domingo, 16 de junho de 2019

O Homem de Giz – C. J. Tudor



Boa tarde!

Hoje terminei de ler esse livro super “famosinho”!
Um livro de 232 páginas, bem fácil e tranquilo de ler.

Pois bem, a história é narrada em dois momentos, entre o passado e o presente: 1986 e 2016. O personagem principal é Ed Adams. De inicio a gente fica meio assim de confiar totalmente nele, porque ele narra o que se passou em 1986, mas ele era criança, tinha apenas 12 anos, então não da para ter total certeza dos fatos, se é tudo o que ele relata é verdade ou não, ou se aconteceu ou não da forma como ele detalha.
Ed vai contar que em 1986 ele foi numa feira da cidade, onde haviam um parque de diversos instados. Nessa feira, que ele vai com seus amigos, acontece algo. Ele estava observando uma menina que ele achou muito linda e ela estava em um brinquedo. Algo se solta ali e acontece um acidente. Essa menina que ele observa caí próxima dele, muito ferida. A menina estava com o rosto dilacerado e a perna muito machucada. Ed se desespera e acontece a maior correria, todo mundo em pânico. Um homem chamado Holloan, que Ed já havia observado e que futuramente vai ser o professor na escola, se aproxima, pede ao Ed que fique calmo, que o ajude ali, dai então eles socorrem e salvam a menina. Diante disso, os dois depois acabam ficando com a fama de “heróis” na cidade e também acabam ficando amigos por assim dizer.
Como podemos observar, o livro já começa com esse fato de cara. A autora detalha bastante. Depois disso, vem os relatos da vida do Ed de criança, depois o que ele se torno quando adulto.
A história me lembrou muito o livro “It – A Coisa”, porque tem o grupo meninos igual tem no livro “It”, eles fazem parte de tipo uma “gangue” onde eles passam por diversas situações, conflitos com os pais, eles têm um vínculo forte e são muito próximos. É uma leitura gostosa e leve!
Mas é aí então que tudo começa a ficar mais estranho, quando a “gangue” decide utilizar alguns símbolos para comunicarem-se mensagens, que são os homens de giz. Eles desenham na porta, no chão para sinalizar que eles se encontrem para irem brincar, irem no bosque e por aí...
Tudo fica muito mais estranho quando essas mensagens de giz levam eles a encontrar um corpo.  Porém, não se tratava apenas de um corpo, mas um corpo de uma menina esquartejada. Diante disso, começam algumas especulações em torno da cidade, sobre quem teria feito isso, quem seria o assassino.
Acontecem outras coisas também. Tem vários personagens que marcam bastante a história.
Há uma desconfiança sobre o senhor Holloan, porque ele é um sujeito de fora, um forasteiro, que além disso tem uma aparência diferente, ele é muito branco, por ser albino, o que as pessoas olham com certa estranheza. Como se não bastasse também ele se veste de modo meio extravagante, então fica esse clima no ar de desconfiança e de estranheza do que pode ter acontecido. Seria ele o assassino?
Para além disso, tem ainda um conflito com a mãe de Ed que é médica e que faz abortos, na medida em que a cidade não aceita isso muito bem, tem algumas manifestações na frente da clinica em que ela trabalha, na cada do Ed também.
Esses manifestantes fazem parte de um grupo religioso bem esquisito e excêntrico que é apoiado pelo reverendo Martin. Esse reverendo é uma figura também um tanto quanto estranha, meio contraditório, meio hipócrita, ele bebe bastante, se exalta em alguns momentos, tem uma relação bem complicada com a filha a Nick, que faz parte do grupo das crianças, a “gangue”.
A Nick, por sua vez, demonstra uma certa aversão ao pai, fala mau dele também em vários momentos.
Diante disso, também dá para desconfiar desse reverendo também, porque se trata de uma figura bem estranha na cidade, contraditório e esquisito.

Enfim, é isso!
Para saber mais, é preciso ler, não vou entregar tudo.
Gostei do livro, fiquei surpresa com o final e com a profundidade da relação entre os personagens que você só consegue perceber mais no final.

Bom domingo!
J

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Reflexões de um dia qualquer


Bom dia!
Tudo bem com vc que está lendo? :)

Terminei dois livros ainda no mês de maio, quis e pensei em escrever sobre eles, mas sinceramente me faltou animo para isso. Ando passando por uma fase meio ruim, meio depressiva e bastante melancólica ultimamente. Não sei explicar direito, mas me parece uma crise existencial, talvez crise dos 30 anos ou algo assim. Espero superar isso logo. Queria dividir mais as minhas angustias aqui, sinto falta de ter com quem conversar, enfim...

Bom, independente disso terminei de ler “A dança dos dragões” – quinto livro da saga “Game of thrones”. Estava em um relacionamento com esse livro desde 2014, não sei dizer exatamente o que aconteceu, mas parei na época por causa da faculdade (eu acho e só pode ser) e depois disso tentei retomar umas duas vezes no ano passado e sei lá, não fluiu. Com o fim da oitava temporada, achando uma droga o rumo da série, resolvi voltar a ler e em menos de um mês li o que faltava, o que era um pouco mais da metade do livro. Isso só me faz perceber que quando a gente se determina a fazer algo, faz e nada te segura quanto a isso. Enfim, gostei muito muito muito do livro, estou ansiosa para o sexto e o sétimo que não tem previsão de sair, infelizmente... Mas, salvo engano acho que ano que vem sai o sexto, tomara! De qualquer forma eu comprei a versão digital do “Sangue e Fogo”, que é um livro que o George R. R. Martin escreveu, lançado, acho que, no ano passado. Esse livro conta o que antecede a saga de “Game of thrones”. Estou ansiosa para ler, mas vou dar um tempo por agora.

Outro livro que eu li bem rapidinho porque era bem curto foi “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais” do Jaron Lanier. Gostei do livro, na verdade ele me apresentou algumas coisas muito interessantes, que eu até imaginava, mas não achara que funcionava de uma forma tão agressiva como o autor traz. Achei o autor bastante radical, mas é claro que os argumentos dele fazem total sentido. Eu não uso tanto assim as redes sociais, na verdade sou meio de fases, às vezes uso mais, às vezes uso menos porque sei que elas não me agregam praticamente nada, ou ainda, me fazem ficar frustrada acreditando na falsa ilusão da vida que as pessoas supostamente afirmar ter mediante fotos lindas, com sorrisos exagerados e uma edição considerável. Enfim, gostei do livro, recomendo, mas acho o autor um pouco exagerado de mais, explico: tudo em excesso tende a nos fazer/trazer algum malefício. Acho que tudo na dose certa é válido e bom. Tipo, a internet (desconsiderando essas plataformas de controle comportamental, indução ao consumo e por aí), trouxeram um acesso a informação nunca visto. A forma como as pessoas usam, tornando-se alienadas pelas redes sociais, não pode desmerecer toda a disseminação e acesso a conhecimento que veio com a internet. Falando nisso a gente chega no argumento final do autor do livro, que é a alternativa de cobrar pelo uso desses serviços. Isso porque o autor salienta que se não existe um produto (o que é o caso das redes sociais) é porque você é o produto. Então a indução ao consumo é o que tende a prevalecer.
Desta forma, autor fala muita coisa legal, acho ótimo porque te faz pensar que talvez você esteja sendo induzido o tempo todo por inúmeros mecanismos de forma inconsciente e isso é foda pra caramba porque desumaniza as pessoas, tona as pessoas (com o perdão da palavra) burras e manipuladas. Por isso, mas uma vez, enfatizo, que tudo em excesso tente a nos prejudicar. As pessoas cada vez mais optam pelo caminho mais curto, as pessoas querem conseguir as coisas, mas sem esforço. Isso é triste, porque (praticamente) tudo perde seu valor. O que torna tudo ainda pior é que as pessoas perdem a capacidade de se auto avaliarem. Eu sei quando estou usando muito as redes sociais e sei que isso não me agrega nada, então faz sentido permanecer ali? Não! Mas eu acho que a grande maioria das pessoas não tem esse discernimento, porque estão tão envolvidas nessa lógica que é impossível sair desse circuito. Por isso o argumento do autor que os serviços sejam pagos, porque com isso não haverá a necessidade de publicidade dentro dessas redes, o que torna o uso mais qualificado e selecionado.
Apesar de achar que isso faz sentido, não sei se na prática funcionaria, enfim, é muita coisa para pensar e discutir sobre isso.
Nossa sociedade tem muitos problemas. Somos engolidos por um dia a dia que nos consome e que torna nossas vidas cômodas e mudar, sinceramente eu não sei se é possível e não tenho ideia de como esse processo deveria começar, visto que as pessoas não enxergam o que realmente se passa... Isso porque o próprio processo da sociedade gera essa situação! Complicado, não é mesmo? 
Talvez o autor esteja certo e devemos retroceder e cobrar pelo uso para evitar um mau maior a humanidade, mas até que ponto também é correto impor isso em prol de que a maioria das pessoas não tem discernimento e nem controle sobre si?
Difícil saber o que fazer, difícil exigir uma certa “emancipação humana” de uma sociedade que esta habituada a receber tudo mastigado e que pensar é difícil, dói e incomoda.

Bom... É isso, se alguém estiver lendo isso, peço desculpa pelas minhas viagens de pensamentos e reflexões. Ando bastante depressiva e sem muita esperança sobre diversas coisas.
Tenho tido muitas ideias, muitas reflexões sobre o que escrever, mas sei lá, fico com preguiça porque me parece não haver muito sentido às vezes... 
Mas, sigamos em frente, um dia de cada vez, é assim que é. Depois de uma tempestade o sol sempre acaba voltando a brilhar em algum momento, não é mesmo?
Sejamos otimistas!

Boa semana! J