madrastra de John, se casou com Aldred Inglethorp, que é vinte anos mais novo do que ela e esse clima se agrava quando Mrs. Emily é encontrada nos últimos momentos de sua vida em seu quarto. Aparentemente tratava-se de um ataque, mas logo algumas suspeitas de que pode ter ocorrido alguma outra coisa que não a morte natural da Mrs. Emily vem a tona. Teria sido mesmo de causa natural ou ela poderia ter sido envenenada? Os familiares aceitam que o detetive belga Hercules Poirot, velho amigo de Mr. Hastings, iniciei uma investigação.  

Esse é o cenário da narrativa. Temos Hastings que conta a história em primeira pessoa, narrado sua perspectiva na mansão de Styles. A linguagem é simples e fluída. Hastings caracteriza todos os personagens e vai dialogando com Poirot diante dos acontecimentos e os dois vão desvendando os fatos juntos. 

Neste livro, que trata-se do primeiro escrito por Agatha Christie, temos o primeiro caso de Hercules Poirot e já conseguimos identificar a forma de pensar da autora ao introduzir seu mais famoso detetive. Para quem já leu outros livros da autora é possível perceber sua forma de escrita e como ela segue sempre a mesma metodologia, o que não deixa sempre de nos surpreender. 

Poirot utiliza algumas técnicas que foram aprimoradas nos anos seguintes e que podemos notar na leitura de outros livros da autora. 

A trama em si é muito boa, tem suas reviravoltas e tenta descobrir quem foi o responsável pela envenenamento da Mrs. Emily. Temos alguns mistérios e atitudes suspeitas que ampliam a curiosidade e a tensão no desenrolar da trama.

Foi uma ótima leitura. (AL; EH). 

Boa semana!!

domingo, 17 de janeiro de 2021

O Duque e eu - Júlia Quinn

Olá!!

Vim falar de forma breve dessa leitura que concluí.

Trata-se de um romance um tanto quanto clichê e com diversas situações que só aconteceriam em conto de fadas, porque sabemos que pessoas perfeitas e situações perfeitas como as que o livro nos apresenta só existem na ficção (na minha humilde opinião). 

Temos a família Bridgerton que são em 8 irmãos e a mãe.

Os três primeiros filhos são homens e esse livro vai trazer a história da Daphne Bridgerton que é a primeira filha mulher que chega a idade de se casar. 

A série de livros, que são 8 e tem um nono que seria um extra pelo que pesquisei, trás a história de cada irmão. Achei interessante a proposta, ainda mais depois de ver muitas pessoas falando da série que estreiou recentemente na Netflix. 

Resolvi ler o primeiro livro para saber se é bom mesmo para depois ver a série. 

Bom, neste livro então temos a Daphne que se apresenta a sociedade como uma jovem em busca de um casamento. Assim como ela, temos diversas outras jovens, mães desesperadas em busca de pretendentes adequados. 

Achei isso interessante, não sei se de fato seria ou foi assim. O romance se passa em 1813, é preciso pontuar que nesse período muitas coisas era bem diferentes no que se refere ao papel da mulher na sociedade, ainda mais considerando a tradição inglesa, pois trata-se de um romance britânico. 

Temos a presença de Simon Basset que nos é apresentado logo no prólogo, onde temos de forma bem breve sua história para justificar suas motivações que são desenroladas no livro. Simon é filho de um duque e eles tiveram problemas no relacionamento dele e por isso Simon é meio turrão e cheio de marra. Com a leitura do prólogo você entende seus traumas. Simon retorna a sociedade depois de um longo período em viagem e também porque seu pai faleceu e ele deve assumir a posição de novo duque.

Simon é o melhor amigo de Anthony que é o mais velho dos irmãos Bridgerton.

Simon vai se encontrar com Daphne de uma maneira inusitadas, ele sente uma atração por ela e fica nisso até saber que trata-se da irmã de Anthony. 

Simon começa a ser bajulado por todas as mães das moças que buscam pretendentes, assim como passa a ser apresentado para todas moças. Simon não tem interesse em se casar e nem em ter filhos. 

Simon e Daphne fazem um acordo, de fingirem estarem comprometidos um com o outro, para que as mães parem de persegui-lo afim de empurrar alguma filha para que ele se casar e também para que Violet Bridgerton, mãe de Daphne, pare de lhe apresentar inúmeros pretendentes. 

Isso gera um atrito com Anthony, porque entre amigos existe uma regra que é "não cortejar a irmã de seu melhor amigo". 

Diversas coisas acontecem, principalmente o óbvio que é: Daphne e Simon se apaixonam. 

Temos um acontecimento que leva Anthony e convocar Simon para um duelo. Daphne vai evitar esse duelo. Simon explica a Daphne que não quer se casar e que não pode ter filhos. Daphne aceita essa condições e quer se casar mesmo assim, apesar de ter o sonho de casar e ser mãe.

Eles se casam.

Uma passagem interessante que eu preciso pontuar é a conversa que a Violet vai ter com sua filha na noite que antecede o casamento. Daphne tem diversas dúvidas e não sabe absolutamente nada sobre a noite de núpcias. Até aí eu acho que tudo bem, considerando a época e tudo mais. Violet fala algumas coisas mas não deixa bem claro e deixa Daphne bem perdida. Nesse ponto eu acho que devia ser mais ou menos assim mesmo, porque não havia muito diálogo nessa época, tudo era meio subentendido e também eu acho que nessa época existia muito a visão de submissão da mulher, ou seja, você vai se casar e seu marido vai te conduzir e pronto.

Enfim, eles se casam. Daphne fica em dúvida sobre a capacidade de Simon de ter filhos porque ela acha que seria uma incapacidade de realizar o ato em si, mas depois ela vai entender que na verdade é ele que não quer ter filhos por escolha dele. No prólogo temos as motivações que levam ele a tomar essa decisão. 

 Eles brigam, ficam afastados um tempo e depois fica tudo bem.

Acho importante mencionar que a Daphne faz o Simon entender que as motivações dele são infundadas, no sentido de que ele não querer ter filhos só dá mais palco para o sofrimento que ele passou com seu pai e é necessário superar isso e viver a vida dele.

Bom, de modo geral trata-se de uma leitura fluída e rápida, clichê sim, mas ok, é um estilo de livro. 

Outra coisa, que cabe mencionar, é que temos algumas cenas bem picantes, tem uma narrativa em específico, mais para as últimas 50 páginas do livro, que eu achei bem pesada e controvérsia com a fruição do livro, achei um pouco errado, forçado, justificado até certo ponto (pensando na época em que se passa), mas sei lá, não sei se posso julgar muito porque eu entender, mas se fosse uma situação contrária, será que seria tudo bem? Enfim, acho que é preciso que você leia e julgue por si mesmo/a. 

Finalizando: não sei se lerei os próximos livros, talvez quem sabe, mas não será neste momento. Foi uma leitura rápida, depois de ler uma sequencia tão grande de livros de Ken Follett, que são livros mais densos, estava precisando de um leitura mais tranquila para me distrair. 

Assisti um episódio da série, gostei, mas achei um pouco clichê, como já disse: é um estilo, você pode gostar ou não e tudo bem. Eu acho que eu passo por algumas fases que gosto de assistir esse tipo de coisa, não sempre, mas às vezes é bom para se distrair. 

Bom domingo, boa semana!! :)




terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Coluna de Fogo - Ken Follett

Olá!!!

Livro cheio de tensão, trás o conflito entre o catolicismo e o protestantismo que começava a surgir no período em que se passa o livro: 1558 a 1620.

Os personagens são muito bem construídos, temos romance, imposição devido aos títulos importantes da época. 

Trata-se de uma leitura gostosa e fluída.

Temos um jogo de interesse constante que perpassa toda a história do conflito entre católicos conservadores e protestantes que vinham com uma nova forma de interpretar a questão religiosa. 

O livro é dividido em 6 partes:

1. 1558;

2. 1559 a 1563;

3. 1566 a 1573;

4. 1583 a 1589;

5. 1602 a 1606;

6. 1602 a 1606.

É uma leitura que fecha a trilogia de: Pilares da Terra e Mundo Sem Fim. 

Gostei muito e aprendi bastante como sempre acontece com as leituras de Ken Follett.

Vale muito a pena essa leitura.

Acho que cansei um poucos dos livros deste autor, porque li uma sequencia deles em 2020 e iniciei 2021 concluindo mais um dele. Pretendo, agora, dar um tempo e a oportunidade para outros autores. 

O que posso dizer é que o que mais Ken Follett me ensinou foi que: nada na vida dura para sempre; precisamos ser fortes para seguir sempre em frente independente do que tenhamos passado; a vida sempre continua; tudo pode mudar em um piscar de olhos; tenha calma, dê o seu melhor sempre, na hora certa as coisas acontecem. 

É isso!!

Boa semana :)