Segundo livro do romance policial onde temos o detetive Bill Hodges como protagonista.
O livro começa nos contanto a história de Rothstein um escritor famoso que encontra-se em seus quase 80 anos. Esse escritor publicou romances que ficaram muito famosos na época e o desenrolar do personagem principal, Jimmy Gold, não agradaram a todos os seus fãs.
Rothstein retirou-se da vida pública a alguns anos, escreveu mais algumas coisas, mas a muitos anos não aparece, não dá entrevistas e não pública mais romances.
Sua casa, que é em uma cidadezinha afastada é invadida por 3 homens.
Eles roubam uma quantidade de cadernos/manuscritos, uma quantidade significativa de dinheiro e acabam o matando.
Isso tudo acontece em 1978.
Após isso, um dos três rapazes, Morris Bellamy, mata os outros dois e resolve enterrar dentro de um baú velho o dinheiro e os manuscritos porque apesar de querer muito lê-los, sabe que se aparecer com os manuscritos, ou tentar vendê-los, isso levantaria suspeitas, é muito provável que acabariam chegando até ele.
Morris acaba sendo preso por outro motivo que não o assassinato de Rothstein e é condenado a prisão perpetua.
Muitos anos se passam e em 2010 temos Pete Saubers, um menino de 13 anos que mora na casa em que Morris residia... por acaso, ele acaba por encontra o baú.
Os pais de Pate passam por dificuldades financeiras. Seu pai foi uma das vítimas do Massacre do Mercedes e encontra-se desempregado, tentando se recuperar. Sua mãe, devido a crise, teve corte na jornada de trabalho e as coisas seguem difíceis, eles brigam muito. Pete tem uma irmã mais nova, Tina.
Pete resolve usar o dinheiro que encontrou no baú mediante um envelope com um valor mensal ao seus pais, de forma anônima para ajuda a amenizar as coisas.
O dinheiro acaba...
Enquanto isso, Morris, já com mais de 70 anos, consegue condicional e saí da prisão.
Pete se mete numa enrascada ao tentar vender os manuscritos e é aí que temos o desenrolar da história.
Morris vai em busca de seu baú, o encontra vazio, investiga e chega a Pete.
Nosso detetive Hodges tem papel secundário nessa história, o que me fez não gostar tanto dessa leitura.
Ele criou uma empresa que se chama “achados e perdidos” e tem Holly como sua sócia/assistente.
Hodges entra na história quando Tina, irmã de Pete, por ser amiga de Barbara, irmã de um dos personagens do primeiro livro, procura por ele por achar que Pete pode estar escondendo algo, por desconfiar que o dinheiro que seus pais havia recebido por um período poderia ter vindo dele e porque ele tem estado muito estranho ultimamente.
A história se passa de modo intercalado, assim como o primeiro livro.
Temos Morris relatando sua vida, contando seu amor pelos livros de Rothstein, sua infância, o motivo que o levou a se preso, sua vida na prisão...
Em contra partida tempos Pete relatando as brigas constantes de seus pais após o massacre do Mercedes, assim como seu relato de encontrar o baú, seu amor pela literatura e sua rotina.
Os personagens se cruzam e temos o desfecho.
Hodges aparece pouco e de forma bem secundária, como já mencionei.
Gostei do enredo, da proposta e da história desse livro em si, porém ele não me prendeu tanto como o primeiro.
A pegada referente ao amor pela literatura eu achei muito bacana, aborda algo diferente do que a gente costuma ter nas histórias.
De modo geral, por mais tensa que a história tenha sido, tudo o que acontece é um pouco esperado, ou seja, é bom, mas não é surpreendente.
É fundamental ler o primeiro livro para ler esse, pois faz muitas referencias e trata-se de uma continuação.
Acho que é isso. Já iniciei o terceiro livro e estou gostando J
Se você não leu o primeiro livro peço que não siga a leitura porque vou mencionar algo relacionado a continuidade que traz spoiler.
Vale mencionar que no final do primeiro livro, o Sr. Mercedes leva uma pancada na cabeça dada por Holly. Ele fica em coma durante um período, mas no final temos a deixa que ele desperta... O detetive Hodges visita ele com certa frequência.
Nesse segundo livro, mais no final temos Hodges ainda o visitando, desconfiando que ele esteja fingindo e o livro termina com algo estrado que ocorreu devido a uma enfermeira naquela ala hospitalar ter cometido suicídio.
Mencionar isso é importante porque já iniciei a leitura do terceiro livro e é dentro dessa pegada que o livro segue.
Já estou em 22% do terceiro livro, que se chama: "último turno" e a presença mais assídua do detetive Hodges e de sua "equipe" é bem empolgante.
É isso!! :)
Boa semana!!