segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sentido no Inalcançável?

Me pergunto muitas vezes, por que algumas pessoas optam por sofrer ou por ir pelo caminho mais difícil? Ou ainda, por que fazem “tempestade em copo da água” por qualquer coisa insignificante? Quando falo isso não me refiro a pessoas que realmente não tem o conhecimento do todo, mas sim daquelas pessoas que literalmente gostam de complicar as coisas, sempre pensam pelo lado negativo, não confiam em si mesmas, gostam de se vitimizar... Conheço algumas pessoas assim, só sabem se colocar para baixo, quando aconselho elas até escutam e me levam a crer que ouviram e consideram o que disse a elas, mas quando vejo suas ações vejo que o que eu disse não serviu para nada, ou sim, só para ocupar aquele espaço de tempo, mas que foi uma conversa à toa, jogada fora.

Sei que algumas situações nos levam onde estamos, as vezes a gente nem entende como chegou onde está, mais chegou... Mas outras vezes a gente tem que fazer acontecer, não é para todos que a coisa flui, o contexto importa mas um pouco está em essência.

Acredito que é preciso equilibrar as coisas, a relação com as pessoas. Ninguém é perfeito, alguns tem defeitos que te irritam mais outro menos. Queria que algumas pessoas entendessem e aprendessem a dar valor aos que se importam, não entendo, por exemplo, como ser ignorada por um cara, humilhada, deixada de escanteio pode fazer algumas mulheres ainda preferir este cara, a aquele que dá atenção, se importa, retorna suas ligações e mensagens... Enfim, a mente humana é uma incógnita.

Igual uma criança que quer sempre aquele brinquedo que você pegou na mão à aquele que está a seu alcance. As pessoas crescem, mas algumas não mudam seu interesse pelo que não podem ter, pelo simples fato de idealizarem o que está distante. Por que fazemos isso? Porque colocamos mais importância no movimento da conquista do que na conquista em si e efetivamente. Igual quando mencionei sobre a minha colação de grau, foram quatro anos esperando aquele momento, pra quando ele chegou eu estar triste, porque o curso havia acabado, porque achei que aquele momento seria muito mais glamoroso, faz sentido? É preciso que faça?

O que importa é que foi feito. Passamos muito tempo idealizando as coisas e muitas vezes nos frustramos. Já passei tanto por isso que agora tento não colocar tanta expectativa, porque sei que nunca é tão “glamoroso” como imaginamos em nossa mente. A vida é assim, o movimento dela é que deve ser apreciado a cada instante, nós é que construímos situações e colocamos prazo nas coisas, e mais, nós é que colocamos creiamos expectativas, porque na nossa cabeça tudo acontece exatamente como imaginamos, de forma perfeita e harmônica,  e esquecemos de considerar neste momento as coisas que não dependem de nós.