segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Adeus 2014!

Final de ano é sempre a mesma coisa. O Natal em si não é algo que aprecio muito, na verdade eu gosto mais das luzes, de tudo o que antecede o Natal. Gosto da alegria que as pessoas expressam nesta época do ano, parece que todo mundo releva, é mais gentil, algo que não sei explicar, mas que é muito agradável. O dia em si não me agrada muito, porque sabe quando você fica na expectativa de que aquele dia chegue logo, mas daí quando chega não é nada de mais? É assim que me sinto a cada Natal. Sem contar que atualmente o Natal se resume a consumir, a dar e ganhar presentes, vejo em muitas famílias que as pessoas somente se toleram, se reúnem e no “dia de Natal” comemoram como se fossem uma “família feliz”, enfim, isso é algo que vejo cada vez com mais frequência. Triste, mas real, cada vezes mais o espírito do que deveria ser o Natal morre.

Agora, o réveillon, todos prometem mil e uma coisa que pretendem para o próximo ano, emagrecer, economizar, estudar mais, gastar menos, visitar mais seus avós e por aí vai, mas o que realmente se efetiva? Muito pouco eu garanto! Não adianta achar que porque o ano vai mudar é a hora de uma mudança radical na sua vida! Pode até ser, mas quando a gente busca mudar realmente qualquer hora é hora para começar. Não se iluda com o ano novo, se você quer algo não estabeleça uma data, simplesmente comece.

Enfim, o ano de 2014, em seu saldo final foi um excelente ano para mim, se para você não foi, não perca a esperança de que o próximo seja. Um dia ou outro as coisas tem que melhorar, nada dura para sempre, momentos difíceis todos nós temos, faz parte do processo da vida. O bom da vida é que normalmente tendemos a valorizar mais os bons momentos e a guardar poucos espaço para as lembranças que foram ruins.

Espero que o próximo ano seja tão bom quanto este, dificuldades me esperam tenho certeza, mas devemos enfrenta-las com a cabeça erguida, lembrando que depois da tempestade o sol sempre volta a brilhar.

Viva plenamente, aprecie a sua existência, de o seu melhor em cada detalhe, assim a recomeça e/ou retorno virá, acredite e confie em si mesmo! Tudo é consequência. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Quando os ventos sopram a seu favor

Enfim, as aulas terminaram. Esse ano foi excelente! Estive pensando sobre quantas coisas boas o Serviço Social me trouxe, especialmente este ano. No começo deste ano precisei fazer algumas escolhas, as quais de início me fizeram sentir arrependimento, mas que depois, vendo o rumo das coisas que escolhi me afastar, me fizeram, e hoje mais do que nunca, ter claramente a percepção de que a escolha foi ideal, mas do que isso me faz ser o que sou hoje, ou seja, uma pessoa muito melhor, rodeada de pessoas que realmente se importam e que tornam a minha vida muito mais feliz, leve e principalmente me fazem sentir paz comigo mesma.

Às vezes a gente acha que esta no caminho certo, mas as sutilezas da vida fazem você perceber que não. Algumas mudanças vêm pra melhor, outras não. Nem todos que estão a sua volta te fazem bem, é difícil romper vínculos, mas também é preciso perceber quanto pessoas não te fazem bem. A gente se acostuma com as mudanças, é um risco quando você opta por elas.

O Serviço Social me trouxe clareza do que quero para a minha vida, aprendi a me defender, a não aceitar tudo como é, afinal somos seres fundante da sociedade, das relações sociais, logo, é preciso enxergar as possibilidades de mudanças, realiza-las quando se torna algo necessário e a seu alcance! Nada é fácil, cada um sabe de si, das suas dificuldades, das suas magoas e fraquezas. Para que a gente sofra menos na vida é muito importante aprender a equilibrar as coisas, pois tudo em excesso tende a nos prejudicar. Se você é boazinha de mais, as pessoas se aproveitam de você, se você é chata ou intolerante, as pessoas vão querer distancia de você. O desafio da vida é aprender a se calar quando necessário e aprender a falar quando surge a oportunidade oportuna.

Estou muito ‘zem’. Satisfeita com o resultado deste ano, me dediquei muito e vejo que o resultado aparece! Não existe sensação melhor.

Estou de férias, com mil planos de como aproveitar, da melhor forma possível, meus dias. A vida tem sido tão boa.

É preciso deixer fluir, dê o seu melhor, quando você faz por merecer as coisas surgem, para você, naturalmente!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Crenças

A questão de “Deus” é algo muito interessante no mundo, pois as pessoas meio que necessitam disso para justificar inúmeras incapacidades na vida, como se a razão por si só não alcançasse a explicação de tudo. Conheço pessoas que tudo o que acontecem na vida delas remetem-se a: “Porque Deus te colocou no meu caminho”, “Porque Deus quis que eu aqui estivesse...” não sei por que, mas tenho a impressão de que jogar tudo a algo tão abstrato é fugir de remeter a si suas conquistas e derrotas. 

Há alguns meses estive abalada com alguns problemas pessoas e frequentei certa igreja evangélica, a primeira vez que fui achei bacana, me senti em paz, me fez bem... Na segunda vez também, mas na terceira e quarta, depois de algumas conversas percebi que a crença deles não me convencia, porque acreditar em vida eterna, como é o caso dessa igreja, como se esta fosse a única opção correta e que todas ou qualquer outra não está certa, não me foi suficiente. Não me foi suficiente porque não acho que para esta questão só existe um caminho. 

Por que as pessoas acham que só a sua religião é a correta? O que a faz ser melhor do que a minha? Isso eu acho ridículo, porque na minha concepção, Deus, se é que existe um criador, porque às vezes eu me pergunto isto também, acredito que ele seja um só, são as pessoas que criaram religiões e preconceitos quanto às outras, mas em essência Deus é único, vai para além de qualquer igreja que prega seja lá o que for. 

A bíblia foi escrita por homens, às interpretações são diversas. Acho interessante que existem pessoas que “pregam a palavra” tão lindamente, mas que no fundo é pura falsidade. Dizem-se fieis, mas quando alguém faz uma crítica, não conseguem encara-la como algo bom. Dizem-se crentes, mas são incapazes de enxergar para além do seu “umbigo”. Dizem-se crentes, mas são falsas, egoístas, tem medo de que algo lhe seja roubado. Dizem-se fieis, mas são incapazes de tolerar o próximo, de ser simpático, de sorrir para o outro. Que tipo de FIEL é esse? Não leio a bíblia, não vou à igreja, mas não tenho o habito de fazer mau as pessoas, tento ser justa nas minhas ações, me preocupo com quem me importo acima de tudo. 

Acho hipocrisia essas “santinhas” que existem por aí aos montes, que vão à igreja, dizem-se fieis, pregam a palavra acima de tudo, mas as suas ações não mostra isso. Como é possível? Será que eu sou a errada? Sempre me pergunto, acho até que já mencionei isso aqui anteriormente, por que o que outro faz e/ou acredita incomoda tanto as pessoas? Não sou preconceituosa, acho que a bíblia deve pregar isso também, mas porque os que a leem são então preconceituosos? Existe aí algo muito errado!

Que Deus é esse, que dizem os homens que prega tantas coisas? Não acho que se existe mesmo um Deus ele queria ver o mau de seus “filhos”. Acho que o que os homens dizem que deus quis dizer é o que convém a esses homens, porque Deus, coitado, nunca vi ele se defender... Pelo que já ouvi falar, para tudo existe perdão e esse Deus é bem misericordioso... 

A vida acontece aqui! O que vem depois, aaah é problema para uma Alícia do futuro. Não quero dizer que quem tem uma religião esteja errado, eu só quero que haja respeito para com as outras, não quero sofrer preconceito pelas minhas crenças ou por não tê-las. A vida é tão curta para ficar sendo mesquinho a esse ponto. Se o estado é laico, me parece que isso já deveria ter sido superado há muito tempo!

 Sempre fui muito aberta a concepções, tanto que na minha graduação de Filosofia, o que me instigou estudar foi isso, tanto que o título do meu trabalho de conclusão de curso é “Da possibilidade de uma Educação Religiosa em Rousseau”. 

A questão da religiosidade vai surgir de modo natural na vida do indivíduo, ele tendo ou não contato com alguma religião, vai acontecer pela necessidade de acreditar em algo que justifique suas incapacidades ou não. O sujeito deve ser emancipado a tal ponto que posso decidir por ele mesmo se quer ou não acreditar em algo. No meu tcc, defendo a ideia de que na educação o indivíduo deve se desenvolver plenamente, até o ponto que ele seja capaz por si próprio de escolher o seu caminho, ou seja, voltando-se para a religião, que ele possa escolher e/ou dizer se existe nele a necessidade de se justificar por um deus ou não.  

Pretendo algum dia, quando dispuser de mais tempo, relatar passagem do meu tcc.

A vida é curta, os conflitos são muitos, mas resolve-los só depende de você. Não faça tanto drama, o mundo não pára para que você possa resolver seus problemas. Faça o bem e o bem acontecerá a você. O céu e o inferno estão aqui.  

sábado, 8 de março de 2014

Crítica construtiva, você sabe identificar?


O mundo, as pessoas, a vida tudo o que nos cerca nos surpreende diariamente de tal maneira que pode apavorar, mas com o tempo você consegue assimilar o que isso significa e muda. Situações e ações podem ser pequenas, diárias, você pode nem se importar com elas, mas vai chegar um momento em que você cansa, cansa e percebe que algo precisa mudar urgentemente porque situações se tornam insuportáveis, relações não se sustentam e você precisa agir e fazer com que algo mude. Por quê? Porque na vida ninguém é obrigado a permanecer com algo que não te faz bem e/ou feliz, que causa desconforte, incomodo, que te deixa chateado e triste.

Sei que ouvir uma crítica nunca é fácil, seja de quem quer que ela venha, dói na hora, porque enxergar os nossos defeitos é o que existe de mais difícil na vida e normalmente quem percebe são os outros e não nós. Somos egoístas quando se trata de nós mesmos. Eu nem sempre fui aberta a críticas, mas os anos me fizaram perceber que isso não é algo ruim, então hoje eu sou muito receptiva a elas. É claro que na hora me sinto desconfortável, mas depois de avaliar o que me foi dito, algo sempre absorvo. Sem contar que se alguém que eu gosto me alerta é porque esta pessoa se importa e é muito melhor receber isso de forma “carinhosa” e/ou “numa boa” do que com a vida, com um chefe intolerante, com um professor grosseiro etc. Hoje eu gosto quando as pessoas me falam onde estou errando, porque eu me considero uma “metamorfose ambulante”. Porém, apesar de eu ser assim não significa que o outro tenha que ser. Lidar com pessoas que não aceitam crítica e que quando as recebe as rejeita ou leva para o lado pessoal é algo terrível, contudo extremamente comum e o que mais acontece. Não se pode obrigar alguém a mudar, mas será que quando alguém te fala algo você não avalia? Não reflete? Acho tão improvável, mas é possível, pois vejo muitas pessoas que interpretam de modo equivocado e que acham que quem fez a crítica é que está errado.

Conversando com uma professora, ela me disse que provavelmente o nível de alienação dessas pessoas, para consigo mesmo e suas convicções é tão grande que não vai afeta-las ou faze-las perceber o alerta de quem faz a crítica. Existem pessoas fechadas em si mesmas, que agem e se agarram a certezas e que não aceitam absolutamente nada que venha de fora do que ali está. Infelizmente é muito triste isso, mas existe e muito mundo a fora. Pensando nisso, como culpa-las por ser assim? Talvez falte humildade, modéstia, simplicidade para aceitar que ninguém é dono da verdade e que verdades absolutas não existem. Tudo pode ser posto em cheque, tudo esta sujeito à mudança... A única certeza que podemos ter e que será sempre algo certo (até este momento) é a morte.

Cada um é livre, se tem algo que aprendi e que vou levar para vida toda é que não me cabe julgar ninguém, independente de qual seja a ação e/ou escolha, não estou aqui para julgar, porque eu não sou melhor do que ninguém para isso e não sou ninguém para julgar. 

Alguns amigos me dizem que as pessoas não mudam que isso não existe que não acontece, mas eu não consigo acreditar plenamente nisso, porque eu já mudei tanto, é claro que sempre estive receptiva a isso, mas eu acredito sim que as pessoas mudam desde que elas queiram e/ou desejem isto. Essas pessoas que mencionei, “fechadas em si mesmas”, optam por ser assim, optam por não aceitar nada que venha de fora e estão totalmente bloqueadas a críticas, a se afetar com o mundo, com as situações... Sendo o ser humano livre, a pessoa ser assim é uma escolha, ou seja, não me cabe julgar.
Posso agir até onde me cabe como indivíduo que se preocupa e se importa com outro indivíduo, mas obrigar a fazer com que ele entenda ou mude, isso não me cabe e a ninguém. 

Sempre me pergunto, por que o que os outros fazem afeta tanto as pessoas? O corpo o do outro, a vida é do outro, a realidade é do outro... O que me dá o direito de julgar o outro? A mim, cabe respeitar, hoje e sempre, aceitar o outro na diferença dele, diante das minhas escolhas. As realidades são diversas, mas o fundamental é perceber e compreender isto. Esse movimento constante da sociedade, que sempre vai te mostrar pessoas, realidades, concepções e credos fazem com que a gente se espante se impressione com o diferente, o que é normal, e me fazem queira cada vez mais conhecer as diferenças, me faz perceber a minha humilde insignificância neste mundo, pois diante de tanto que existe para aprender e conhecer só posso afirmar como já dizia Sócrates 400 anos a. C. “só sei que anda sei”. 

Aprenda, veja, reflita, deseje, mergulhe nas possibilidades, queira descobrir... Para que haja mudança o primeiro passo é você deseja-la e se propor a efetiva-la!