segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Antes de Casar - Bárbara Machado

Temos a história de Catarina, uma moça de vinte e poucos anos que se arruma toda para ir jantar com seu namorado, Arthur, para comemorar os três anos de namoro.

Ela acha que ele a pedirá em casamento e está muito animada e empolgada com isso.

Porém, o que realmente acontece é que Arthur termina com Catarina e ela fica destruída.

Depois de algumas semanas na fossa, tendo o apoio de suas amigas, ela começa, aos poucos, a se animas e voltar a sair. 

Para além disso, Cat volta também a sair com os amigos do paintball. Ela sempre gostou, mas havia parado porque Arthur não gostava. 

Cat passa por diversas situações, muitos rapazes, se diverte muito com as suas amigas... 

Ela acha que nunca mais voltará a gostar de um cara novamente, porque sente-se decepcionada e acha que nenhum deles vale a pena e que todos, mais cedo ou mais tarde, vão magoa-la. 

O tempo passa, Cat volta a ser o que ela era antes de Arthur e percebe que o fim do namoro foi algo positivo no final das contas. Percebe ainda que namorado Arthur ela havia se tornado algo que ela não era, que havia de distanciado de si mesma, perdido sua espontaneidade, sua liberdade e que havia se moldado ao que Arthur queria e que não era mais ela mesma. 

Depois de muitas festas e caras dos mais variados tipos a história ruma para um final bem bacana. 

O que você aprende com essa leitura?

Que cada fase precisa ser aproveitada, que o auto conhecimento é fundamental para um bom relacionamento. 

Primeiro você precisa se sentir inteira, se amar, estar feliz consigo mesma, se entender como um ser humano que não depende de ninguém para ser feliz. 

Ter alguém é algo maravilhoso, mas antes disso você também precisa se valorizar, se sentir completa e ser independente. 

Acho que é isso.

Trata-se de uma leitura gostosa, que te faz dar boas risadas. 

Boa semana!!




terça-feira, 18 de agosto de 2020

Último Turno – Stephen King

Leitura gostosa, fácil e empolgante.

O terceiro e último livro da jornada do detetive Bill Hodges.

 

Começa com uma ambulância indo atender ao Massacre do Mercedes.

Temos a narrativa de como foi a chegada ao local e um pouco sobre as vítimas.

O ponto central desse inicio é trazer as consequência do massacre, ou seja, de que modo os sobreviventes seguiram suas vidas após se recuperarem ou como seguiram em frente mediante as sequelas do ocorrido.  

 

Em contra partida temos o Sr. Mercedes, que ao final do primeiro livre estava em coma, que no segundo livro desperta e nesse terceiro livro é apresentado como nosso vilão dando total sentido ao título desse terceiro e último livro.

 

O livro traz questões muito interessantes, não vou adentrar muito na história dessa vez, porque a experiência de saber pouco de uma leitura e ir “desvendando a história” é algo tão maravilhoso que eu peço para que você não tire essa oportunidade de si mesmo.

Tenho percebido que não dá para entregar toda a história para quem vem querer saber sobre um livro, mas sim, que é preciso instigar a pessoa minimamente para que ela se interesse e vá conferir por si só.

Eu faço isso, quando vejo um livro que alguém fala que gostou muito, eu busco ver a temática e se me interessa eu encaro a leitura. Gosto de ir desvendando tudo e me surpreendendo sem saber os mínimos detalhes. 

 

Assim, o que posso mencionar desse livro é que ele traz alguns elementos, tais como:

- a telecine;

- a capacidade de saída do corpo e de assumir o controle de outro ser humano;

- a tendência suicida que existe dentro de cada pessoa, mas mais frequente em adolescentes mas não só;

- o modo como a notícia de um suicídio encoraja e desencadeia outros suicídios (a história de famosos que se mataram nos mostra isso).

 

King traz alguns dados sobre essa questão do suicídio e é impressionante como isso acontece de mais no mundo inteiro, porém é ocultado pelas mídias e pelos noticiários (o máximo possível) para que não haja mais e mais casos.

O livro mostra que a tendência suicida existe cada vez mais e na maioria dos casos é apenas um empurrãozinho que a pessoa precisa para atingir as vias de fato.

O mundo está cada vez mais problemático, as pessoas cada vez mais tem acesso a tudo, porém apesar de isso ser visto como algo bom, traz inúmeros outros problemas. 

O que fazer?

Como pensar sobre isso?

Complicado, não acha?

 

Enfim, o livro é bem interessante, traz essa temática que faz você refletir para além da história em si. 

Só por isso eu já acho que vale muito a pena a leitura dos três livros.

O vinculo entre “a banda” que é como Hodges chama sua equipe é muito bacana. 

A Holly é estranha, problemática, esperta e diferente, tudo ao mesmo tempo. A construção do vínculo com Hodges é muito bonita.

Jerome é um rapaz forte e que sempre esta disposto a ajudar.

 

O final traz elementos já esperados, porém te surpreendem a forma como eles ocorrem.

É aquele livro que você termina querendo saber mais e que aquece seu coração ter lido. 

Trata-se de uma história fechada e muito bem construída.

 

Só posso recomendar que você leia! 

Vale a pena, eu garanto!

 

Obs: dos três livros o que eu mais gostei foi esse terceiro. 

Acredito que seja pelo vínculo que você cria com os personagens e que vai reforçando depois de tantas páginas.

 

Enfim, é isso!!


Boa semana!! J

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Achados e Perdidos - Stephen King

Segundo livro do romance policial onde temos o detetive Bill Hodges como protagonista.

 

O livro começa nos contanto a história de Rothstein um escritor famoso que encontra-se em seus quase 80 anos. Esse escritor publicou romances que ficaram muito famosos na época e o desenrolar do personagem principal, Jimmy Gold, não agradaram a todos os seus fãs.

Rothstein retirou-se da vida pública a alguns anos, escreveu mais algumas coisas, mas a muitos anos não aparece, não dá entrevistas e não pública mais romances.

Sua casa, que é em uma cidadezinha afastada é invadida por 3 homens.

Eles roubam uma quantidade de cadernos/manuscritos, uma quantidade significativa de dinheiro e acabam o matando.

Isso tudo acontece em 1978.

Após isso, um dos três rapazes, Morris Bellamy, mata os outros dois e resolve enterrar dentro de um baú velho o dinheiro e os manuscritos porque apesar de querer muito lê-los, sabe que se aparecer com os manuscritos, ou tentar vendê-los, isso levantaria suspeitas, é muito provável que acabariam chegando até ele.

Morris acaba sendo preso por outro motivo que não o assassinato de Rothstein e é condenado a prisão perpetua.

Muitos anos se passam e em 2010 temos Pete Saubers, um menino de 13 anos que mora na casa em que Morris residia... por acaso, ele acaba por encontra o baú. 

Os pais de Pate passam por dificuldades financeiras. Seu pai foi uma das vítimas do Massacre do Mercedes e encontra-se desempregado, tentando se recuperar. Sua mãe, devido a crise, teve corte na jornada de trabalho e as coisas seguem difíceis, eles brigam muito. Pete tem uma irmã mais nova, Tina.

Pete resolve usar o dinheiro que encontrou no baú mediante um envelope com um valor mensal ao seus pais, de forma anônima para ajuda a amenizar as coisas.

O dinheiro acaba...

Enquanto isso, Morris, já com mais de 70 anos, consegue condicional e saí da prisão.

Pete se mete numa enrascada ao tentar vender os manuscritos e é aí que temos o desenrolar da história.

Morris vai em busca de seu baú, o encontra vazio, investiga e chega a Pete.

 

Nosso detetive Hodges tem papel secundário nessa história, o que me fez não gostar tanto dessa leitura.           

Ele criou uma empresa que se chama “achados e perdidos” e tem Holly como sua sócia/assistente.

 

Hodges entra na história quando Tina, irmã de Pete, por ser amiga de Barbara, irmã de um dos personagens do primeiro livro, procura por ele por achar que Pete pode estar escondendo algo, por desconfiar que o dinheiro que seus pais havia recebido por um período poderia ter vindo dele e porque ele tem estado muito estranho ultimamente.

 

A história se passa de modo intercalado, assim como o primeiro livro.

Temos Morris relatando sua vida, contando seu amor pelos livros de Rothstein, sua infância, o motivo que o levou a se preso, sua vida na prisão...

Em contra partida tempos Pete relatando as brigas constantes de seus pais após o massacre do Mercedes, assim como seu relato de encontrar o baú, seu amor pela literatura e sua rotina.

Os personagens se cruzam e temos o desfecho.

Hodges aparece pouco e de forma bem secundária, como já mencionei.

Gostei do enredo, da proposta e da história desse livro em si, porém ele não me prendeu tanto como o primeiro.

A pegada referente ao amor pela literatura eu achei muito bacana, aborda algo diferente do que a gente costuma ter nas histórias.

De modo geral, por mais tensa que a história tenha sido, tudo o que acontece é um pouco esperado, ou seja, é bom, mas não é surpreendente.

 

É fundamental ler o primeiro livro para ler esse, pois faz muitas referencias e trata-se de uma continuação. 

 

Acho que é isso. Já iniciei o terceiro livro e estou gostando J

 

Se você não leu o primeiro livro peço que não siga a leitura porque vou mencionar algo relacionado a continuidade que traz spoiler.

Vale mencionar que no final do primeiro livro, o Sr. Mercedes leva uma pancada na cabeça dada por Holly. Ele fica em coma durante um período, mas no final temos a deixa que ele desperta... O detetive Hodges visita ele com certa frequência.

Nesse segundo livro, mais no final temos Hodges ainda o visitando, desconfiando que ele esteja fingindo e o livro termina com algo estrado que ocorreu devido a uma enfermeira naquela ala hospitalar ter cometido suicídio.

Mencionar isso é importante porque já iniciei a leitura do terceiro livro e é dentro dessa pegada que o livro segue.  

Já estou em 22% do terceiro livro, que se chama: "último turno" e a presença mais assídua do detetive Hodges e de sua "equipe" é bem empolgante.


É isso!! :)

 

Boa semana!!