terça-feira, 23 de outubro de 2018

Resumindo os últimos 3 anos


Quase 3 anos se passaram, simplesmente sumir porque a vida estava corrido e sei lá, deixou de ser prioridade aparecer por aqui, faltou inspiração também!
Como se alguém lesse isso aqui, vou fazer um breve resumo de tudo o que aconteceu desde minha última postagem em julho de 2015.

Final de 2015 conclui o terceiro ano de Serviço Social, iniciei estágio e foi bem interessante. Academicamente foi um ano muito positivo! O único problema, por assim dizer, foi que passei por uma greve na minha universidade o que atrasou a conclusão do curso.
Em 2016 meu namorado conseguiu emprego em Curitiba e se mudou em janeiro. Fiquei mais um ano em Toledo até concluir a graduação. Ainda em 2016 meu padrasto faleceu, muitas coisas mudaram depois disso para mim e para minha mãe. Ele faleceu em março de 2016, em outubro do mesmo ano foi a vez da minha avó e como se não bastasse em abril de 2017 foi a vez do meu avô. Muitas perdas em tão pouco tempo, não foi nada fácil, mas infelizmente saber lidar com a perda faz parte da vida. É a única certeza que temos e sofrer faz parte do processo de amadurecimento, contudo aceitar o fim do processo/ciclo é fundamental, por mais doloroso que seja.
Voltando um pouco para 2016: em abril teve inicio o ano letivo, meu último ano de Serviço Social, foi um ano cheio de perdas como já mencionei, intenso, cheio de trabalhos, estágio, TCC, algumas decepções, que contarei um outro dia, aulas e por ai... Houve mais um período de greve e por conta disso o ano letivo de 2016 só foi concluído em fevereiro de 2017. Apresentei meu TCC em 21 de fevereiro de 2017, minha colação de grau aconteceu em 30 de março e depois disso tudo me mudei para Curitiba.
Como resumo da graduação de serviço social posso dizer que conclui ela cheia de alegria! Aprendi tanta coisa, me dediquei tanto, amadureci muito e esse processo foi maravilhoso. Sinto falta às vezes! Quando penso e relembro hoje parece que foi noutra vida que fiz tudo aquilo. Sinto uma saudade boa de uma época que aproveitei e curti muito. Algumas pessoas podem dizer que não souberam aproveitar a “tranquilidade “de uma fase, mas eu falo com muito orgulho que aproveitei cada momento e que soube sim aproveitar aquela oportunidade.
Sobre a mudança para Curitiba não foi nada fácil!
Os primeiros 6 meses eu tive muita dificuldade em me adaptar, não ter familiares e amigos por perto é horrível... quando ia pra Toledo não sentia vontade de voltar, não via minha casa como minha casa e foi uma fase difícil... Mas hoje já é algo superado, um outro dia detalho melhor esse processo.
Outra coisa importante a se dizer que faz parte desse processo é que iniciar a vida a dois também é algo que as pessoas cometam, falam muito, mas só quando você passa por isso é que começa a entende o quão difícil é e ao mesmo tempo o quão prazeroso ao mesmo tempo é. É um período de adaptação, de autoconhecimento da relação, das manias, do jeito, das obrigações da casa, enfim... é um processo que exige muita maturidade e principalmente paciência até que tudo esteja alinhado e funcionando de forma prazerosa. Esse foi um processo bem difícil, mas que hoje já é algo que funciona bem e todo esforço e dedicação mostram seu valor.
Em 2017, nesse processo de adaptação ainda, fui convocada para um concurso que fiz lá em 2015, havia ficado em décimo lugar e me chamaram em julho de 2017. Fiquei super animada e feliz com a ideia de voltar para minha região, a cidade ficava a uns 50km de Toledo, era tudo o que eu queria... Acho que é tipo o sonho de quem se forma né? Estabilidade financeiro, concursada e tal... o que mais poderia querer? Mas daí bateu outras coisas que me fizeram desistir, tais como: voltar pra Toledo: eu queria isso? Deixar meu companheiro em Curitiba: Eu conseguiria? Provavelmente seria o inicio do fim, porque já havíamos ficado um ano namorando a distância e como seria daí? As chances de ele retornar para a nossa região eram/são quase nulas... ficar nesse vai e vem até quando? Por quanto tempo levaríamos isso? Enfim, conversamos e ponderamos tudo isso e achamos melhor não ir e vida que segue.
Quando penso sobre isso uma parte de mim se arrepende, porque era um sonho realizado, mas ao mesmo tempo abrir mão do meu companheiro e da vida que estamos construindo? Não estava disposta a isso, então esse arrependimento vem e logo se vai porque não estava/estou disposta e deixa-lo. A vida é feita de escolhas, por mais que essa possibilidade venha a minha mente as vezes, já foi, é para a frente que a vida segue e não de passado e possibilidades perdidas. 
Desde que vim para Curitiba fiz 3 concursos: um que fiquei em terceiro lugar, mas só tinha uma vaga, então não deu; outro que foi cancelado, achei que tinha ido muito bem, mas enfim; e o terceiro e último que estudei muito, mas não o suficiente, classifiquei, mas bem mau, infelizmente. Nessa região a concorrência é imensa, não é nada fácil se destacar.
Mandei diversos currículos, tanto para a área de serviço social quanto para escolas, lembrando da minha formação em Filosofia.
Desde maio de 2017 trabalho em um escritório que meu companheiro abriu em sociedade com outra pessoa. Hoje e desde então faço a parte administrativa e financeira. É tranquilo o que faço, não é a minha área, mas não consegui nada então é preciso levar do jeito que dá...
Outra coisa que rolou também em 2017: apenas para mencionar que este ano foi um ano cheio de frustrações, achei que queria diversas coisas e as coisas simplesmente não fluíram sabe? Fiz a seleção para o mestrado em serviço social na UFSC. Florianópolis fica a 300km de Curitiba. Desde que entrei em serviço social, lá em 2013, eu tinha essa possibilidade/sonho em mente. Minha intenção era fazer a seleção em 2018 para iniciar o mestrado em 2019, mas dentro das possibilidades acabei fazendo a seleção em 2017 sem muita confiança de que daria certo. Passei, fiquei em 19, eram 11 vagas, se não me engano, mas como a seleção de doutorado teve poucos candidatos as vagas foram estendidas para o mestrado e então eu havia passado. Fiquei mega feliz, era um sonho realizado, nossa, o que mais poderia querer? Final de 2017 foi um final de ano empolgante, estava muito animada! Em fevereiro deste ano então iniciou as aulas... comecei a ir e tal, uma correria, porque pega Bla bla car aqui, ônibus lá, ia na quarta e voltava na sexta feira. Lembrando que um filho do meu padrasto mora lá em Floripa, então ficava lá na casa dele e era muito bom! Para ir até a universidade eram 2 ônibus, perdia mais de uma hora para ir e mais uma para voltar.
As aulas eram interessantes, mas logo de cara percebi aquela disputa de ego, me senti extremamente perdida, parecia que ninguém se importava de eu estar ali. Não quero dizer com isso que eu queria ter um tratamento especial, mas das poucas pessoas que tentei me aproximar para conversar elas eram metidas, falavam com um ar de superioridade, quando se mencionava revistas, artigos todos se empolgavam com o único intuito de alimentar seu currículo lattes e caramba! Fiquei frustrada de mais com aquelas pessoas... o status de estar lá valia mais do que tudo, sei lá, não me identifiquei, não me vi em sintonia com aquilo, não me encaixava. Talvez eu não estivesse madura, talvez depois de 8 anos no ambiente acadêmico não era o momento... não sei, mas não me fazia bem estar lá e não deu para mim... lidar com essa decepção foi difícil, levei uma semana para decidir se era a melhor opção abandonar o mestrado e as vezes isso ainda me assombra, por que me pegava (ainda me pago às vezes, mas cada vez menos) pensando: será que eu quero mesmo fazer esse mestrado? Será que não quero só por status também? Será que isso vai me trazer um retorno? O investimento vale a pena? Até que ponto vou me realizar com isso? Enfim... tudo vem à tona, trabalho, casa, obrigações, viagens, vida pessoal, investimento e aí? Pois é, não deu para mim... em algum outro momento vou falar sobre isso e refletir melhor a respeito disso. Ah, mas ainda sobre isso, para finalizar: o que mais me deixou frustrada dentro de todo esse processo foi o meu orientador, ele foi extremamente frio comigo, demonstrado claro desinteresse e eu achei isso muito hipócrita porque vai contra tudo o que o serviço social busca construir. Não fez o menos sentido pra mim, ou seja, apenas constato que é um discurso da boca pra fora "faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço". Como que pode? Ninguém se importa com mais nada mesmo... Se fosse qualquer outro curso eu até entenderia, mas né? 
Bom, enfim, isso tudo foi apenas um breve resumo e de modo geral é isso... a situação atualmente não está das melhores do mundo, tenho lidado com um emaranhado de frustrações diariamente, mas faz parte, apensar dos pesares não podemos desanimar e vamos levando um dia de cada vez afinal de contas.